VEGETAÇÃO
Resumo: as florestas são importantes para todos os seres, por isso nesta lição mostraremos as formações vegetais em todo mundo e no Brasil, bem como a biosfera e os problemas de não se cuidar do meio em que vivemos.
O solo e um clima de um lugar, são responsáveis pelo tipo de vegetação que ocorre. Os elementos climáticos são determinantes para o tipo de vegetação em uma certa área.
O clima pode definir a sua fisionomia, e a vegetação de acordo com a sua forma pode ser classificada em:
- Xerófilas: plantas que são adaptadas a aridez, como os cactos.
- Tropófilas: são adaptadas a uma rotação seca, e outra úmida.
- Higróficas: plantas adaptáveis a muita umidade.
- Aciculifoliadas: tem folhas em forma de agulhas, como os pinheiros.
- Latifoliadas: são de regiões úmidas, com folhas largas. Permitindo intensa transpiração.
- Caducifólias: elas perdem as folhas em épocas frias ou secas do ano.
Formações vegetais
No planeta há diversas formações vegetais, tanto quanto a diversidade climática. E a situação geográfica também influencia na classificação que mostraremos a seguir.
Floresta Temperada
Ela é típica na zona climática temperada. Surge em latitudes mais baixas. São abertas, com pequena variedade de vegetais. As flores temperadas aparecem na América do Norte e Europa, como a floresta negra (Alemanha).
Floresta de Coníferas
É típica da zona temperada, ocorrendo em altas latitudes.
Abrange o norte da Eurásia. Nas regiões frias, Rússia e Sibéria, desenvolve-se a Taiga, vegetação de coníferas anãs, predominando o pinheiro. Nestas regiões são bem úteis como fonte de matéria-prima.
Floresta Tropical
É típica de climas úmidos e quentes. Surge em baixas latitudes na América, África e na Ásia. As florestas tropicais são ricas em espécies de vegetais. São fechadas e heterogênea, com uma formação vegetal higrófila e latifoliada. Nelas aparecem arvores de grande e médio porte.
Vegetação desértica
São adaptadas a falta de água, que é a situação em climas árido e semi-árido. Por isso, as espécies são xerófilas.
Aparecem em todos os continentes, com exceção da Europa.
Tundra
Vegetação rasteira, formada de liquens e musgos que aparecem na zona próxima as circulo polar Ártico. Crescem nos alagados na primavera e verão. E durante o inverno fica encoberta pelo gelo.
Vegetação Mediterrânea
Se desenvolve em regiões de clima mediterrâneo. É uma vegetação esparsa com características xerófilas e as formações dominantes são os maquis e garigues.
Pradaria
É composta basicamente de capim. Aparece em regiões de clima temperado continental. Embora muito usada como pastagem, é importante pelo solo rico em matéria orgânica. Surge na Europa na Europa Central e na Rússia, nos Pampas argentinos, e nas Grandes Planícies Americanas e na Grande Bacia Australiana.
Estepe
Vegetação herbácea, constituída por tufos ou colônias de plantas afastadas umas das outras, deixando o solo parcialmente descoberto. Surge em climas semi-áridos.
Cobre regiões na Ásia Central, oeste dos Estados Unidos e Argentina.
Savana
A vegetação é variada, com arbustos, plantas herbáceas e gramíneas.
Ocorre em regiões de clima tropical, onde existe estações bem definidas: o verão úmido e o frio seco. Aparece no Brasil, África Centro Oriental.
Nas savanas vive um grande número de herbívoros e amimais de grande porte, principalmente na África.
Em meio a outros tipos de vegetações, podemos encontrar pequenas formações florestais, como:
- mata galeria: é um tipo de mata que fica as margens do rios que cortam o cerrado e a caatinga. Isto ocorre porque às margens do rio, o solo é fértil criando condições propicias para o desenvolvimento da mata.
- capão: surge nas depressões das áreas secas, aonde o nível hidrostático chega próximo a superfície, criando boas condições para se desenvolver a mata, visto que o solo é úmido.
Vegetação no Brasil
O Brasil apresenta várias formações vegetais, devido as diversidades no clima. Temos um território extenso, por isso algumas regiões são ou próximas aos trópicos, ou a linha do Equador. E isso influi no clima, e portanto na vegetação.
No Brasil existe desde grandes florestas tropicais, até formações xerófilas, como a caatinga.
A seguir mostraremos as principais formações florestais no território nacional.
Floresta Amazônica
Possui a maior diversidade em espécies de vegetais e animais do planeta. Formada por plantas latifoliadas equatoriais, a floresta é densa.
O solo está constantemente coberto por camadas de folhas, galhos caídos, frutos apodrecidos, tudo úmido e em decomposição.
A floresta apresenta três estratos:
- Várzea: com vegetação de médio porte, uma área que está sobre inundações periodicamente.
- Caaigapó: áreas com vegetações de pequeno porte, como a vitória régia, pois fica permanentemente alagada ao longo dos rios.
- Caaetê: área que não inunda, possuindo vegetações de grande porte, como a castanheira. É a mais afetada pelo desmatamento e as queimadas.
Floresta latifoliada tropical
Foi grandemente destruída ao longo da história do Brasil. Se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Sofre ação intensa das massas de ar úmido que vem do oceano Atlântico.
Mata de araucárias ou pinhais
Nessa forma de vegetação predomina a araucária angustifólia, espécie que é adaptável ao clima subtropical ou temperado. Se encontra em várias áreas, região Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais.
No interior desse tipo de floresta pode se encontrar erva-mate, canela, cedros entre outros.
Mata dos cocais
Esta formação vegetal se situa entre a floresta amazônica, caatinga e o cerrado. É constituída por palmeiras, destaque ao babaçu, e carnaúba.
Caatinga
O nome caatinga vem do tupi-guarani e significa ‘mata branca’, que é cor predominante na época da seca. A vegetação é xerófila, na qual predomina arbusto caducifoliado e espinhoso.
Cerrado
Sua formação florestal é constituída por uma vegetação caducifólia. Tem uma formação adaptada ao clima tropical, com raízes profundas, casca grossa e galhos retorcidos.
Complexo do pantanal
O pantanal ele agrupa várias formações vegetais em seu interior, dentre elas está a floresta tropical, cerrado e lugares inundáveis.
Por isso o nome de complexo do pantanal, pois é uma floresta de transição, várias formações florestais juntas.
Campos naturais
Tem uma formação rasteira ou herbácea, constituída por gramíneas.
Pode se achar esse tipo de vegetação no extremo sul do país, em poucos pontos do Mato Grosso do Sul e na Amazônia.
Alguns associam a sua origem a solos rasos, temperaturas baixas, áreas sujeitas a inundações ou solos arenosos.
Vegetação Litorânea
No litoral surge vegetação rasteira, que é responsável pela fixação da área, impedindo que seja transportada pelo vento. Os mangues também são comuns, responsáveis pela reprodução de espécies de peixes, moluscos e crustáceos. São áreas inundadas pela água do mar, quando este está em maré alta; e na maré baixa as raízes ficam expostas.
Biosfera
Nas lições anteriores falamos sobre a fisiologia da Terra, do clima, e nesta ultima sobre a vegetação. Por isso falaremos um pouco sobre a biosfera.
Biosfera é a interseção da litosfera (parte sólida da terra), hidrosfera e atmosfera (parte gasosa).
A biosfera é o conjunto dos ecossistemas.
A mudança, destruição de apenas um único elemento que constitui o ambiente ecológico pode causar um grande desequilíbrio, trazendo graves conseqüências para o planeta e é claro, o homem.
Flora e Fauna
Flora é o conjunto de plantas que se formam e cobrem quase toda superfície terrestre.
Luz, temperatura, umidade e solo fértil, são as condições necessárias para se formas as vegetações.
Fauna é o conjunto de animais que habitam certa zona geográfica.
Zoogeografia estuda a distribuição dos animais na biosfera, e explica os motivos que levam a isso.
Os animais sofrem uma distribuição geográfica determinadas por barreiras naturais, como montanhas e oceanos, apesar de eles possuírem mobilidade.
Alterações ambientais
As alterações ambientais estão ocorrendo em toda parte. São rios poluídos que estão desaparecendo, terremotos e vulcões, temporais que inundam cidades, e furacões que ocorrem em toda parte.
Mas as alterações que mais preocupam, ocorrem na atmosfera.
Buraco de ozônio
O gás de ozônio tem muita importância, visto que ele tem como função filtrar os raios ultravioletas do Sol que são nocivos a vida.
O gás de ozônio ocupa uma camada, estratosfera, e aos poucos está ocorrendo uma destruição nessa camada, principalmente na região Polar Antártica, pelo excesso de clorofluorcabono na atmosfera.
Chuva ácida
O excesso de enxofre e azoto na atmosfera se formam grandes quantidades de ácido nítrico e sulfúrico, que vão ser precipitados pelas chuvas. As chuvas ácidas que possuem um pH fora do normal que causam vários danos, principalmente para a vegetação.
Efeito estufa
O efeito estufa, é resultante da maior concentração de gás carbônico e outras substancias na atmosfera.
Uma pequena quantidade de gás carbônico na atmosfera, cerca de 0,03%, já é suficiente para absorver e reter calor, mantendo uma boa temperatura na Terra. Mas as atividades humanas vem aumentando essa concentração de gás carbônico, que vai por sua vez, provocando ema elevação na temperatura global.
As florestas absorvem boa parte desse gás, mas com a derrubada das arvores e florestas, não só sobra gás como a ele se ajuntam porções produzidas pelas queimas das florestas.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Gabarito do 1ª ano do Ensino Médio Volume 4
Geografia 1° EM Vol 4
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
VERSÃO PRELIMINAR
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
A VINCULAÇÃO ENTRE CLIMA E VEGETAÇÃO NO MEIO AMBIENTE
Para começo de conversa
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1. A condição necessária na litosfera para a ocorrência da vida vegetal é que haja solos formados – e existe uma relação entre a formação dos solos e as formas de relevo; nas áreas planas e de baixa altitude a vida vegetal é, a princípio, mais favorecida. 2. A água, elemento constituinte da hidrosfera, é essencial para a vida em geral, e para a vida vegetal. As áreas mais úmidas da superfície terrestre têm potencial para fazer florescer grandes florestas e, ao contrário, nas áreas secas a vida vegetal é limitada e são poucas as plantas que conseguem se adaptar. 3. A vida vegetal, como a vida em geral, manifesta-se no fino invólucro gasoso que envolve a Terra: a atmosfera. Essa é uma condição indispensável para o crescimento das plantas. Em locais de grande altitude, onde a atmosfera fica mais rarefeita, as espécies de plantas sofrem mais e a vida vegetal é menos viçosa. Por outro lado, as condições climáticas (fenômeno interno da atmosfera) são de fundamental importância para a vida vegetal – em áreas muito frias e secas a vegetação pode até não existir. 4. A vida vegetal (aliás, toda forma de vida) não é um fenômeno isolado, pois ela provém de domínios naturais que combinam a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera. Desse modo, a vida depende das condições dessa combinação para proliferar com mais eficiência ou não. Leitura e análise de Texto e Esquema
Página 4
1. A vida vegetal é evidentemente um fenômeno complexo. Não se manifesta por si só e também não depende de um único fator. Na verdade, trata-se do resultado biológico GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
de uma interação complexa de um conjunto de fatores e condições vinculadas aos domínios naturais: litosfera (os tipos de relevo); hidrosfera (as diversas formas de presença da água); atmosfera (as condições climáticas). Dependendo dessas condições, a vida vegetal é mais pujante ou não.
2. a) Domínio natural é a combinação das esferas inorgânicas (sem vida) da natureza: litosfera, hidrosfera e atmosfera. Podemos também chamar domínios abióticos (sem vida). b) Biosfera é a “soma” dos domínios naturais (abióticos), na verdade uma combinação deles, mais a vida que nasce da formação de solos, uma espécie de transição das realidades abióticas para o ambiente biótico: a biosfera. 3. a) O solo resulta da degradação da litosfera (das rochas que se desagregam), algo que acontece devido à ação do clima (atmosfera) e das águas (hidrosfera). É nessa fina camada degradada da litosfera que prospera a vida, logo o solo é o elo entre os domínios abióticos e a biosfera. b) A frase que afirma que o solo é a transição do abiótico para o mundo da vida faz todo o sentido, pois ele tem origem no mundo inorgânico e permite (é a base para) o surgimento do mundo orgânico. LIÇÃO DE CASA Página 6
1. A vida é um acontecimento extraordinário da natureza terrestre muito forte e diversificado, que é capaz de ocorrer nas condições mais diferentes, algumas bem difíceis. Por essa razão, pode-se afirmar que praticamente há vida em toda a extensão do planeta, embora sob certas condições ela seja bastante rara (como naqueles lugares onde os domínios inorgânicos são “quase puros”) e em outras se manifeste de forma exuberante e volumosa. 2. Existem, sim. As áreas de relevo de baixa altitude, planas, com temperatura elevada e de muita umidade comportam as condições ideais para a vida se manifestar de modo volumoso. Esse é o caso da Amazônia. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
3. Também existem, sim. Exemplo disso são as áreas de relevo muito irregular, com altas altitudes, temperaturas muito baixas, secas, cujas características tornaram difíceis a proliferação da vida. Nelas a vida vegetal e a animal são raras e somente poucas espécies conseguem se adaptar e sobreviver. 4. Alternativa d. Nessas condições descritas a vida é bastante favorecida, pois muita água e as temperaturas elevadas a beneficiam. 5. Nessas condições pode haver florestas, mesmo com precipitação de neve. Esse é o caso das florestas coníferas na faixa que vai das zonas climáticas temperadas às zonas frias. No entanto, tais florestas têm poucas espécies de árvores, que são as que se adaptaram a essa situação. Por isso a denominação “florestas homogêneas”. 6. Alternativa c. Sob essas condições descritas, não só a vida é favorecida, como o é para várias espécies, o que resulta em muita biodiversidade (diversidade biológica) e possibilita a formação de florestas heterogêneas. Leitura e Análise de Imagem e Quadro
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1. Aguarde para breve. 2. a) O elemento-chave é o estrato, que é um conceito que se constrói com base na classificação dos tipos de plantas: árvores, arbustos e gramíneas. Segundo essa ideia, as formações vegetais podem ser classificadas com um critério que faz sentido e é facilmente observável em todas as circunstâncias em que a vida vegetal floresce. b) Florestas: formações vegetais nas quais o estrato arbóreo é o dominante. Savanas: formações vegetais nas quais o estrato arbustivo é dominante, mas que possui áreas e condições em que os estratos diferentes não têm um domínio claro. Estepes: formações vegetais nas quais o estrato dominante é o herbáceo. 3. a) Há um padrão, sim; na verdade há uma lógica natural. Nas altas altitudes as formações vegetais sofrem e nas baixas altitudes eles vicejam. O fator altitude é importante e pertence a uma rede complexa de condições: nas baixas altitudes as condições climáticas são mais úmidas com temperaturas mais elevadas. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
b) O porte das formações vegetais diminui significativamente. Se estivermos numa zona climática temperada, nas altas altitudes a vida desaparece quase que por completo. c) Acima dos 3 000 metros nas zonas temperadas a vida desaparece sob o peso das geleiras; nas zonas tropicais ainda podem aparecer algumas estepes, mas à medida que as altitudes aumentam a vida vegetal vai diminuindo e termina por não se ocorrer mais. d) Sempre que as altitudes aumentam as temperaturas caem. É até possível saber em que proporção elas caem: 0,6º C a cada 100 metros. Assim, com cálculos simples é possível saber as diferenças de temperatura entre uma base de montanha e seu topo. e) Se a temperatura está a 30º C no nível zero de altitude, será de 12º C a 3 000 metros de altitude. Caiu 0,6º C a cada 100 metros.
