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segunda-feira, 21 de maio de 2012

QUESTOES DO PROVAO 5 SERIE



PROVÂO DE GEOGRAFIA  2012  5ֺª  SÉRIE    Mario





01. Qual o objeto de estudo da Geografia?


(A). Interpretação de Mapas.


(B). Descrição dos Lugares.


(C). Observação da Paisagem.


(D). Estudo do Espaço Geográfico.


(E). Saber todos os nomes de países e capitais.


02. Assinale a opção CORRETA em relação ao conceito de Paisagem.


(A). Paisagem representa o que ouvimos de um determinado lugar.


(B). Paisagem é uma fotografia de um lugar só com características naturais.


(C). Paisagem é o que vemos e observamos de um lugar.


(D). Paisagem geográfica é apenas um quadro bonito de um lugar.


(E). Paisagem representa apenas os aspectos sociais e humanizados de um determinado lugar.




03. Onde surgiu o conhecimento Geográfico?


(A). No mundo Árabe.


(B). Na América.


(C). No Brasil.


(D). Na Grécia Antiga.


(E). Nos Estados Unidos.





04. Leia o fragmento da música, e assinale a opção VERDADEIRA referente à categoria geográfica utilizada:


SAMBA DO AVIÃO


Composição: Antônio Carlos Jobim


Eparrê
Aroeira beira de mar


[...]
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
[...]
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
[...]
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Pousar...





(A). CARTOGRAFIA, o trecho da música citada mostra aspectos visuais do espaço geográfico que podemos representar em mapas.


(B). ESPAÇO GEOGRAFICO, pois a composição mostra aspectos do Universo que vivemos, ou seja, nosso Espaço Sideral.


(C). PAISAGEM, a partir da dimensão do perceptível, que é delimitado pela visão, o compositor descreve o seu lugar.


(D). REGIÃO, os recortes espaciais abordados na canção trazem implícitos a idéia de particularidade e agrupa elementos semelhantes entre si.


(E). TERRITÓRIO, pois na composição, o autor aborda as territorialidades disputadas por grupos sociais diferentes.


05. A partir do conceito de REGIÃO, assinale a opção CORRETA:


(A). O Conceito de Região na Geografia refere-se à porção do espaço que agrupa elementos diferentes.


(B). Por regionalização pode-se entender a divisão de um grande espaço em regiões, sem nenhum critério anteriormente estabelecido.


(C). Para estudar todos os países do mundo não precisamos regionalizar as informações, podemos estudar todos os dados geográficos juntos.


(D). O conceito de região é menor que a escala local, e maior que a escala nacional.


(E). Cada região se diferencia das outras por apresentar particularidades próprias, ou seja, semelhança entre seus elementos.





06. Leia o fragmento da música, e assinale a opção VERDADEIRA referente à categoria geográfica utilizada:


SAMBA DO AVIÃO


Composição: Antônio Carlos Jobim


Eparrê
Aroeira beira de mar


[...]
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
[...]
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
[...]
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Pousar...


(A). CARTOGRAFIA, o trecho da música citada mostra aspectos visuais do espaço geográfico que podemos representar em mapas.


(B). ESPAÇO GEOGRAFICO, pois a composição mostra aspectos do Universo que vivemos, ou seja, nosso Espaço Sideral.


(C). REGIÃO, os recortes espaciais abordados na canção trazem implícitos a idéia de particularidade e agrupa elementos semelhantes entre si.


(D). LUGAR, pois remete a idéia de espaço vivido e conhecido, pode-se dizer que é com este sentido afetivo que o autor se refere à sua terra.





7.Assinale a opção INCORRETA em relação às características da Paisagem:


a)As paisagens representam apenas elementos naturais de um determinado lugar.


b)A Paisagem é tudo o que os nossos olhos vêem de um determinado local.


c)As paisagens mudam.


d)As paisagens podem ser bonitas ou feias.


8.A paisagem em que predominam os aspectos originais da natureza como a vegetação, o relevo e a hidrografia é chamada de paisagem natural. Assinale a alternativa abaixo que contenha apenas paisagens naturais.


a)Rodovia, edifícios e represa


b)Geleira, floresta e conjunto de montanhas


c)Hidrelétrica, cidade e lago


d)Cachoeira, lago e loteamento








9. O espaço geográfico é composto por “formas visíveis” e “formas invisíveis”. Assinale a alternativa abaixo que contenha apenas “formas invisíveis” do espaço geográfico.


a)Rodovias e legislação


b)Hidrelétricas e praias


c)Fluxo de comunicação e fluxo de informação


d)Fábricas e fluxo de informação


10. Assinale a opção INCORRETA em relação as características do Espaço Geográfico:


a)Espaço geográfico é que predominam os aspectos originais da natureza.


b)Lugar é a parte do espaço geográfico onde vivemos e interagimos com a paisagem.


c)O espaço geográfico é a natureza transformada pelos seres humanos, por meio de seu trabalho ao longo da história.


d)Para entendermos o espaço geográfico faz-se necessário compreender a sociedade que o criou e continua a transformá-lo ao longo do tempo.