LIÇÃO DE CASA Página 10
Fazer o glossário seguindo esse exemplo:
• Estrato: ideia conceitual que funciona como critério para classificar as formações vegetais. Os estratos têm como base os tipos de plantas. • Savana: formação vegetal em geral com domínio do estrato arbustivo, mas não em todas as situações. • Floresta: formação vegetal em que o estrato arbóreo exerce o domínio. • Herbáceo: estrato composto de gramíneas e ervas, plantas formadas somente de folhas. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
A DISTRIBUIÇÃO DAS FORMAÇÕES VEGETAIS: A QUESTÃO DA BIODIVERSIDADE
Para começo de conversa
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1. Sem dúvida o que mais influencia é o clima. Os fenômenos climáticos são os responsáveis pela distribuição desigual de umidade e temperaturas. Em altitudes diferentes a vida se manifesta de modo diverso em razão das condições climáticas, que também mudam. 2. Nas altitudes mais elevadas as condições climáticas se caracterizam pela baixa umidade e por temperaturas também baixas; esse cenário é ruim para a manifestação de formações vegetais vigorosas, em especial as florestas. 3. Nas diferentes latitudes do planeta Terra podemos encontrar (nessa escala planetária) as denominadas zonas climáticas. À medida que nos aproximamos das regiões polares, as condições climáticas vão se assemelhando àquelas das altitudes elevadas. A lógica da distribuição vegetal segue, nesse caso, portanto, a mesma lógica da distribuição em altitude. 4. As formações florestais, embora tenham no arbóreo seu estrato dominante, possui os outros dois estratos também: o arbustivo e o herbáceo. Isso favorece a variedade de espécies (a diversidade biológica). 5. Nas savanas pode-se notar a ocorrência dos três estratos, mas sem o domínio claro de nenhum deles. Isso também favorece a diversidade de espécies, e por essa razão hoje as savanas são bastante valorizadas em virtude dessa condição. 6. Nas tundras e estepes a diversidade biológica é baixa, o que decorre da não existência de outros estratos. 7. Por princípio, os biomas de maior diversidade são aqueles que possuem os três estratos e que estão em áreas propicias à adaptação de um maior número de espécies, algo que muita umidade e temperaturas elevadas ajudam a explicar. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
PESQUISA EM GRUPO
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a) Somente encaminhamento b)
Localidades megadiversas Local/Região Colômbia Continente América do Sul Hemisfério Hemisfério Sul Latitude (intervalo) Entre 0o e 20º (faixa Indonésia Ásia (Sudeste Hemisférios Sul-intertropical) Entre 0o e 20º (faixa Asiático) Norte (parte) intertropical)
c) Que uma boa parte deles está localizada na zona intertropical; eles são arquipélagos ou têm grande extensão territorial; possuem diversos ambientes que se diferenciam por altitude, como a Colômbia...
d) Se a relação fundamental que se estabelece na distribuição da vegetação ocorre segundo as condições climáticas, as mudanças climáticas que estariam sendo provocadas pelo aquecimento global terminariam por interferir nessa distribuição. Por exemplo: áreas que passam parte do ano congeladas e que somente no verão dão espaço para o surgimento de uma tundra (vegetação herbácea de pequeno porte), com
o aquecimento poderão ser palco do crescimento em extensão de outras formações vegetais. Leitura e Análise de Texto
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1. Denominamos glaciação períodos na história do planeta (na escala de tempo da natureza) em que a Terra ficou mais fria. A razão das alterações está na menor disponibilidade de energia solar nesses períodos e a diminuição deve-se, entre outros motivos, às diferentes inclinações do eixo da Terra em relação ao Sol. Tal glaciação GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
ocorreu 12 mil anos atrás e, portanto, há muito pouco tempo uma dessas situações interferiu no volume da radiação solar em nosso planeta: a Terra esfriou. Depois disso, voltou a se aquecer, quer dizer, viveu-se um período de aquecimento global, por conta da dinâmica da natureza.
2. Item 1 do texto (ampliação da análise) – Se o clima era diferente (mais frio) no auge da glaciação Würm-Wisconsin, a distribuição da vegetação era outra. Então, áreas muito quentes e de baixa umidade (desertos quentes) ficaram um pouco mais frias e com alguma umidade e puderam abrigar formações vegetais. A glaciação mudou as condições de distribuição de calor e umidade, favorecendo algumas regiões e prejudicando outras. Item 2 do texto (ampliação da análise) – Houve um esfriamento da Terra com a glaciação. As zonas polares cresceram, as zonas temperadas também, e as zonas intertropicais encolheram (a Terra permanecia com o mesmo tamanho). Uma área como São Paulo, situada nos limites da zona tropical, ficou com um clima temperado e isso fez com que formas de vegetação mais adaptadas a ambientes mais secos e um pouco mais frios ganhassem espaço com a diminuição das florestas. Item 3 do texto (ampliação da análise) – As florestas reduziram-se, com o esfriamento da Terra, às zonas equatoriais. Por isso, alguns pesquisadores se referem a refúgios. As florestas se refugiaram nas poucas áreas onde ainda havia índices elevados de temperatura e umidade. É muito interessante tentar visualizar como ficou a distribuição da vegetação nesse período, cerca de 12 mil, 10 mil anos atrás. Item 4 do texto (ampliação da análise) – Várias espécies, que rapidamente se viram habitando áreas frias que antes eram quentes, não puderam resistir a essas alterações climáticas e, por isso, desapareceram. Com o retorno da tropicalidade (devido a um novo aquecimento), elas não mais cresceram, pois nem sementes haviam sobrevivido. Esse período de esfriamento da Terra significou, portanto, uma perda de diversidade biológica que não mais se repôs, por alguns motivos: não houve tempo para isso (para o surgimento de novas espécies em quantidade); as formações que substituíram as florestas durante as temperaturas mais frias da glaciação, com a volta do aquecimento, ficaram mais vigorosas ainda; nesse período de glaciação a espécie GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
humana cresceu e aumentou seu domínio sobre o planeta e veio a se transformar em um importante elemento de remoção da biodiversidade do planeta.
3. O aumento do frio no planeta levou à diminuição da tropicalidade. Então, como a tropicalidade ocorre em virtude do nível de umidade e do nível das temperaturas (elevadas nos dois casos), ela é um “paraíso” para a multiplicação de espécies. Logo, perder a tropicalidade é diminuir o tamanho desse paraíso e o número das espécies, pois fora (“fora do paraíso”) dessas condições nem todas elas conseguem sobreviver. 4. A Terra voltou a aquecer com o aumento dos estoques de energia solar diária que incide sobre o planeta e novas alterações na biosfera se deram, como o retorno da tropicalidade para áreas das quais ela havia sido expulsa. Isso quer dizer que aqueles ambientes propícios para a proliferação de novas espécies voltaram a ser significativos em termos de extensão, só que esse “trabalho” de “produção” de novas espécies teve que se reiniciar. 5. Pode-se fazer uma comparação com o que ocorreu na fase de aquecimento global com a retomada da tropicalidade após o período da glaciação há 12 mil anos com o aquecimento global que estaríamos vivendo agora. Sabemos que no passado isso permitiu que houvesse uma retomada da tropicalidade para o ponto em que ela está agora e, com mais um incremento no aquecimento, a tropicalidade poderia avançar mais ainda para zonas temperadas, mas também o excesso de calor poderia elevar o nível dos oceanos, diminuir as áreas continentais, ampliar a extensão de desertos quentes e secos etc. Estamos, no momento, sob um nível intenso de especulações sobre o que poderia resultar desse aquecimento global atual. 6. Sim, pode-se afirmar, afinal houve perda de tropicalidade, isto é, das condições ambientais mais propícias para a multiplicação da vida e do número de espécies. 7. Não se recompôs por dois motivos: primeiro, não havia sobrado sequer sementes e, segundo, as espécies que se adaptaram às condições mais frias da glaciação não deixaram o terreno que ocupavam com o retorno da tropicalidade, mas, ao contrário, ficaram mais fortes (mais competitivas) com a maior disponibilidade de água. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
Leitura e Análise de Mapa
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1. Trata-se de um mapa qualitativo, pois ele distingue dois fenômenos: desertificação e desflorestamento, e é também um mapa ordenado, porque no interior desses dois fenômenos ele cria uma ordem de moderado para elevado. 2. Os índices estão ordenados de moderados a elevados, por meio das tonalidades das cores verde e alaranjado (escolhidas para representar desflorestamento e desertificação, respectivamente). 3. O uso da cor verde é polêmico, afinal, por costume, um dos significados espontâneos que se atribuem ao verde é o de representar vegetação. Logo, usar o verde-escuro para mostrar as áreas onde há mais remoção de floresta é discutível. 4. Aguarde para breve. 5. A desertificação é o avanço de ambientes em que a vida se torna muito difícil em razão principalmente da perda da umidade (isso pode se dar em condições de temperaturas muito frias ou então muito quentes). Tal avanço é em geral provocado por causas naturais, mas atualmente quem contribui para isso é o ser humano, que está acelerando esse processo em determinadas áreas. 6. De certo modo é. Afinal, trata-se de uma área semiárida (baixo teor de umidade e muito quente) que é excessivamente povoada para as suas condições. Há uma sobrecarga de ocupação num ambiente frágil que pode desequilibrar-se e tornar-se desértico. PESQUISA EM GRUPO
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Seguindo o roteiro de análise do mapa:
• Trata-se de um mapa atual, logo o desflorestamento é mais grave em áreas em que ainda existem florestas. O mapa trabalha com dados relativos e, nas áreas de grandes florestas, como na Amazônia, mesmo que haja grande desflorestamento em termos relativos isso não significa tanto, diferentemente do que ocorre nas áreas em que as florestas não são tão vastas, a exemplo dos casos assinalados na Europa, na costa GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
ocidental da África ou na costa oriental da China. Por outro lado, a desertificação é grave nas proximidades das zonas onde as condições climáticas já são difíceis e já há deserto, como se pode observar ao sul do Saara.
• Há desflorestamento tanto nas zonas temperadas quanto nas tropicais, mas perde-se mais biodiversidade quando o desmatamento ocorre em zonas tropicais, uma vez que as florestas de ambos os domínios são distintas. • As florestas temperadas encontram-se na Europa do Leste, especialmente, nos EUA (América do Norte) e na China. As tropicais estão principalmente no Brasil (no norte da América do Sul) e na América Central. • As zonas de desflorestamento mais acelerado são de fato áreas bastante povoadas, mas isso não é condição necessária para o desflorestamento que pode dar-se sem um povoamento que o justifique. Esse é o caso a que estamos assistindo na Amazônia, onde o desmatamento está associado à venda da madeira, por exemplo. • O desmatamento da Amazônia aparece como moderado em razão da imensidão da floresta. Desmata-se muito, mas em virtude da sua escala geográfica isso ainda não pesa tanto, mas passará a pesar se o ritmo atual se mantiver. Por isso, a necessidade de combater o desflorestamento. • A princípio trata-se de uma região que apresenta dificuldades naturais para a manifestação da vida vegetal, uma área identificada como um ambiente frágil. Nesse caso, a desertificação possivelmente se dá em decorrência de motivos naturais, mas nas áreas povoadas e utilizadas pelos grupos humanos esse processo pode se acelerar e, então, pode-se referir à desertificação provocada também pela ação humana. • Há, sim, e isso é nítido na região do Nordeste brasileiro. Nessa a área a parte oriental (no litoral e um pouco mais para o interior) sofre intenso desmatamento – tanto da Mata Atlântica quanto das matas mais interiores, até chegar à borda da Caatinga, que é uma savana, o que certamente repercute no Semiárido, domínio das caatingas. Na verdade, certo modelo de descuido com as condições da biosfera caracteriza essa região, como de resto o país todo. • Levando-se em conta a escala planetária, o mapa nos apresenta uma situação grave. São várias e extensas as zonas críticas que atingem a maioria das terras emersas, dado que as áreas assinaladas como as de pouca degradação são justamente aquelas GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
nas quais a densidade demográfica é sempre baixa (caso do Canadá, do interior norte da Rússia, da região do Deserto do Saara).
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
AS VARIAÇÕES DE ESCALA GEOGRÁFICA DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
Para começo de conversa
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1. O sistema produtivo do ser humano é ao mesmo tempo um sistema predador, devido ao fato de que, após o uso de recursos naturais (matérias-primas, solo, água, vegetação etc.), as condições originais dos ambientes naturais não são repostas. A essa diferença entre as condições originais e o quadro que ficou após a presença e a produção humana chamamos de “impacto ambiental”. 2. Uma ação humana, como o desmatamento de uma grande floresta ou, então, a poluição de um rio, gera impacto ambiental para além da área onde foi realizada a intervenção. A escala geográfica dos impactos não é a mesma da ação. Por exemplo: a emissão de CO2 na atmosfera feita num país pode afetar o clima do planeta inteiro. 3. Os eventos catastróficos naturais também podem ter seus impactos ampliados para além dos pontos onde ocorrem. Esse é o caso de uma erupção vulcânica, cujos efeitos podem chegar à escala continental, ou mesmo planetária (emissão de CO2, de outros gases e vapor d’água na atmosfera). Mas, em geral, as catástrofes naturais não têm um alcance escalar muito amplo. 4. Um terremoto pode “impactar” uma vasta região no entorno do seu epicentro. Por exemplo, nalguma medida pode-se sentir no Brasil um terremoto que ocorre na Cordilheira dos Andes. No entanto, esses impactos vão se enfraquecendo à medida que aumenta a distância do epicentro. O furacão, por sua vez, é um fenômeno móvel e, portanto, sua área de impacto pode ser muito grande. Por outro lado, as tempestades que ele provoca podem produzir enchentes nas terras emersas em áreas por onde o furacão não passou. Do mesmo modo que os terremotos, os furacões diminuem seus impactos conforme aumenta a distância. No caso de uma erupção de vulcão, seus impactos mais importantes ficam circunscritos a uma escala regional, mas, dependendo do volume de material expelido (e do modo como foi expelido), ele pode gerar impactos no sistema atmosférico global. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
5. Via de regra, terremotos, vulcanismo e furacões não ocorrem no Brasil (terremotos, sim, embora poucos e de baixo impacto), mas acontecem no oeste da América do Sul com grande intensidade (terremotos e vulcanismo) e isso pode causar alguns impactos no Brasil, embora leves, o que mostra como esses eventos não geram impactos de escala geográfica muito ampla. Leitura e Análise de Quadro
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1. Um terremoto que ocorre no Peru será notado em São Paulo, mas apenas por medições em aparelhos. Dificilmente será notado pela população, pois os seus impactos perceptíveis não chegam a tão longe. 2. As erupções vulcânicas, porque estas podem despejar material na atmosfera, que é um sistema em grande movimento e pode espalhar esses materiais e produzir alterações climáticas em áreas muito distantes. 3. É certo, sim. Para nós, embora tenhamos por aqui pequenos e raros terremotos, os eventos catastróficos citados são sempre fenômenos de outras zonas distantes do território brasileiro. Eles são de fato externos. 4. As ações de um grupo social, de uma sociedade, em especial as maiores e mais poderosas, têm força, sim, para atingir a escala mundial. É só observar como o poder financeiro dos EUA interfere na economia de todos os países do planeta. Esse é apenas um exemplo entre muitos outros possíveis. 5. Não necessariamente, porque determinadas sociedades possuem forças distintas. Os países denominados, segundo certo ponto de vista, potências são justamente aqueles que têm maior capacidade de fazer suas ações e interesses repercutirem em escala mundial. Outros países, de menor poder econômico, no entanto, já não possuem tanta força. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
6. Comparando a escala geográfica das ações humanas
Agrupamentos humanos Escala Transformações no espaço Grupo indígena Local Pequenas
Regional e Global
Muitas, com a construção de novos espaços
Sociedade moderna
7. Sem dúvida as ações com origem na sociedade estadunidense chegam ao Brasil. Suas indústrias e bens estão por aqui em grande quantidade; e sua “indústria cultural” também, por intermédio do cinema, dos programas de televisão. Para alguns segmentos sociais no Brasil fica difícil, até mesmo, separar onde termina a cultura americana e onde começa a nossa. PESQUISA INDIVIDUAL
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A ideia aqui é refletir sobre as Situações de Aprendizagem, acrescentar mais informações, por meio de pesquisas breves (os estudantes podem utilizar os livros didáticos a que tiverem acesso), e, na sequência, produzir um texto que deve organizar-se em torno destas questões propostas: integração dos impactos das ações humanas com fenômenos naturais; e o papel do clima como amplificador escalar dos impactos de eventos catastróficos em outras esferas.
Um modelo de texto pode abordar a grande emissão de CO2 na atmosfera, promovida pelo ser humano, que tem seus efeitos amplificados pelo sistema atmosférico (dinâmica climática), e, por meio desse exemplo, podemos enxergar: 1. A integração de fenômenos humanos e seus impactos com sistemas naturais que vão modificar tais impactos; 2. Ampliação dos impactos promovida pelo sistema atmosférico. Outros casos podem ser lembrados: o desmatamento feito pelo ser humano que também causa
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impacto nas condições climáticas; a emissão de material nocivo na atmosfera que é feita num determinado ponto e pode atingir a vida em lugares distantes etc.
Leitura e Análise de Texto
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1. O sistema atmosférico é um amplificador da escala geográfica dos impactos de certos eventos naturais e humanos por tratar-se de um sistema móvel capaz de transportar material gasoso e particulado de uma localidade para outras bastante distantes. 2. Não possuem, não. São fenômenos de ordem e qualidade diferentes, e obedecem a outras lógicas. Assim, existem ações humanas que chegam facilmente à escala mundial, o que é raro para eventos naturais. Outro aspecto interessante: o ser humano foi mudando a escala de suas ações, ao passo que os eventos naturais mantêm sua escala (a natureza não muda). Leitura e Análise de Mapa
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1. Esse é um mapa quantitativo e ordenado. Mostra quantidades e ordena um processo específico – do mais intenso para o menos intenso. 2. O recurso visual utilizado para ordenar o fenômeno do consumo de energia foi uma gradação das tonalidades do laranja (do laranja-escuro até um laranja-amarelo). Nos pontos em que o laranja tiver mais pigmentação, estiver mais escuro, é porque é mais intenso o fenômeno e, para um tipo de fenômeno, uma cor (uma gradação de tonalidades). 3. Com círculos proporcionais ao tamanho do consumo. Essa é a dimensão quantitativa do mapa. Quanto maior o círculo sobre o país, maior o consumo de energia. Em cartografia, trata-se da variável visual-tamanho. 4. É correto, sim. O Brasil tem um consumo absoluto superior a vários dos países europeus, em razão de seu tamanho e do tamanho da população, mas em termos relativos a realidade é outra. É só verificar a dimensão ordenada do mapa para ver que praticamente todos os países europeus consomem mais energia por pessoa do GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
que o mesmo índice para o Brasil. Chama atenção o caso dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia), que têm um consumo per capita e absoluto elevado de energia. São países de zonas frias e a falta de energia calorífera tem que ser compensada com o engenho humano.
5. Pelos dados do mapa, espera-se que os alunos percebam que, em termos absolutos impressiona o consumo dos EUA, que é superior ao da China, um país que tem uma população mais de quatro vezes maior. Vários países europeus, bem pequenos, com populações que não chegam aos 100 milhões, quase se equiparam ao consumo da Índia, que tem mais de 1 bilhão de habitantes. Em termos relativos, além dos já citados países nórdicos, também os EUA, o Canadá e a Austrália se destacam como áreas grandes consumidoras de energia por pessoa. Desafio!
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A atividade propõe que os grupos analisem os diversos materiais e as reflexões das Situações de Aprendizagem. A reflexão é comparativa. O mapa mostra o consumo de energia. Esse consumo pressupõe geração de energia e sabemos que, nesse caso, as fontes mais utilizadas são as fósseis (petróleo, carvão). Quem consome muito obriga a muita geração e termina por ser responsável por elevadas emissões de CO2. Existe essa relação e ela é bem direta: os EUA são o maior consumidor de energia em termos absolutos e em termos relativos, tornando-os os maiores emissores de CO2 no sistema atmosférico. Ao se fazer uma comparação com as emissões naturais, algo já chama atenção: as emissões de materiais particulados e de CO2 em razão de uma erupção vulcânica são eventuais, embora em bastante quantidade. Enquanto isso, a emissão por parte do ser humano é constante. O mapa mostra o ano de 2004 e, anteriormente, a emissão era menor, em termos (os avanços tecnológicos, mesmo com o aumento da produção e do consumo de energéticos fósseis, diminuíram relativamente as emissões). Agora, ela tende a crescer, por um lado, e pelo lado dos avanços tecnológicos deve ser relativamente mais baixa. Então, é bem diferente o caso das emissões naturais, que são repentinas e logo se interrompem. Porém, essas emissões eventuais da natureza ocorrem numa escala de tempo muito mais ampla, pois são constituidoras da própria “forma
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atual” da atmosfera. A intenção, nesse desafio, é realmente de fazer o estudante ficar comparando e percebendo as diferenças de ritmo, de tempo e de volume das emissões humanas e da natureza. Isso é bom para mostrar a diferença entre a natureza e a ação do humano.
LIÇÃO DE CASA Página 30
Na proposta deste texto organizou-se o tema em forma de dois esquemas que procuram sintetizar as lógicas que percorrem a natureza e a ação do humano nos sistemas naturais, que foram reproduzidas nas Situações de Aprendizagem.
O modo como os esquemas estão construídos podem funcionar como um plano de redação, o que é necessário preservar, tendo em vista a importância de manter as ideias organizadas. Assim, o primeiro propósito é fazer o estudante compreender que consumir energia é indispensável, mas que isso resulta em impactos ambientais e que esses impactos podem ser medidos segundo suas escalas geográficas de abrangência e segundo suas chances de serem amplificados pelo sistema atmosférico (condições climáticas). O segundo esquema trata-se de apenas uma variação do primeiro, com a atenção voltada para as escalas (nos impactos), mas propondo-se uma abertura da discussão sobre o tema do aquecimento global. Nesse momento o importante é o aluno estabelecer as relações. Se ele acertar, melhor, mas não há grandes problemas se errar. O grave mesmo é não perceber nem conseguir fazer relações de qualquer tipo.
Leitura e Análise de Texto
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1. Os fenômenos climáticos resultam de múltiplas interações. Pode-se dizer que eles pertencem a um sistema aberto: o sistema atmosférico que recebe um grau elevado de influências, e que, portanto, é suscetível a variadas influências em diversas escalas. As influências podem vir do relevo, do nível de radiação solar, da ação humana etc. Tudo isso justifica afirmar que eles são fenômenos complexos. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
2. Há controvérsia, sim, embora essa tese seja tão repetida que parece não restar dúvidas, mas restam, seguramente. Um dos motivos é que não se sabe bem se a escala de intervenção humana no sistema atmosférico seria suficiente para promover mudanças do quilate que se apregoa. Se as medições atuais estão no quadro “normal” de variações climáticas ou se trata realmente de outro evento (a ação humana). Por outro lado, os especialistas não estão de acordo e há muitos fatores de ordem não científica interferindo nas discussões. De todo modo, o indiscutível é que é necessário verificar a hipótese do aquecimento global e saber também o quanto o ser humano e suas emissões estariam implicados nessa questão. 3. O nível de emissão de CO2 tem-se elevado muito (e o ser humano teria responsabilidade nisso) e, com isso, o sistema atmosférico estaria retendo mais calor da radiação solar, o que provocaria a elevação das temperaturas, até mesmo em áreas como as regiões polares. Em decorrência disso o derretimento de geleiras e a elevação do nível dos oceanos, o que poderá resultar em inundações de áreas litorâneas e um conjunto de outros desdobramentos. Enfim qualquer relato que consiga relacionar a hipótese do aquecimento às suas consequências será valioso. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
A DEFESA DE PONTOS SENSÍVEIS DO MEIO AMBIENTE: OS TRATADOS SOBRE O CLIMA E A BIODIVERSIDADE
Para começo de conversa
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1. As questões ambientais não são tratadas como assuntos internos dos países, ao contrário, são consideradas temas de interesse internacional. Isso porque a falta de cuidados com o ambiente em um país afeta outras escalas. Por exemplo: a emissão de CO2 de um país afeta o sistema atmosférico como um todo e prejudica a esfera internacional. 2. Sim, há vários protestos contra os países amazônicos, por estes permitirem seu desmatamento acelerado. Esses protestos se justificam, pois o desmatamento da floresta trará prejuízos a todos e não só aos países ditos amazônicos. 3. O governo brasileiro pode reagir negativamente, mas sente-se obrigado a explicar-se, visto que a mera reação negativa pode implicar prejuízos maiores, pois financiamentos internacionais e relações comerciais podem sofrer retaliações. Leitura e Análise de Texto
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1. O desmatamento não se coaduna com a Convenção sobre Diversidade Biológica, que é um tratado internacional assinado pelo Brasil, em 1992, no Rio de Janeiro. O tratado foi transformado em lei brasileira, a qual enquadra várias situações de desmatamento que ocorrem no Brasil como ilegais e, caso tais situações estiverem sendo negligenciadas pelo governo brasileiro, ele próprio estaria desrespeitando uma lei tão importante. 2. Alternativa b. Há avanços na produção de tratados internacionais, o que faz da questão ambiental algo que está sob o compromisso de uma esfera internacional, o que é sem dúvida um avanço. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
PESQUISA EM GRUPO
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Pesquisa 1
A proposta dessa pesquisa aborda alguns exemplos de institucionalização (uma solidificação em prol da questão ambiental) da defesa do meio ambiente. Em especial, neste caso, aquelas ligadas a um dos temas mais importantes na questão ambiental global: a diversidade biológica. Ainda mais, conferências ocorreram, acordos e tratados foram assinados, e criaram-se entidades . Em decorrência de tudo isso, é preciso dessa cultura para saber quais os atores envolvidos na questão ambiental e também é importante distinguir as instituições cuja ação se dá na escala nacional e/ou regional daquelas que se organizaram para atuar na escala global; além disso, é necessário mostrar as diferenças entre as instituições (e os tratados e acordos) segundo as funções e os temas de que tratam. Somando-se as pesquisas realizadas pelos diversos grupos, pode-se chegar a um bom painel desse quadro, agora global, de defesa do meio ambiente.
Pesquisa 2
Do mesmo modo que a pesquisa proposta anteriormente, é importante conhecer como está se dando a organização na esfera internacional do combate às mudanças climáticas, que derivariam do aquecimento global (este por sua vez ocorreria em razão principalmente do aumento do nível de emissão de CO2 provocado pelo ser humano). A ideia é pesquisar tudo o que se fez nesse campo até chegar ao Protocolo de Quioto. Cada grupo pode se encarregar de um encontro internacional, de uma instituição, e assim por diante. Atualmente existe material farto a respeito, até mesmo nos livros didáticos e nos atlas a que os estudantes têm acesso. O importante é que as pesquisas organizem as informações e sirvam para identificar os problemas existentes.