11.Leia o trecho da música Paisagem da janela, de Beto Guedes, e responda ao que se pede:


Da janela lateral do quarto de dormir


Vejo uma igreja um sinal de glória


Vejo um muro branco e no voo um pássaro


Vejo uma grade e um velho sinal.


Mensageiro natural, de coisas naturais


Quando eu falava dessas cores mórbidas


Quando eu falava desses homens sórdidos


Quando eu falava deste temporal...


De acordo com o trecho da música, assinale a alternativa que contém apenas elementos culturais.


a) “...no voo um pássaro...”


b) “...Vejo uma igreja um sinal de glória...”


c) “...de coisas naturais...”


d) “...Quando eu falava dessas cores mórbidas...”


12 . Com base nos conceitos de paisagem natural e paisagem humanizada classifique as


colunas de acordo com o tipo de paisagem;


N. Paisagem Natural H. Paisagem Humanizada R. Paisagem Rural U. Paisagem Urbana


(     ). é aquela composta por diversos elementos físicos como: solos , rios, relevos e etc.


(     ). É caracterizada por extensas áreas de pastagens e plantações, casas longe da outras.


(     ). Delimita-se pela grande metrópole de concreto e asfalto, com ruas pavimentas


(     ). Tem sua estrutura adaptada às necessidades do homem, da produção e sobrevivência


13. Sobre a orientação no espaço geográfico,assinale  a única alternativa verdadeira:





A (    ) O Sol costuma nascer no Oeste.


B (    ) Os quatro pontos cardeais são: NE, SE, SO e NO.


C (    ) O leste também pode ser chamado de lado ocidental.


D (    ) O Norte também pode ser chamado de lado Boreal ou setentrional.





14. Qual das afirmativas abaixo é verdadeira?


A)  (   )  Os elementos que compõem as paisagens são fixas, isto é, nunca são transformados.


B)  (    ) Os Objetos construídos pelo homem fazem parte das paisagens.


C) (    ) Todos os elementos de uma paisagens se transformam com a mesma velocidade.


15 - O movimento de translação e a inclinação do eixo da Terra têm como


consequência(s) (escolhe a(s) alínea(s) correta(s) com uma cruz ):


a) A sucessão dos dias e das noites        c) As estações do ano


b) A desigualdade dos dias e das noites     d) Os meses do ano





16 – Coordenada geográfica é o encontro ou cruzamento de:
A – ( ) uma rua com uma avenida
B – ( ) de um paralelo com outro paralelo
C –
( ) de um meridiano com outro meridiano

D – ( ) um paralelo com um meridiano


17-. De acordo com o mapa abaixo, assinale a alternativa que descreve a localização do Brasil no globo.

a) O Brasil está localizado em sua totalidade no hemisfério oriental.
b) O Brasil está localizado em sua maior parte no hemisfério norte.
c) O Brasil está localizado em sua totalidade no hemisfério leste.
d) O Brasil está localizado em sua totalidade no hemisfério ocidental X


18-. Assinale a opção INCORRETA em relação as características do Espaço Geográfico:
a) O espaço geográfico é a natureza transformada pelos seres humanos, por meio de seu trabalho ao longo da história.
b) Lugar é a parte do espaço geográfico onde vivemos e interagimos com a paisagem.
c) Para entendermos o espaço geográfico faz-se necessário compreender a sociedade que o criou e continua a transformá-lo ao longo do tempo.
d) Espaço geográfico é que predominam os aspectos originais da natureza.


19-Sobre a localização do Brasil, marque a resposta correta:





(A) Está na porção norte da América


(B) Faz fronteira com o México


(C) É um país sul-americano


(D) Já pertenceu a Ásia


(E) Está localizado em dois continentes: América e Europa.


20. A distância, medida em graus, de um ponto qualquer até a Linha do Equador é conhecida como:





A) coordenada geográfica;


B) paralelo;


C) longitude;


D) latitude.

sábado, 19 de maio de 2012

AVALIAÇÃO 2 BIMESTRE 5ª SÉRIE.