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LIÇÃO DE CASA Página 37
1. É importante estimular os estudantes para que prossigam construindo um glossário (algo que foi sugerido lá na primeira Situação de Aprendizagem). Essa prática tem grande eficiência no processo de construção da aprendizagem. 2. Alternativa e. Na Rio-92, a questão das mudanças climáticas já sensibilizava muita gente e várias instituições. Ela é um marco nessa área de ação em defesa do meio
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VERSÃO PRELIMINAR
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
A VINCULAÇÃO ENTRE CLIMA E VEGETAÇÃO NO MEIO AMBIENTE
Para começo de conversa
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1. A condição necessária na litosfera para a ocorrência da vida vegetal é que haja solos formados – e existe uma relação entre a formação dos solos e as formas de relevo; nas áreas planas e de baixa altitude a vida vegetal é, a princípio, mais favorecida. 2. A água, elemento constituinte da hidrosfera, é essencial para a vida em geral, e para a vida vegetal. As áreas mais úmidas da superfície terrestre têm potencial para fazer florescer grandes florestas e, ao contrário, nas áreas secas a vida vegetal é limitada e são poucas as plantas que conseguem se adaptar. 3. A vida vegetal, como a vida em geral, manifesta-se no fino invólucro gasoso que envolve a Terra: a atmosfera. Essa é uma condição indispensável para o crescimento das plantas. Em locais de grande altitude, onde a atmosfera fica mais rarefeita, as espécies de plantas sofrem mais e a vida vegetal é menos viçosa. Por outro lado, as condições climáticas (fenômeno interno da atmosfera) são de fundamental importância para a vida vegetal – em áreas muito frias e secas a vegetação pode até não existir. 4. A vida vegetal (aliás, toda forma de vida) não é um fenômeno isolado, pois ela provém de domínios naturais que combinam a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera. Desse modo, a vida depende das condições dessa combinação para proliferar com mais eficiência ou não. Leitura e análise de Texto e Esquema
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1. A vida vegetal é evidentemente um fenômeno complexo. Não se manifesta por si só e também não depende de um único fator. Na verdade, trata-se do resultado biológico GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
de uma interação complexa de um conjunto de fatores e condições vinculadas aos domínios naturais: litosfera (os tipos de relevo); hidrosfera (as diversas formas de presença da água); atmosfera (as condições climáticas). Dependendo dessas condições, a vida vegetal é mais pujante ou não.
2. a) Domínio natural é a combinação das esferas inorgânicas (sem vida) da natureza: litosfera, hidrosfera e atmosfera. Podemos também chamar domínios abióticos (sem vida). b) Biosfera é a “soma” dos domínios naturais (abióticos), na verdade uma combinação deles, mais a vida que nasce da formação de solos, uma espécie de transição das realidades abióticas para o ambiente biótico: a biosfera. 3. a) O solo resulta da degradação da litosfera (das rochas que se desagregam), algo que acontece devido à ação do clima (atmosfera) e das águas (hidrosfera). É nessa fina camada degradada da litosfera que prospera a vida, logo o solo é o elo entre os domínios abióticos e a biosfera. b) A frase que afirma que o solo é a transição do abiótico para o mundo da vida faz todo o sentido, pois ele tem origem no mundo inorgânico e permite (é a base para) o surgimento do mundo orgânico. LIÇÃO DE CASA Página 6
1. A vida é um acontecimento extraordinário da natureza terrestre muito forte e diversificado, que é capaz de ocorrer nas condições mais diferentes, algumas bem difíceis. Por essa razão, pode-se afirmar que praticamente há vida em toda a extensão do planeta, embora sob certas condições ela seja bastante rara (como naqueles lugares onde os domínios inorgânicos são “quase puros”) e em outras se manifeste de forma exuberante e volumosa. 2. Existem, sim. As áreas de relevo de baixa altitude, planas, com temperatura elevada e de muita umidade comportam as condições ideais para a vida se manifestar de modo volumoso. Esse é o caso da Amazônia. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
3. Também existem, sim. Exemplo disso são as áreas de relevo muito irregular, com altas altitudes, temperaturas muito baixas, secas, cujas características tornaram difíceis a proliferação da vida. Nelas a vida vegetal e a animal são raras e somente poucas espécies conseguem se adaptar e sobreviver. 4. Alternativa d. Nessas condições descritas a vida é bastante favorecida, pois muita água e as temperaturas elevadas a beneficiam. 5. Nessas condições pode haver florestas, mesmo com precipitação de neve. Esse é o caso das florestas coníferas na faixa que vai das zonas climáticas temperadas às zonas frias. No entanto, tais florestas têm poucas espécies de árvores, que são as que se adaptaram a essa situação. Por isso a denominação “florestas homogêneas”. 6. Alternativa c. Sob essas condições descritas, não só a vida é favorecida, como o é para várias espécies, o que resulta em muita biodiversidade (diversidade biológica) e possibilita a formação de florestas heterogêneas. Leitura e Análise de Imagem e Quadro
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1. Aguarde para breve. 2. a) O elemento-chave é o estrato, que é um conceito que se constrói com base na classificação dos tipos de plantas: árvores, arbustos e gramíneas. Segundo essa ideia, as formações vegetais podem ser classificadas com um critério que faz sentido e é facilmente observável em todas as circunstâncias em que a vida vegetal floresce. b) Florestas: formações vegetais nas quais o estrato arbóreo é o dominante. Savanas: formações vegetais nas quais o estrato arbustivo é dominante, mas que possui áreas e condições em que os estratos diferentes não têm um domínio claro. Estepes: formações vegetais nas quais o estrato dominante é o herbáceo. 3. a) Há um padrão, sim; na verdade há uma lógica natural. Nas altas altitudes as formações vegetais sofrem e nas baixas altitudes eles vicejam. O fator altitude é importante e pertence a uma rede complexa de condições: nas baixas altitudes as condições climáticas são mais úmidas com temperaturas mais elevadas. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
b) O porte das formações vegetais diminui significativamente. Se estivermos numa zona climática temperada, nas altas altitudes a vida desaparece quase que por completo. c) Acima dos 3 000 metros nas zonas temperadas a vida desaparece sob o peso das geleiras; nas zonas tropicais ainda podem aparecer algumas estepes, mas à medida que as altitudes aumentam a vida vegetal vai diminuindo e termina por não se ocorrer mais. d) Sempre que as altitudes aumentam as temperaturas caem. É até possível saber em que proporção elas caem: 0,6º C a cada 100 metros. Assim, com cálculos simples é possível saber as diferenças de temperatura entre uma base de montanha e seu topo. e) Se a temperatura está a 30º C no nível zero de altitude, será de 12º C a 3 000 metros de altitude. Caiu 0,6º C a cada 100 metros.
LIÇÃO DE CASA Página 10
Fazer o glossário seguindo esse exemplo:
• Estrato: ideia conceitual que funciona como critério para classificar as formações vegetais. Os estratos têm como base os tipos de plantas. • Savana: formação vegetal em geral com domínio do estrato arbustivo, mas não em todas as situações. • Floresta: formação vegetal em que o estrato arbóreo exerce o domínio. • Herbáceo: estrato composto de gramíneas e ervas, plantas formadas somente de folhas. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
A DISTRIBUIÇÃO DAS FORMAÇÕES VEGETAIS: A QUESTÃO DA BIODIVERSIDADE
Para começo de conversa
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1. Sem dúvida o que mais influencia é o clima. Os fenômenos climáticos são os responsáveis pela distribuição desigual de umidade e temperaturas. Em altitudes diferentes a vida se manifesta de modo diverso em razão das condições climáticas, que também mudam. 2. Nas altitudes mais elevadas as condições climáticas se caracterizam pela baixa umidade e por temperaturas também baixas; esse cenário é ruim para a manifestação de formações vegetais vigorosas, em especial as florestas. 3. Nas diferentes latitudes do planeta Terra podemos encontrar (nessa escala planetária) as denominadas zonas climáticas. À medida que nos aproximamos das regiões polares, as condições climáticas vão se assemelhando àquelas das altitudes elevadas. A lógica da distribuição vegetal segue, nesse caso, portanto, a mesma lógica da distribuição em altitude. 4. As formações florestais, embora tenham no arbóreo seu estrato dominante, possui os outros dois estratos também: o arbustivo e o herbáceo. Isso favorece a variedade de espécies (a diversidade biológica). 5. Nas savanas pode-se notar a ocorrência dos três estratos, mas sem o domínio claro de nenhum deles. Isso também favorece a diversidade de espécies, e por essa razão hoje as savanas são bastante valorizadas em virtude dessa condição. 6. Nas tundras e estepes a diversidade biológica é baixa, o que decorre da não existência de outros estratos. 7. Por princípio, os biomas de maior diversidade são aqueles que possuem os três estratos e que estão em áreas propicias à adaptação de um maior número de espécies, algo que muita umidade e temperaturas elevadas ajudam a explicar. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
PESQUISA EM GRUPO
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a) Somente encaminhamento b)
Localidades megadiversas Local/Região Colômbia Continente América do Sul Hemisfério Hemisfério Sul Latitude (intervalo) Entre 0o e 20º (faixa Indonésia Ásia (Sudeste Hemisférios Sul-intertropical) Entre 0o e 20º (faixa Asiático) Norte (parte) intertropical)
c) Que uma boa parte deles está localizada na zona intertropical; eles são arquipélagos ou têm grande extensão territorial; possuem diversos ambientes que se diferenciam por altitude, como a Colômbia...
d) Se a relação fundamental que se estabelece na distribuição da vegetação ocorre segundo as condições climáticas, as mudanças climáticas que estariam sendo provocadas pelo aquecimento global terminariam por interferir nessa distribuição. Por exemplo: áreas que passam parte do ano congeladas e que somente no verão dão espaço para o surgimento de uma tundra (vegetação herbácea de pequeno porte), com
o aquecimento poderão ser palco do crescimento em extensão de outras formações vegetais. Leitura e Análise de Texto
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1. Denominamos glaciação períodos na história do planeta (na escala de tempo da natureza) em que a Terra ficou mais fria. A razão das alterações está na menor disponibilidade de energia solar nesses períodos e a diminuição deve-se, entre outros motivos, às diferentes inclinações do eixo da Terra em relação ao Sol. Tal glaciação GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
ocorreu 12 mil anos atrás e, portanto, há muito pouco tempo uma dessas situações interferiu no volume da radiação solar em nosso planeta: a Terra esfriou. Depois disso, voltou a se aquecer, quer dizer, viveu-se um período de aquecimento global, por conta da dinâmica da natureza.
2. Item 1 do texto (ampliação da análise) – Se o clima era diferente (mais frio) no auge da glaciação Würm-Wisconsin, a distribuição da vegetação era outra. Então, áreas muito quentes e de baixa umidade (desertos quentes) ficaram um pouco mais frias e com alguma umidade e puderam abrigar formações vegetais. A glaciação mudou as condições de distribuição de calor e umidade, favorecendo algumas regiões e prejudicando outras. Item 2 do texto (ampliação da análise) – Houve um esfriamento da Terra com a glaciação. As zonas polares cresceram, as zonas temperadas também, e as zonas intertropicais encolheram (a Terra permanecia com o mesmo tamanho). Uma área como São Paulo, situada nos limites da zona tropical, ficou com um clima temperado e isso fez com que formas de vegetação mais adaptadas a ambientes mais secos e um pouco mais frios ganhassem espaço com a diminuição das florestas. Item 3 do texto (ampliação da análise) – As florestas reduziram-se, com o esfriamento da Terra, às zonas equatoriais. Por isso, alguns pesquisadores se referem a refúgios. As florestas se refugiaram nas poucas áreas onde ainda havia índices elevados de temperatura e umidade. É muito interessante tentar visualizar como ficou a distribuição da vegetação nesse período, cerca de 12 mil, 10 mil anos atrás. Item 4 do texto (ampliação da análise) – Várias espécies, que rapidamente se viram habitando áreas frias que antes eram quentes, não puderam resistir a essas alterações climáticas e, por isso, desapareceram. Com o retorno da tropicalidade (devido a um novo aquecimento), elas não mais cresceram, pois nem sementes haviam sobrevivido. Esse período de esfriamento da Terra significou, portanto, uma perda de diversidade biológica que não mais se repôs, por alguns motivos: não houve tempo para isso (para o surgimento de novas espécies em quantidade); as formações que substituíram as florestas durante as temperaturas mais frias da glaciação, com a volta do aquecimento, ficaram mais vigorosas ainda; nesse período de glaciação a espécie GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
humana cresceu e aumentou seu domínio sobre o planeta e veio a se transformar em um importante elemento de remoção da biodiversidade do planeta.
3. O aumento do frio no planeta levou à diminuição da tropicalidade. Então, como a tropicalidade ocorre em virtude do nível de umidade e do nível das temperaturas (elevadas nos dois casos), ela é um “paraíso” para a multiplicação de espécies. Logo, perder a tropicalidade é diminuir o tamanho desse paraíso e o número das espécies, pois fora (“fora do paraíso”) dessas condições nem todas elas conseguem sobreviver. 4. A Terra voltou a aquecer com o aumento dos estoques de energia solar diária que incide sobre o planeta e novas alterações na biosfera se deram, como o retorno da tropicalidade para áreas das quais ela havia sido expulsa. Isso quer dizer que aqueles ambientes propícios para a proliferação de novas espécies voltaram a ser significativos em termos de extensão, só que esse “trabalho” de “produção” de novas espécies teve que se reiniciar. 5. Pode-se fazer uma comparação com o que ocorreu na fase de aquecimento global com a retomada da tropicalidade após o período da glaciação há 12 mil anos com o aquecimento global que estaríamos vivendo agora. Sabemos que no passado isso permitiu que houvesse uma retomada da tropicalidade para o ponto em que ela está agora e, com mais um incremento no aquecimento, a tropicalidade poderia avançar mais ainda para zonas temperadas, mas também o excesso de calor poderia elevar o nível dos oceanos, diminuir as áreas continentais, ampliar a extensão de desertos quentes e secos etc. Estamos, no momento, sob um nível intenso de especulações sobre o que poderia resultar desse aquecimento global atual. 6. Sim, pode-se afirmar, afinal houve perda de tropicalidade, isto é, das condições ambientais mais propícias para a multiplicação da vida e do número de espécies. 7. Não se recompôs por dois motivos: primeiro, não havia sobrado sequer sementes e, segundo, as espécies que se adaptaram às condições mais frias da glaciação não deixaram o terreno que ocupavam com o retorno da tropicalidade, mas, ao contrário, ficaram mais fortes (mais competitivas) com a maior disponibilidade de água. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
Leitura e Análise de Mapa
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1. Trata-se de um mapa qualitativo, pois ele distingue dois fenômenos: desertificação e desflorestamento, e é também um mapa ordenado, porque no interior desses dois fenômenos ele cria uma ordem de moderado para elevado. 2. Os índices estão ordenados de moderados a elevados, por meio das tonalidades das cores verde e alaranjado (escolhidas para representar desflorestamento e desertificação, respectivamente). 3. O uso da cor verde é polêmico, afinal, por costume, um dos significados espontâneos que se atribuem ao verde é o de representar vegetação. Logo, usar o verde-escuro para mostrar as áreas onde há mais remoção de floresta é discutível. 4. Aguarde para breve. 5. A desertificação é o avanço de ambientes em que a vida se torna muito difícil em razão principalmente da perda da umidade (isso pode se dar em condições de temperaturas muito frias ou então muito quentes). Tal avanço é em geral provocado por causas naturais, mas atualmente quem contribui para isso é o ser humano, que está acelerando esse processo em determinadas áreas. 6. De certo modo é. Afinal, trata-se de uma área semiárida (baixo teor de umidade e muito quente) que é excessivamente povoada para as suas condições. Há uma sobrecarga de ocupação num ambiente frágil que pode desequilibrar-se e tornar-se desértico. PESQUISA EM GRUPO
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Seguindo o roteiro de análise do mapa:
• Trata-se de um mapa atual, logo o desflorestamento é mais grave em áreas em que ainda existem florestas. O mapa trabalha com dados relativos e, nas áreas de grandes florestas, como na Amazônia, mesmo que haja grande desflorestamento em termos relativos isso não significa tanto, diferentemente do que ocorre nas áreas em que as florestas não são tão vastas, a exemplo dos casos assinalados na Europa, na costa GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
ocidental da África ou na costa oriental da China. Por outro lado, a desertificação é grave nas proximidades das zonas onde as condições climáticas já são difíceis e já há deserto, como se pode observar ao sul do Saara.
• Há desflorestamento tanto nas zonas temperadas quanto nas tropicais, mas perde-se mais biodiversidade quando o desmatamento ocorre em zonas tropicais, uma vez que as florestas de ambos os domínios são distintas. • As florestas temperadas encontram-se na Europa do Leste, especialmente, nos EUA (América do Norte) e na China. As tropicais estão principalmente no Brasil (no norte da América do Sul) e na América Central. • As zonas de desflorestamento mais acelerado são de fato áreas bastante povoadas, mas isso não é condição necessária para o desflorestamento que pode dar-se sem um povoamento que o justifique. Esse é o caso a que estamos assistindo na Amazônia, onde o desmatamento está associado à venda da madeira, por exemplo. • O desmatamento da Amazônia aparece como moderado em razão da imensidão da floresta. Desmata-se muito, mas em virtude da sua escala geográfica isso ainda não pesa tanto, mas passará a pesar se o ritmo atual se mantiver. Por isso, a necessidade de combater o desflorestamento. • A princípio trata-se de uma região que apresenta dificuldades naturais para a manifestação da vida vegetal, uma área identificada como um ambiente frágil. Nesse caso, a desertificação possivelmente se dá em decorrência de motivos naturais, mas nas áreas povoadas e utilizadas pelos grupos humanos esse processo pode se acelerar e, então, pode-se referir à desertificação provocada também pela ação humana. • Há, sim, e isso é nítido na região do Nordeste brasileiro. Nessa a área a parte oriental (no litoral e um pouco mais para o interior) sofre intenso desmatamento – tanto da Mata Atlântica quanto das matas mais interiores, até chegar à borda da Caatinga, que é uma savana, o que certamente repercute no Semiárido, domínio das caatingas. Na verdade, certo modelo de descuido com as condições da biosfera caracteriza essa região, como de resto o país todo. • Levando-se em conta a escala planetária, o mapa nos apresenta uma situação grave. São várias e extensas as zonas críticas que atingem a maioria das terras emersas, dado que as áreas assinaladas como as de pouca degradação são justamente aquelas GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
nas quais a densidade demográfica é sempre baixa (caso do Canadá, do interior norte da Rússia, da região do Deserto do Saara).
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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
AS VARIAÇÕES DE ESCALA GEOGRÁFICA DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
Para começo de conversa
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1. O sistema produtivo do ser humano é ao mesmo tempo um sistema predador, devido ao fato de que, após o uso de recursos naturais (matérias-primas, solo, água, vegetação etc.), as condições originais dos ambientes naturais não são repostas. A essa diferença entre as condições originais e o quadro que ficou após a presença e a produção humana chamamos de “impacto ambiental”. 2. Uma ação humana, como o desmatamento de uma grande floresta ou, então, a poluição de um rio, gera impacto ambiental para além da área onde foi realizada a intervenção. A escala geográfica dos impactos não é a mesma da ação. Por exemplo: a emissão de CO2 na atmosfera feita num país pode afetar o clima do planeta inteiro. 3. Os eventos catastróficos naturais também podem ter seus impactos ampliados para além dos pontos onde ocorrem. Esse é o caso de uma erupção vulcânica, cujos efeitos podem chegar à escala continental, ou mesmo planetária (emissão de CO2, de outros gases e vapor d’água na atmosfera). Mas, em geral, as catástrofes naturais não têm um alcance escalar muito amplo. 4. Um terremoto pode “impactar” uma vasta região no entorno do seu epicentro. Por exemplo, nalguma medida pode-se sentir no Brasil um terremoto que ocorre na Cordilheira dos Andes. No entanto, esses impactos vão se enfraquecendo à medida que aumenta a distância do epicentro. O furacão, por sua vez, é um fenômeno móvel e, portanto, sua área de impacto pode ser muito grande. Por outro lado, as tempestades que ele provoca podem produzir enchentes nas terras emersas em áreas por onde o furacão não passou. Do mesmo modo que os terremotos, os furacões diminuem seus impactos conforme aumenta a distância. No caso de uma erupção de vulcão, seus impactos mais importantes ficam circunscritos a uma escala regional, mas, dependendo do volume de material expelido (e do modo como foi expelido), ele pode gerar impactos no sistema atmosférico global. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
5. Via de regra, terremotos, vulcanismo e furacões não ocorrem no Brasil (terremotos, sim, embora poucos e de baixo impacto), mas acontecem no oeste da América do Sul com grande intensidade (terremotos e vulcanismo) e isso pode causar alguns impactos no Brasil, embora leves, o que mostra como esses eventos não geram impactos de escala geográfica muito ampla. Leitura e Análise de Quadro
Página 22
1. Um terremoto que ocorre no Peru será notado em São Paulo, mas apenas por medições em aparelhos. Dificilmente será notado pela população, pois os seus impactos perceptíveis não chegam a tão longe. 2. As erupções vulcânicas, porque estas podem despejar material na atmosfera, que é um sistema em grande movimento e pode espalhar esses materiais e produzir alterações climáticas em áreas muito distantes. 3. É certo, sim. Para nós, embora tenhamos por aqui pequenos e raros terremotos, os eventos catastróficos citados são sempre fenômenos de outras zonas distantes do território brasileiro. Eles são de fato externos. 4. As ações de um grupo social, de uma sociedade, em especial as maiores e mais poderosas, têm força, sim, para atingir a escala mundial. É só observar como o poder financeiro dos EUA interfere na economia de todos os países do planeta. Esse é apenas um exemplo entre muitos outros possíveis. 5. Não necessariamente, porque determinadas sociedades possuem forças distintas. Os países denominados, segundo certo ponto de vista, potências são justamente aqueles que têm maior capacidade de fazer suas ações e interesses repercutirem em escala mundial. Outros países, de menor poder econômico, no entanto, já não possuem tanta força. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
6. Comparando a escala geográfica das ações humanas
Agrupamentos humanos Escala Transformações no espaço Grupo indígena Local Pequenas
Regional e Global
Muitas, com a construção de novos espaços
Sociedade moderna
7. Sem dúvida as ações com origem na sociedade estadunidense chegam ao Brasil. Suas indústrias e bens estão por aqui em grande quantidade; e sua “indústria cultural” também, por intermédio do cinema, dos programas de televisão. Para alguns segmentos sociais no Brasil fica difícil, até mesmo, separar onde termina a cultura americana e onde começa a nossa. PESQUISA INDIVIDUAL
Página 24
A ideia aqui é refletir sobre as Situações de Aprendizagem, acrescentar mais informações, por meio de pesquisas breves (os estudantes podem utilizar os livros didáticos a que tiverem acesso), e, na sequência, produzir um texto que deve organizar-se em torno destas questões propostas: integração dos impactos das ações humanas com fenômenos naturais; e o papel do clima como amplificador escalar dos impactos de eventos catastróficos em outras esferas.
Um modelo de texto pode abordar a grande emissão de CO2 na atmosfera, promovida pelo ser humano, que tem seus efeitos amplificados pelo sistema atmosférico (dinâmica climática), e, por meio desse exemplo, podemos enxergar: 1. A integração de fenômenos humanos e seus impactos com sistemas naturais que vão modificar tais impactos; 2. Ampliação dos impactos promovida pelo sistema atmosférico. Outros casos podem ser lembrados: o desmatamento feito pelo ser humano que também causa
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
impacto nas condições climáticas; a emissão de material nocivo na atmosfera que é feita num determinado ponto e pode atingir a vida em lugares distantes etc.
Leitura e Análise de Texto
Página 25
1. O sistema atmosférico é um amplificador da escala geográfica dos impactos de certos eventos naturais e humanos por tratar-se de um sistema móvel capaz de transportar material gasoso e particulado de uma localidade para outras bastante distantes. 2. Não possuem, não. São fenômenos de ordem e qualidade diferentes, e obedecem a outras lógicas. Assim, existem ações humanas que chegam facilmente à escala mundial, o que é raro para eventos naturais. Outro aspecto interessante: o ser humano foi mudando a escala de suas ações, ao passo que os eventos naturais mantêm sua escala (a natureza não muda). Leitura e Análise de Mapa
Página 26
1. Esse é um mapa quantitativo e ordenado. Mostra quantidades e ordena um processo específico – do mais intenso para o menos intenso. 2. O recurso visual utilizado para ordenar o fenômeno do consumo de energia foi uma gradação das tonalidades do laranja (do laranja-escuro até um laranja-amarelo). Nos pontos em que o laranja tiver mais pigmentação, estiver mais escuro, é porque é mais intenso o fenômeno e, para um tipo de fenômeno, uma cor (uma gradação de tonalidades). 3. Com círculos proporcionais ao tamanho do consumo. Essa é a dimensão quantitativa do mapa. Quanto maior o círculo sobre o país, maior o consumo de energia. Em cartografia, trata-se da variável visual-tamanho. 4. É correto, sim. O Brasil tem um consumo absoluto superior a vários dos países europeus, em razão de seu tamanho e do tamanho da população, mas em termos relativos a realidade é outra. É só verificar a dimensão ordenada do mapa para ver que praticamente todos os países europeus consomem mais energia por pessoa do GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
que o mesmo índice para o Brasil. Chama atenção o caso dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia), que têm um consumo per capita e absoluto elevado de energia. São países de zonas frias e a falta de energia calorífera tem que ser compensada com o engenho humano.
5. Pelos dados do mapa, espera-se que os alunos percebam que, em termos absolutos impressiona o consumo dos EUA, que é superior ao da China, um país que tem uma população mais de quatro vezes maior. Vários países europeus, bem pequenos, com populações que não chegam aos 100 milhões, quase se equiparam ao consumo da Índia, que tem mais de 1 bilhão de habitantes. Em termos relativos, além dos já citados países nórdicos, também os EUA, o Canadá e a Austrália se destacam como áreas grandes consumidoras de energia por pessoa. Desafio!
Página 29
A atividade propõe que os grupos analisem os diversos materiais e as reflexões das Situações de Aprendizagem. A reflexão é comparativa. O mapa mostra o consumo de energia. Esse consumo pressupõe geração de energia e sabemos que, nesse caso, as fontes mais utilizadas são as fósseis (petróleo, carvão). Quem consome muito obriga a muita geração e termina por ser responsável por elevadas emissões de CO2. Existe essa relação e ela é bem direta: os EUA são o maior consumidor de energia em termos absolutos e em termos relativos, tornando-os os maiores emissores de CO2 no sistema atmosférico. Ao se fazer uma comparação com as emissões naturais, algo já chama atenção: as emissões de materiais particulados e de CO2 em razão de uma erupção vulcânica são eventuais, embora em bastante quantidade. Enquanto isso, a emissão por parte do ser humano é constante. O mapa mostra o ano de 2004 e, anteriormente, a emissão era menor, em termos (os avanços tecnológicos, mesmo com o aumento da produção e do consumo de energéticos fósseis, diminuíram relativamente as emissões). Agora, ela tende a crescer, por um lado, e pelo lado dos avanços tecnológicos deve ser relativamente mais baixa. Então, é bem diferente o caso das emissões naturais, que são repentinas e logo se interrompem. Porém, essas emissões eventuais da natureza ocorrem numa escala de tempo muito mais ampla, pois são constituidoras da própria “forma
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
atual” da atmosfera. A intenção, nesse desafio, é realmente de fazer o estudante ficar comparando e percebendo as diferenças de ritmo, de tempo e de volume das emissões humanas e da natureza. Isso é bom para mostrar a diferença entre a natureza e a ação do humano.
LIÇÃO DE CASA Página 30
Na proposta deste texto organizou-se o tema em forma de dois esquemas que procuram sintetizar as lógicas que percorrem a natureza e a ação do humano nos sistemas naturais, que foram reproduzidas nas Situações de Aprendizagem.
O modo como os esquemas estão construídos podem funcionar como um plano de redação, o que é necessário preservar, tendo em vista a importância de manter as ideias organizadas. Assim, o primeiro propósito é fazer o estudante compreender que consumir energia é indispensável, mas que isso resulta em impactos ambientais e que esses impactos podem ser medidos segundo suas escalas geográficas de abrangência e segundo suas chances de serem amplificados pelo sistema atmosférico (condições climáticas). O segundo esquema trata-se de apenas uma variação do primeiro, com a atenção voltada para as escalas (nos impactos), mas propondo-se uma abertura da discussão sobre o tema do aquecimento global. Nesse momento o importante é o aluno estabelecer as relações. Se ele acertar, melhor, mas não há grandes problemas se errar. O grave mesmo é não perceber nem conseguir fazer relações de qualquer tipo.
Leitura e Análise de Texto
Página 31
1. Os fenômenos climáticos resultam de múltiplas interações. Pode-se dizer que eles pertencem a um sistema aberto: o sistema atmosférico que recebe um grau elevado de influências, e que, portanto, é suscetível a variadas influências em diversas escalas. As influências podem vir do relevo, do nível de radiação solar, da ação humana etc. Tudo isso justifica afirmar que eles são fenômenos complexos. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
2. Há controvérsia, sim, embora essa tese seja tão repetida que parece não restar dúvidas, mas restam, seguramente. Um dos motivos é que não se sabe bem se a escala de intervenção humana no sistema atmosférico seria suficiente para promover mudanças do quilate que se apregoa. Se as medições atuais estão no quadro “normal” de variações climáticas ou se trata realmente de outro evento (a ação humana). Por outro lado, os especialistas não estão de acordo e há muitos fatores de ordem não científica interferindo nas discussões. De todo modo, o indiscutível é que é necessário verificar a hipótese do aquecimento global e saber também o quanto o ser humano e suas emissões estariam implicados nessa questão. 3. O nível de emissão de CO2 tem-se elevado muito (e o ser humano teria responsabilidade nisso) e, com isso, o sistema atmosférico estaria retendo mais calor da radiação solar, o que provocaria a elevação das temperaturas, até mesmo em áreas como as regiões polares. Em decorrência disso o derretimento de geleiras e a elevação do nível dos oceanos, o que poderá resultar em inundações de áreas litorâneas e um conjunto de outros desdobramentos. Enfim qualquer relato que consiga relacionar a hipótese do aquecimento às suas consequências será valioso. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
A DEFESA DE PONTOS SENSÍVEIS DO MEIO AMBIENTE: OS TRATADOS SOBRE O CLIMA E A BIODIVERSIDADE
Para começo de conversa
Página 33
1. As questões ambientais não são tratadas como assuntos internos dos países, ao contrário, são consideradas temas de interesse internacional. Isso porque a falta de cuidados com o ambiente em um país afeta outras escalas. Por exemplo: a emissão de CO2 de um país afeta o sistema atmosférico como um todo e prejudica a esfera internacional. 2. Sim, há vários protestos contra os países amazônicos, por estes permitirem seu desmatamento acelerado. Esses protestos se justificam, pois o desmatamento da floresta trará prejuízos a todos e não só aos países ditos amazônicos. 3. O governo brasileiro pode reagir negativamente, mas sente-se obrigado a explicar-se, visto que a mera reação negativa pode implicar prejuízos maiores, pois financiamentos internacionais e relações comerciais podem sofrer retaliações. Leitura e Análise de Texto
Página 33
1. O desmatamento não se coaduna com a Convenção sobre Diversidade Biológica, que é um tratado internacional assinado pelo Brasil, em 1992, no Rio de Janeiro. O tratado foi transformado em lei brasileira, a qual enquadra várias situações de desmatamento que ocorrem no Brasil como ilegais e, caso tais situações estiverem sendo negligenciadas pelo governo brasileiro, ele próprio estaria desrespeitando uma lei tão importante. 2. Alternativa b. Há avanços na produção de tratados internacionais, o que faz da questão ambiental algo que está sob o compromisso de uma esfera internacional, o que é sem dúvida um avanço. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
PESQUISA EM GRUPO
Página 35
Pesquisa 1
A proposta dessa pesquisa aborda alguns exemplos de institucionalização (uma solidificação em prol da questão ambiental) da defesa do meio ambiente. Em especial, neste caso, aquelas ligadas a um dos temas mais importantes na questão ambiental global: a diversidade biológica. Ainda mais, conferências ocorreram, acordos e tratados foram assinados, e criaram-se entidades . Em decorrência de tudo isso, é preciso dessa cultura para saber quais os atores envolvidos na questão ambiental e também é importante distinguir as instituições cuja ação se dá na escala nacional e/ou regional daquelas que se organizaram para atuar na escala global; além disso, é necessário mostrar as diferenças entre as instituições (e os tratados e acordos) segundo as funções e os temas de que tratam. Somando-se as pesquisas realizadas pelos diversos grupos, pode-se chegar a um bom painel desse quadro, agora global, de defesa do meio ambiente.
Pesquisa 2
Do mesmo modo que a pesquisa proposta anteriormente, é importante conhecer como está se dando a organização na esfera internacional do combate às mudanças climáticas, que derivariam do aquecimento global (este por sua vez ocorreria em razão principalmente do aumento do nível de emissão de CO2 provocado pelo ser humano). A ideia é pesquisar tudo o que se fez nesse campo até chegar ao Protocolo de Quioto. Cada grupo pode se encarregar de um encontro internacional, de uma instituição, e assim por diante. Atualmente existe material farto a respeito, até mesmo nos livros didáticos e nos atlas a que os estudantes têm acesso. O importante é que as pesquisas organizem as informações e sirvam para identificar os problemas existentes.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
LIÇÃO DE CASA Página 37
1. É importante estimular os estudantes para que prossigam construindo um glossário (algo que foi sugerido lá na primeira Situação de Aprendizagem). Essa prática tem grande eficiência no processo de construção da aprendizagem. 2. Alternativa e. Na Rio-92, a questão das mudanças climáticas já sensibilizava muita gente e várias instituições. Ela é um marco nessa área de ação em defesa do meio
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
DEZ ANOS DE COTAS
DEZ ANOS DE COTAS NO BRASIL
...O QUE AINDA PRECISA SER FEITO.
O sistema de cotas americano
Até o começo dos anos 60, a discriminação racial nos Estados Unidos era pesada e amparada na legislação. Os negros eram proibidos de morar em determinados bairros, estudar em escolas de maioria branca e até fazer compras em certos armazéns. Uma cena comum era ver espalhadas em terminais rodoviários e ferroviários placas que indicavam as salas de espera, os banheiros e as pensões "for colored people" (para pessoas de cor). Nos ônibus e trens, assentos eram reservados no fundo dos coletivos para passageiros negros, mesmo que houvesse lugares vazios nos bancos da frente.
A partir dessa época, o governo americano, pressionado por demonstrações crescentes de insatisfação na comunidade negra, foi levado a alterar as leis sobre a questão racial. Um dos resultados desse processo foi o estabelecimento de um sistema de cotas. Nas universidades e na administração pública, um porcentual das vagas foi reservado aos negros. O sistema funciona até hoje e a cota varia de Estado para Estado, conforme a densidade de negros na população. Na média nacional, os negros representam 12% dos habitantes. O setor privado recebe incentivos fiscais quando contrata negros em vez de brancos. A implantação das chamadas "políticas afirmativas" melhorou a qualidade de vida dos negros americanos. Graças a ela, um em cada três negros vive hoje com padrão anteriormente exclusivo dos brancos.
Atualmente, a manutenção das cotas é um dos acirrados debates da sociedade americana. Principalmente entre os brancos. O argumento mais comum contra as cotas é que o sistema seria também racista, já que supõe que os negros sejam estruturalmente menos capacitados do que os brancos, e portanto precisam ter suas vagas asseguradas na faculdade ou no emprego público. A verdade é que foi um recurso para combater a discriminação.
...O QUE AINDA PRECISA SER FEITO.
O sistema de cotas americano
Até o começo dos anos 60, a discriminação racial nos Estados Unidos era pesada e amparada na legislação. Os negros eram proibidos de morar em determinados bairros, estudar em escolas de maioria branca e até fazer compras em certos armazéns. Uma cena comum era ver espalhadas em terminais rodoviários e ferroviários placas que indicavam as salas de espera, os banheiros e as pensões "for colored people" (para pessoas de cor). Nos ônibus e trens, assentos eram reservados no fundo dos coletivos para passageiros negros, mesmo que houvesse lugares vazios nos bancos da frente.
A partir dessa época, o governo americano, pressionado por demonstrações crescentes de insatisfação na comunidade negra, foi levado a alterar as leis sobre a questão racial. Um dos resultados desse processo foi o estabelecimento de um sistema de cotas. Nas universidades e na administração pública, um porcentual das vagas foi reservado aos negros. O sistema funciona até hoje e a cota varia de Estado para Estado, conforme a densidade de negros na população. Na média nacional, os negros representam 12% dos habitantes. O setor privado recebe incentivos fiscais quando contrata negros em vez de brancos. A implantação das chamadas "políticas afirmativas" melhorou a qualidade de vida dos negros americanos. Graças a ela, um em cada três negros vive hoje com padrão anteriormente exclusivo dos brancos.
Atualmente, a manutenção das cotas é um dos acirrados debates da sociedade americana. Principalmente entre os brancos. O argumento mais comum contra as cotas é que o sistema seria também racista, já que supõe que os negros sejam estruturalmente menos capacitados do que os brancos, e portanto precisam ter suas vagas asseguradas na faculdade ou no emprego público. A verdade é que foi um recurso para combater a discriminação.
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LISTA DE EXERCÍCIOS DE REVISÃO. 5ª SÉRIE.
5 série..
Lista de exercícios entregar em uma folha de papel almaço.
1) Quais foram as quatro principais eras geológicas do planeta? Em qual delas surgiu à vida primitiva? E quanto aos dinossauros?
2) Quais são os planetas que compõe o Sistema Solar? O que são satélites naturais?
3) Com suas palavras, descreva como se deu e evolução da vida do surgimento dos primeiros seres vivos até os dias atuais.
4) Comente sobre as rochas magmáticas, metamórficas e sedimentares.
5) Por que podemos afirmar que a vida na Terra depende da existência dos vulcões?
6) O que são placas tectônicas? Como se formam as cadeias de montanhas?
7) Relacione as colunas:
1 – Era Cenozóica. ( ) domínio dos dinossauros.
2 – Pré – Cambriano. ( ) aparecimento das primeiras manifestações de vida
3 – Era Mesozóica ( ) formação das grandes cadeias de montanhas.
4 – Era Paleozóica. ( ) surgimento dos primeiros anfíbios e peixes.
08) Como se formam as rochas metamórficas?
09) Com suas palavras, comente sobre os agentes internos e externos na formação do relevo.
10) Comente sobre cada uma das formações de relevo citadas abaixo:
a) Cadeias de Montanhas
b) Planície.
c) Serras
d) Escarpas:
11)Sabemos que a latitude é composta de linhas imaginárias que vão da Linha do Equador aos Pólos (de 0 a 90 graus). Agora responda:
a) Quais são as zonas térmicas da Terra?
b) Em qual delas nós vivemos?
c) Quais são as principais linhas imaginárias da Terra?
d) Qual é o principal fenômeno provocado pelo movimento de Rotação da Terra?
12) Defina geografia?
13) O que é latitude e Longitude?
14) Quais são os movimentos que a terra realiza ?
15) quantos fusos horários a terra tem?
16) O que são paralelos?
17) Quais são os pontos Cardeais ?
18) Quais são os Planetas do Sistema solar?
19) O que determina o movimento de translação da Terra ?
20) O que determina o movimento de rotação da Terra ?
21) Quais são os continentes?
22) Quantos estados formam o território brasileiro?
Lista de exercícios entregar em uma folha de papel almaço.
1) Quais foram as quatro principais eras geológicas do planeta? Em qual delas surgiu à vida primitiva? E quanto aos dinossauros?
2) Quais são os planetas que compõe o Sistema Solar? O que são satélites naturais?
3) Com suas palavras, descreva como se deu e evolução da vida do surgimento dos primeiros seres vivos até os dias atuais.
4) Comente sobre as rochas magmáticas, metamórficas e sedimentares.
5) Por que podemos afirmar que a vida na Terra depende da existência dos vulcões?
6) O que são placas tectônicas? Como se formam as cadeias de montanhas?
7) Relacione as colunas:
1 – Era Cenozóica. ( ) domínio dos dinossauros.
2 – Pré – Cambriano. ( ) aparecimento das primeiras manifestações de vida
3 – Era Mesozóica ( ) formação das grandes cadeias de montanhas.
4 – Era Paleozóica. ( ) surgimento dos primeiros anfíbios e peixes.
08) Como se formam as rochas metamórficas?
09) Com suas palavras, comente sobre os agentes internos e externos na formação do relevo.
10) Comente sobre cada uma das formações de relevo citadas abaixo:
a) Cadeias de Montanhas
b) Planície.
c) Serras
d) Escarpas:
11)Sabemos que a latitude é composta de linhas imaginárias que vão da Linha do Equador aos Pólos (de 0 a 90 graus). Agora responda:
a) Quais são as zonas térmicas da Terra?
b) Em qual delas nós vivemos?
c) Quais são as principais linhas imaginárias da Terra?
d) Qual é o principal fenômeno provocado pelo movimento de Rotação da Terra?
12) Defina geografia?
13) O que é latitude e Longitude?
14) Quais são os movimentos que a terra realiza ?
15) quantos fusos horários a terra tem?
16) O que são paralelos?
17) Quais são os pontos Cardeais ?
18) Quais são os Planetas do Sistema solar?
19) O que determina o movimento de translação da Terra ?
20) O que determina o movimento de rotação da Terra ?
21) Quais são os continentes?
22) Quantos estados formam o território brasileiro?
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LISTA DE EXERCÍCIOS DE REVISÃO.
EXERCICIOS DE GEOGRAFIA. 6ª serie
1. O que é um Climograma?
2. Quais informações podemos tirar de um Climograma?
3. Qual a diferença nos conceitos: Raça, etnia, povo?
4. Uma das principais características do povo brasileiro é a sua Miscigenação? Justifique essa afirmativa.
5. A miscigenação do povo brasileiro está relacionada com o Mestiço. O que e quem é o Mestiço?
6. Qual a diferença dos termos: Mameluco, mulato, cafuzo?
7. Qual a diferença das Migrações externas das Migrações internas?
8. Qual a diferença de emigração e imigração?
9. Explique os tipos de migrações: Migração pendular, sazonal ou transumância, rural-urbana (êxodo rural), inter-regionais.
10. O que é População absoluta?
11. O que é População relativa (densidade demográfica)?
12. O que é uma Pirâmide Etária?
13. Quais informações podemos observar de uma Pirâmide Etária?
14. Quais as principais atividades no Uso da terra no Brasil?
15. Explique os tipos de pecuária: a Pecuária primitiva (extensiva), melhorada e a leiteira.
16. Explique os tipos de agricultura: Agricultura comercial (latifúndios) e a pequena lavoura comercial e familiar
17. Quais as principais características do Sistema agrícola extensivo e do Sistema agrícola intensivo?
18. Diferencie: Sistema de pecuária intensiva e Sistema de pecuária extensiva.
19. Qual é a região de maior concentração industrial no Brasil?
20. Quais são os três setores da economia?
21. Qual a relação da Urbanização brasileira com a Expansão da atividade industrial no sudeste do país?
22. Em relação a situação socioeconômica do Brasil no mundo possui potencialidades e dificuldades. Comente sobre esse panorama.
23. O que é o IDH?
24. Quais os três fatores que leva em consideração o IDH?
25. Quem são os BRIC’s?
26. Qual o significado das seguintes siglas: ONU, PNUD, IDH, PIB, PIB per capita, BRIC, G6, IRT, TEC?
27. Quando e por quais países foi criado o MERCOSUL?
28. Quais os principais tipos de Vias de circulação?
29. Qual o significado da nomenclatura e o sentido das Rodovias federais?
30. Qual a diferença entre Recursos naturais renováveis e não renováveis? Cite exemplos.
1. O que é um Climograma?
2. Quais informações podemos tirar de um Climograma?
3. Qual a diferença nos conceitos: Raça, etnia, povo?
4. Uma das principais características do povo brasileiro é a sua Miscigenação? Justifique essa afirmativa.
5. A miscigenação do povo brasileiro está relacionada com o Mestiço. O que e quem é o Mestiço?
6. Qual a diferença dos termos: Mameluco, mulato, cafuzo?
7. Qual a diferença das Migrações externas das Migrações internas?
8. Qual a diferença de emigração e imigração?
9. Explique os tipos de migrações: Migração pendular, sazonal ou transumância, rural-urbana (êxodo rural), inter-regionais.
10. O que é População absoluta?
11. O que é População relativa (densidade demográfica)?
12. O que é uma Pirâmide Etária?
13. Quais informações podemos observar de uma Pirâmide Etária?
14. Quais as principais atividades no Uso da terra no Brasil?
15. Explique os tipos de pecuária: a Pecuária primitiva (extensiva), melhorada e a leiteira.
16. Explique os tipos de agricultura: Agricultura comercial (latifúndios) e a pequena lavoura comercial e familiar
17. Quais as principais características do Sistema agrícola extensivo e do Sistema agrícola intensivo?
18. Diferencie: Sistema de pecuária intensiva e Sistema de pecuária extensiva.
19. Qual é a região de maior concentração industrial no Brasil?
20. Quais são os três setores da economia?
21. Qual a relação da Urbanização brasileira com a Expansão da atividade industrial no sudeste do país?
22. Em relação a situação socioeconômica do Brasil no mundo possui potencialidades e dificuldades. Comente sobre esse panorama.
23. O que é o IDH?
24. Quais os três fatores que leva em consideração o IDH?
25. Quem são os BRIC’s?
26. Qual o significado das seguintes siglas: ONU, PNUD, IDH, PIB, PIB per capita, BRIC, G6, IRT, TEC?
27. Quando e por quais países foi criado o MERCOSUL?
28. Quais os principais tipos de Vias de circulação?
29. Qual o significado da nomenclatura e o sentido das Rodovias federais?
30. Qual a diferença entre Recursos naturais renováveis e não renováveis? Cite exemplos.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A VINCULAÇÃO ENTRE CLIMA E VEGETAÇÃO NO MEIO AMBIENTE.
BIOSFERA 1ª ano em
Conjunto de todas as áreas da Terra onde existe vida (incluindo zonas profundas dos oceanos e parte da atmosfera)
O "ecossistema" inteiro da Terra
Imagem da Biosfera
Na imagem abaixo, as variações de cor nos continentes (entre amarelo claro e verde escuro) indicam a produtividade dos diferentes ambientes terrestres (veja as variações de produtividade nos diferentes biomas na tabela 1 abaixo).
As partes mais claras indicam a presença de regiões desérticas, com pouca ou nenhuma vegetação (ou seja, pouca ou nenhuma produtividade). Como exemplos, veja, da esquerda para a direita, o grande deserto central da Austrália, na Oceania, o deserto de Atacama no sudoeste da América do Sul e o deserto do Saara no norte da África.
No outro extremo, estão as partes mais escuras, cobertas por vegetação densa (altamente produtivas). Bons exemplos são as florestas tropicais do norte da América do Sul, do centro da África e do sudeste asiático, bem como as florestas temperadas altamente produtivas do sudeste da América do Norte.
Já no século passado, muito antes do uso de satélites, os exploradores começaram a notar que grandes regiões da terra possuíam vegetação semelhante, mesmo em continentes diferentes.
Começam então a aparecer classificações das grandes formações vegetais ou biomas da Terra.
Também desde o século passado, começaram a notar que as formações vegetais eram determinadas principalmente pelo clima, em especial, temperatura e a pluviosidade (quantidade de chuvas). Veja a figura abaixo:
Esta figura mostra que é possível prever, em termos bem gerais, o tipo de bioma que ocorre em uma determinada região simplesmente sabendo quais as médias de temperatura e pluviosidade da mesma. Por exemplo, uma região que combine temperaturas altas com pluviosidade também alta muito provavelmente será coberta por florestas tropicais, ao passo que uma região com temperaturas altas, mas como pluviosidade muito baixa será recoberta por desertos.
Portanto, embora outros fatores possam também ser importantes (como os solos, por exemplo), as médias anuais de temperatura e pluviosidade são ótimos indicadores do tipo de bioma que ocorre em uma determinada região.
Quando comparamos os mapas abaixo (mostrados em aula), fica ainda mais clara a associação entre os mesmos. A figura da esquerda é uma classificação de climas e a da direita, de vegetação. Note que as coincidências são enormes.
De fato, a coincidência entre clima e vegetação, numa escala de pouco detalhe, é tão evidente que chegou-se a propor um mapa de climas baseado nas formações vegetais. As coincidências resultantes eram muito grandes.
Porém, ao se observar com maior detalhe, verifica-se que, numa mesma região climática outros tipos de vegetação também podem ocorrer, em áreas restritas. Verificou-se então que as pequenas diferenças entre os tipos de clima e vegetação eram conseqüência de tipos diferentes de solo sob um mesmo clima, mostrando que os solos também tinham um papel relativamente importante na determinação das formações vegetais.
Além dos solos, em uma escala mais localizada outros fatores como o relevo, a distância do mar, e a história do local, considerando-se a ocorrência de interferências humanas e catástrofes naturais, podem ter influência na disponibilidade hídrica, gerando variações a nível local ou regional.
Biomas
Biomas são as grandes formações vegetais encontradas nos diferentes continentes e devidas principalmente aos fatores climáticos (temperatura e umidade) relacionados à latitude. Veja na tabela abaixo as características gerais dos principais biomas da Terra. As variações da vegetação encontradas dentro do mesmo bioma, devidas principalmente ao solo, topografia, disponibilidade de água e ação humana recebem o nome de biótopos.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS DOS PRINCIPAIS BIOMAS
CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS, PRODUÇÃO PRIMÁRIA E BIOMASSA DOS PRINCIPAIS BIOMAS.
Bioma Precipitação (mm) Temperatura (oC) Produção Primária (Líq.) 105 g C Biomassa t/ha
Tundra 10 a 1.000 -15 a -5 0,4 a 0,6 6
Taiga (Flor. Boreais) 10 a 1.700 -5 a 3 1,1 a 2,9 200
Florestas Temperadas 300 a 3.000 3 a 18 2,2 a 3,3 300
Campos de Gramíneas 30 a 1.000 -5 a 18 1,0 a 1,2 -
Florestas Tropicais 1.000 a >5.000 18 a 30 18,0 450 t/ha
Savanas Tropicais 500 a >1.000 15 a 30 5,3 370
Desertos 0 a 300 -5 a 30 0,6 7
Tundra
Entre linha de árvores (taiga) e linha de neve eterna, acima do círculo polar; temperaturas muito baixas quase o ano todo; estação de crescimento curta (verão)
Altas latitudes (especialmente hemisfério norte) e altitudes; solo congelado o ano todo ou a maior parte do ano
Sem árvores - só ervas, líquens e musgos
Maioria dos animais (aves insetívoras, lebres, caribus, lobos, raposas) hiberna ou migra
Taiga (ou floresta boreal ou floresta de coníferas)
Latitudes altas (especialmente hemisfério norte), abaixo da tundra
Maioria das árvores perenes com folhas em forma de agulha, poucas com folhas largas (caducifólias)
Inverno muito frio, verão curto, porém mais longo que na tundra
Muitos insetos, aproveitados por aves migratórias para alimentar filhotes
Aves insetívoras ou predadoras, cervos, ursos, lobo, raposas, gatos
Floresta Temperada
Zonas temperadas com invernos frios e verões mais longos
Maioria das árvores caducifólias (tons vermelhos e amarelos no outono)
Fauna semelhante à da taiga, mas com porcos, esquilos e outros, além de algumas aves granívoras e frugívoras
Campo de gramíneas (pradaria e estepe)
Climas temperados secos e/ou sazonais
Fogo é freqüente
Predominam gramíneas; alguns arbustos e nenhuma árvore
Fauna de ungulados pastadores, carnívoros grandes, lebres e aves terrestres
Floresta Tropical
Climas úmidos e quentes, com estações chuvosas longas
Vegetação perenifólia, complexa, com grande estratificação (emergentes, dossel, sub-bosque)
Fauna muito diversificada em espécies e hábitos; grandes mamíferos são raros
Savana Tropical
Climas quentes, mas com estação seca longa (chuvas muito concentradas no tempo)
Muitas gramíneas, muitos arbustos e poucas árvores (baixas e com troncos retorcidos no cerrado)
Fogo é freqüente
Na África, muitos mamíferos grandes pastadores, vários carnívoros; na América do Sul, são raros mamíferos pastadores, ao passo que formigas e cupins têm grande importância
Desertos
Climas quentes e secos, chuvas extremamente raras; grandes variações diárias de temperatura
Arbustos caducifólios, cactos e suculentas
Fauna com muitos répteis e poucos mamíferos e aves (maioria escavadora)
Diversidade
Como foi comentado em aula, os termos "diversidade" e "biodiversidade" são usados com freqüência como um indicador do número de espécies que ocorre num determinado local. Por exemplo, pode-se dizer que o Brasil possui a maior diversidade de mamíferos do planeta (ou seja, possui mais espécies diferentes de mamíferos do que qualquer outro país).
Em Ecologia, o termo diversidade tem um significado um pouco mais complexo: a diversidade de um local é determinada não só pelo número de espécies que ocorrem no mesmo (o que chamamos de riqueza de espécies), mas também pelas abundâncias relativas (número de indivíduos de uma espécie em relação ao número total de indivíduos que ocorre na área) das espécies presentes no local. Complicado? A figura abaixo vai ajudar a entender isso tudo um pouco melhor.
A figura mostra de forma bem simplificada a "diversidade" de mariposas em quatro locais (note que há apenas quatro espécies de mariposas na figura). Podemos ordenar estes locais pela riqueza de espécies: os locais mais ricos são C e D (cada um com quatro espécies de mariposas), o local A vem em seguida (com três espécies) e o local B é o que tem menor riqueza (apenas uma espécie).
E qual é a diferença entre os locais C e D? Embora ambos possuam o mesmo número de espécies (ou seja, a mesma riqueza), no local C, todas as espécies possuem abundâncias semelhantes (cada uma com três indivíduos, ou seja, cada uma contribui com 25% dos 12 indivíduos do local). Já no local D, uma espécie é muito abundante (com nove indivíduos, ou 75% do total de indivíduos do local), enquanto outras três são pouco abundantes (cada uma com apenas 8,3% do total de indivíduos do local).
Portanto, fica claro que a riqueza (o número de espécies) de uma área não descreve muito bem sua diversidade, já que as abundâncias relativas podem ser muito diferentes entre as áreas. Nas disciplinas de Ecologia você verá que existem fórmulas para calcular a diversidade de uma área, levando em conta tanto a riqueza quanto as abundâncias relativas. Se estiver muito curioso e não quiser esperar até lá, leia sobre diversidade em quaquer livro texto de Ecologia (por exemplo, Ricklefs, R. E. 1996. A Economia da Natureza. Terceira edição. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan).
O mais importante em Fauna, Flora e Ambiente é que, embora o termo diversidade seja usado com muita freqüência para descrever apenas a riqueza de espécies (como na continuação deste texto), você perceba que, em Ecologia, não é só a riqueza que descreve a diversidade de um local.
É importante notar, também, que esta combinação entre riqueza e abundância relativa pode fazer com que uma pessoa tire uma conclusão equivocada sobre a riqueza de espécies de um local. Por exemplo, qual ambiente possui maior riqueza de aves, o Pantanal ou a Mata Atlântica?
Se você for ao Pantanal, verá uma infinidade de aves por toda parte, principalmente aves aquáticas como garças e jaburus (uma dica: visite o Pantanal na época da vazante). Por outro lado, durante um agradável passeio por uma trilha na Mata Atlântica (na Serra do Mar, no caminho para o litoral, por exemplo), você verá poucas aves, a maioria delas passarinhos que são dificilmente observados entre as copas das árvores.
Depois desses dois deliciosos passeios, você vai concluir que o Pantanal possui maior riqueza de aves que a Mata Atlântica. Certo? Não!!! Erradíssimo! Um hectare (100x100 m) de Mata Atlântica possui, em média, muito mais espécies de aves que um hectare do Pantanal. Por que? Boa pergunta! Vamos explorar esta questão em várias ocasiões ao longo do curso. Por enquanto, dê uma olhada nas tabelas 1 e 2 acima e veja quais os fatores que mais se relacionam com a diversidade (preste atenção especialmente na produção primária).
Vale lembrar, também, que a diversidade diz respeito não somente ao nível de espécies, mas também ao nível genético (dentro de uma mesma população), ao nível de habitats e também ao nível de paisagens, quando se considera uma escala de maior abrangência.
Para finalizar, atente para os seguintes fatos:
• Vivemos em um país tropical de dimensões continentais
• A diversidade de ambientes é enorme no Brasil
• A maior parte do território brasileiro é coberta por ambientes altamente
• produtivos (especialmente a Amazônia, a Mata Atlântica e os cerrados)
Por isso tudo, o Brasil é o país com a maior diversidade (riqueza) de vertebrados e plantas do planeta. Veja abaixo os países "megadiversos", que possuem, em conjunto, mais de dois terços da biodiversidade da Terra.
1. Austrália 10. Malásia
2. Brasil 11. México
3. China 12. Peru
4. Colômbia 13. Filipinas
5. Congo 14. África do Sul
6. Equador 15. Papua Nova Guiné
7. Índia 16. Estados Unidos
8. Indonésia 17. Venezuela
9. Madagascar
Fonte: www.ib.usp.br
Postado por
PROFESSOR MARIO
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18:50
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
ROCHAS E MINERAIS
ROCHAS E MINERAIS
Toda a litosfera é constituídas por rochas que são constituídas por diversos minerais.
De acordo com a constituição da rocha podemos classifica-las em três grandes grupos:
Rochas Ígneas, Magmáticas ou Vulcânicas;
Rochas Sedimentares ou Estratificadas;
Rochas Metamórficas.
As rochas Ígneas ou Magmáticas se formaram apartir do esfriamento do magma, Isto ocorre de duas formas, uma dentro da Terra, em condições de alta pressão e outra sobre a Terra em um resfriamento rápido e sem a mínima pressão. Conforme este fato podemos classifica-la de duas formas:
INTRUSIVAS – são aquelas que se formam no interior da terra em uma cristalização lenta e gradativa, neste caso os minerais dissolvidos neste magma mantém sua individualidade sendo facilmente reconhecido como é o caso do Granito, podemos verificar em sua composição o QUARTZO, MICA E O FELDSPATO.
EXTRUSIVAS – são rochas que se formaram do lado externo, na superfície da Terra. Neste caso o magma se esfriou rapidamente não dando tempo dos minerais dissolvidos garantirem sua formação homogênea. As rochas formadas neste caso são escuras e uniformes, como no caso do BASALTO. Há também outro grupo de rochas que são denominadas de PEDRAS-POMES que se originou de um esfriamento tão rápido que inúmeras bolhas de ar ficaram presas em seu interior.
A terra rocha encontrada no norte do Paraná e sul de São Paulo e basicamente constituída pelos mesmos elementos encontrados no Basalto levando nos a crer que há milhões de anos atrás ocorreram extensos derrame de lava nestas regiões. A decomposição do basalto deu origem a chamada terra rocha que muito fértil e ideal para o plantio do café.
ROCHAS SEDIMENTARES
OU ESTRATIFICADAS:
As rochas sedimentares são rochas mistas, formada a partir de tudo que se deposita em um determinado local, podemos encontrar tanto fragmento de rochas Extrusivas como Intrusivas e em alguns casos, até mesmo restos de animais e vegetais fossilizados. Fossilizado, justamente em conseqüência desta deposição de sedimentos.
As rochas sedimentadas apresenta as seguintes características principais:
Apresentam camadas distintas em conseqüência de sucessivas deposições de partículas ao decorrer do tempo.
Geralmente apresentam fósseis que são restos de animais ou vegetais que foram preservados no decorrer dos tempos.
Os fósseis tem uma grande importância para os paleontólogos, sendo estes a marca "viva" de épocas passadas. Estudando os fósseis os cientistas podem determinar :
O ambiente predominante no local em que foram encontrados, terrestre ou aquático.
O tipo de animais e vegetais que ali viviam.
A evolução do clima ao longo do séculos.
A idade relativa das diversas camadas de rochas, já que sabemos que estratos contendo um mesmo tipo de fosseis tem a mesma idade.
Com estas informações retiradas destes substratos podemos recriar condições e aspectos característicos de determinadas épocas.
TIPOS DE ROCHAS SEDIMENTARES
1. ROCHAS SILICOSAS
AREIA: composta de grãos de Quartzo ou Sílica, podendo haver entre eles brilhantes grãos de mica.
ARENITO: composto formado apartir da compactação dos grãos de areia.
QUARTZO: sílica pura, quando colorida recebe o nome de Ametista (coloração violeta), Quartzo Hialino ou Cristal de Rocha (quando transparente).
2. ROCHAS ARGILOSAS
Argila – mais conhecida como barro, pode ser de varias cores: cinza, amarela ou branca. A argila e basicamente composta por granito e gnaisse decomposto. A argila é muito usada na confecção de telhas, tijolos, pias, vasos, azulejos, louças finas e porcelanas, nesse caso usa se o Caulim, tipo especial de argila, branca.
3. ROCHAS CARBONADAS
CARVÃO MINERAL: surgimento em conseqüência do soterramento de florestas, levando a decomposição desta sem a presença de oxigênio. O carvão é uma rocha mole de cor negra, encontrado a "céu" aberto ou em regiões subterrâneas. O carvão e utilizados nas industrias siderúrgicas como fonte de calor para fundir diversas ligas metálicas como ferro e aço.
TURFA: é leve e tem aspecto esponjoso. Sua queima produz muita fumaça e pouco calor.
4. ROCHAS CALCÁRIAS
Calcário: apresenta grande porosidade, geralmente resulta do carbonato de cálcio, de origem marinha, mas temem pode ser encontrado no fundo de velhos lagos ou mares devido ao acumulo de carapaças e conchas de animais que ali viveram, neste tipo de rocha também podemos encontrar grande quantidade de fósseis. Aquecendo o calcário obtemos a cal, material utilizado em larga escala na construção civil. Quando misturado à argila na temperatura de 1500 C produz o cimento. Em grandes depósitos naturais, surgem com o decorrer dos tempos, belíssimas grutas e cavernas, por serem de grande permeabilidade e facilmente lavada e levada pela infiltração de água. No teto dessas cavernas de calcário encontramos projeções formadas pelo gotejar da água. Estas estruturas recebem o nome de ESTALACTITES. Quando estas formações ocorrem de baixo para cima chamamos de ESTALAGMITES. Eventualmente estas duas se encontram formando belíssimas colunas calcárias.
5. ROCHAS METAMÓRFICAS
São rochas que se origina a partir de rochas já existentes como no caso das sedimentares e ígneas. Devido ao efeito da pressão e da temperaturas altas estas rochas mudam suas características e geralmente não possuem fósseis. Entre as rochas metamórficas destacamos:
GNAISSE : Este tipo de rocha é muito encontrada no Rio de Janeiro (RJ). Este tipo de rocha que constitui o Corcovado e o Pão de Açúcar. A origem dessa rocha se dá da transformação granito.
MÁRMORE : Rocha muito dura e compacta, originado da transformação do calcário, que sofre cristalização , formando grãos de calcita e dolomitas. Apresenta coloração variada, no Brasil encontramos mármore em quase todos os estados brasileiro. Sua constituição compacta possibilita ser polido dando beleza e graça a este material e valor comercial.
ARDÓSIA : seu surgimento se dá no aquecimento da argila sobre alta temperatura, no comercio é muito utilizada no revestimento de fachadas.
QUARTZITO : semelhante ao arenito, porém de maior resistência. Seu uso comercial esta muito ligado ao revestimento de faixadas.
XISTO BETUMINOSO : este tipo de rocha é basicamente utilizada para a extração de Óleo Betuminoso
ITABIRITO : rocha rica em minério de ferro (hematita), encontrada principalmente em Minas Gerais.
No estudo dos minerais devemos destinguir a diferença de minérios e minerais :
1 – Minério - mineral do qual obtemos elementos químicos;
2 – Mineral - Toda substancia inorgânica (sem vida) encontrada na crosta terrestre.
Toda a litosfera é constituídas por rochas que são constituídas por diversos minerais.
De acordo com a constituição da rocha podemos classifica-las em três grandes grupos:
Rochas Ígneas, Magmáticas ou Vulcânicas;
Rochas Sedimentares ou Estratificadas;
Rochas Metamórficas.
As rochas Ígneas ou Magmáticas se formaram apartir do esfriamento do magma, Isto ocorre de duas formas, uma dentro da Terra, em condições de alta pressão e outra sobre a Terra em um resfriamento rápido e sem a mínima pressão. Conforme este fato podemos classifica-la de duas formas:
INTRUSIVAS – são aquelas que se formam no interior da terra em uma cristalização lenta e gradativa, neste caso os minerais dissolvidos neste magma mantém sua individualidade sendo facilmente reconhecido como é o caso do Granito, podemos verificar em sua composição o QUARTZO, MICA E O FELDSPATO.
EXTRUSIVAS – são rochas que se formaram do lado externo, na superfície da Terra. Neste caso o magma se esfriou rapidamente não dando tempo dos minerais dissolvidos garantirem sua formação homogênea. As rochas formadas neste caso são escuras e uniformes, como no caso do BASALTO. Há também outro grupo de rochas que são denominadas de PEDRAS-POMES que se originou de um esfriamento tão rápido que inúmeras bolhas de ar ficaram presas em seu interior.
A terra rocha encontrada no norte do Paraná e sul de São Paulo e basicamente constituída pelos mesmos elementos encontrados no Basalto levando nos a crer que há milhões de anos atrás ocorreram extensos derrame de lava nestas regiões. A decomposição do basalto deu origem a chamada terra rocha que muito fértil e ideal para o plantio do café.
ROCHAS SEDIMENTARES
OU ESTRATIFICADAS:
As rochas sedimentares são rochas mistas, formada a partir de tudo que se deposita em um determinado local, podemos encontrar tanto fragmento de rochas Extrusivas como Intrusivas e em alguns casos, até mesmo restos de animais e vegetais fossilizados. Fossilizado, justamente em conseqüência desta deposição de sedimentos.
As rochas sedimentadas apresenta as seguintes características principais:
Apresentam camadas distintas em conseqüência de sucessivas deposições de partículas ao decorrer do tempo.
Geralmente apresentam fósseis que são restos de animais ou vegetais que foram preservados no decorrer dos tempos.
Os fósseis tem uma grande importância para os paleontólogos, sendo estes a marca "viva" de épocas passadas. Estudando os fósseis os cientistas podem determinar :
O ambiente predominante no local em que foram encontrados, terrestre ou aquático.
O tipo de animais e vegetais que ali viviam.
A evolução do clima ao longo do séculos.
A idade relativa das diversas camadas de rochas, já que sabemos que estratos contendo um mesmo tipo de fosseis tem a mesma idade.
Com estas informações retiradas destes substratos podemos recriar condições e aspectos característicos de determinadas épocas.
TIPOS DE ROCHAS SEDIMENTARES
1. ROCHAS SILICOSAS
AREIA: composta de grãos de Quartzo ou Sílica, podendo haver entre eles brilhantes grãos de mica.
ARENITO: composto formado apartir da compactação dos grãos de areia.
QUARTZO: sílica pura, quando colorida recebe o nome de Ametista (coloração violeta), Quartzo Hialino ou Cristal de Rocha (quando transparente).
2. ROCHAS ARGILOSAS
Argila – mais conhecida como barro, pode ser de varias cores: cinza, amarela ou branca. A argila e basicamente composta por granito e gnaisse decomposto. A argila é muito usada na confecção de telhas, tijolos, pias, vasos, azulejos, louças finas e porcelanas, nesse caso usa se o Caulim, tipo especial de argila, branca.
3. ROCHAS CARBONADAS
CARVÃO MINERAL: surgimento em conseqüência do soterramento de florestas, levando a decomposição desta sem a presença de oxigênio. O carvão é uma rocha mole de cor negra, encontrado a "céu" aberto ou em regiões subterrâneas. O carvão e utilizados nas industrias siderúrgicas como fonte de calor para fundir diversas ligas metálicas como ferro e aço.
TURFA: é leve e tem aspecto esponjoso. Sua queima produz muita fumaça e pouco calor.
4. ROCHAS CALCÁRIAS
Calcário: apresenta grande porosidade, geralmente resulta do carbonato de cálcio, de origem marinha, mas temem pode ser encontrado no fundo de velhos lagos ou mares devido ao acumulo de carapaças e conchas de animais que ali viveram, neste tipo de rocha também podemos encontrar grande quantidade de fósseis. Aquecendo o calcário obtemos a cal, material utilizado em larga escala na construção civil. Quando misturado à argila na temperatura de 1500 C produz o cimento. Em grandes depósitos naturais, surgem com o decorrer dos tempos, belíssimas grutas e cavernas, por serem de grande permeabilidade e facilmente lavada e levada pela infiltração de água. No teto dessas cavernas de calcário encontramos projeções formadas pelo gotejar da água. Estas estruturas recebem o nome de ESTALACTITES. Quando estas formações ocorrem de baixo para cima chamamos de ESTALAGMITES. Eventualmente estas duas se encontram formando belíssimas colunas calcárias.
5. ROCHAS METAMÓRFICAS
São rochas que se origina a partir de rochas já existentes como no caso das sedimentares e ígneas. Devido ao efeito da pressão e da temperaturas altas estas rochas mudam suas características e geralmente não possuem fósseis. Entre as rochas metamórficas destacamos:
GNAISSE : Este tipo de rocha é muito encontrada no Rio de Janeiro (RJ). Este tipo de rocha que constitui o Corcovado e o Pão de Açúcar. A origem dessa rocha se dá da transformação granito.
MÁRMORE : Rocha muito dura e compacta, originado da transformação do calcário, que sofre cristalização , formando grãos de calcita e dolomitas. Apresenta coloração variada, no Brasil encontramos mármore em quase todos os estados brasileiro. Sua constituição compacta possibilita ser polido dando beleza e graça a este material e valor comercial.
ARDÓSIA : seu surgimento se dá no aquecimento da argila sobre alta temperatura, no comercio é muito utilizada no revestimento de fachadas.
QUARTZITO : semelhante ao arenito, porém de maior resistência. Seu uso comercial esta muito ligado ao revestimento de faixadas.
XISTO BETUMINOSO : este tipo de rocha é basicamente utilizada para a extração de Óleo Betuminoso
ITABIRITO : rocha rica em minério de ferro (hematita), encontrada principalmente em Minas Gerais.
No estudo dos minerais devemos destinguir a diferença de minérios e minerais :
1 – Minério - mineral do qual obtemos elementos químicos;
2 – Mineral - Toda substancia inorgânica (sem vida) encontrada na crosta terrestre.
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