Nome _____________________________________5ª____ nº___ 18/05/2012 1. Complete as lacunas, utilizando os seguintes termos: Eixo – Norte – Austral – Leste – Ocidente – Rosa dos Ventos – Boreal – Bússola – Oeste – Setentrional – Equador – Longitude – Oriente – Latitude – Equador – Sul – Poente – Meridiano de Greenwich – Nascente – Pontos Cardeais – Meridional. a) Por influência da língua inglesa, na indicação do_______ pode aparecer um W (de Weste,em inglês) e na indicação do _________ pode aparecer um E (de East, em inglês). b) Um ponto qualquer da Terra pode ser _______________, se estiver ao Norte do outro, e __________________ se estiver ao Sul do outro. c) ________________ é o paralelo cujo plano é perpendicular ao eixo da Terra e está equidistante dos pólos geográficos, dividindo o globo terrestre em dois hemisférios: Hemisfério Norte ou ____________ e Hemisfério Sul ou __________________. d) O _____________ está a Leste ou __________ e o ___________ está a Oeste ou ______________. e) Quando abrimos os braços, ficando com o direito voltado para o nascente e o esquerdo para o poente, teremos a frente voltada para o __________ e as costas para o ___________. f) O _______________ é a origem da contagem as longitudes, enquanto o ______________________ é a origem da contagem das latitudes. g) __________________ é a distância em graus de um dado ponto da superfície terrestre à linha do Equador, varia de 0º a 90º tanto para o Norte como para o Sul, enquanto _________________ é a distância em graus de um dado ponto da superfície terrestre ao Meridiano de origem (Greenwich). Varia de 0º a 180º para o Leste e para o Oeste. h) Norte, sul, leste e oeste são os _________________. Existe um desenho, chamado ______________ , que representa as diversas direções através dos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. i) A ______________ é um instrumento contém agulha magnética, móvel em torno de um eixo que passa pelo seu centro de gravidade, montada em caixa com limbo graduado e usado para orientação. j) _________________é a linha em torno da qual a Terra executa o seu movimento de rotação, deOeste para Leste.

terça-feira, 10 de abril de 2012

FONTES DE ENERGIA E SUA PRODUÇÃO MUNDIAL GEOPOLITICA E ESTRATÉGIA Qualquer tipo de trabalho que realizamos gastamos energia, uma energia que é limitada pelos nossos dotes físicos. Assim, o homem desde a antiguidade, até os nossos dias tem procurado novas fontes de energia para realizar suas tarefas diárias. No começo, usava-se apenas a força de animais para transportar mercadorias ou arar a terra. Mas, com o tempo, os progressos técnicos foram avançando e novas fontes de energia foram sendo descobertas, tornando o trabalho humano mais eficiente. Desde a revolução Industrial, quando houve a entrada das maquinas, o trabalho humano vem se tornando cada vez necessário. Quando uma maquina é aperfeiçoada, a produtividade aumenta e, como, hoje em dia, a energia já não é mais tão barata como antes, o homem tem se preocupado com as formas de economiza-la. Desde a Segunda Guerra Mundial o consumo vem aumentando sem parar, e o desenvolvimento tecnológico busca meios de economizar os meios de produzir e transportar mercadorias. O consumo de energia está intimamente relacionado com a qualidade de vida do país. Em países desenvolvidos o consumo é maior, devido ao grau de industrialização e o nível de consumo residencial em aparelhos domésticos. O setor energético quase sempre é controlado pelo Estado, através de política de planejamento da produção, concessão de exploração de grupos privados ou intervenção direta na produção da atração de empresas estatais. O setor energético está inserido diretamente na geopolítica e economia de um país. Qualquer aumento nos custos ou problemas na produção de energia afeta todas as atividades desenvolvidas no país. A produção industrial, os sistemas de transportes, de segurança, de saúde, de educação, lazer, comercio, agricultura dependem de energia, por isso a falta dela, afeta todo o país. A energia gasta na produção industrial é necessariamente um fator que pode tomar a mercadoria mais ou menos competitiva no comércio internacional. Assim, qualquer nação almeja atingir a auto-suficiência e baixos custos na produção de energia, para que as atividades econômicas não sejam afetadas pelas oscilações de preço de mercado internacional e nem dependam de boa vontade de terceiros para o fornecimento de energia. O petróleo é a principal fonte de energia do planeta, seguida pelo carvão mineral e pelo gás natural. Isso é preocupante, visto que 90% da energia consumida no planeta é provida de fontes não-renováveis, quer dizer, que um dia vã se esgotar. Isso não quer dizer que faltará energia no mundo, mas que haverá, um trabalhoso e caso período de transição para nos acostumarmos com a utilização de um novo tipo de energia. Neste capitulo será analisado a geopolítica e a produção dos principais tipos de energia. PETRÓLEO O petróleo é encontrado em bacias sedimentares resultantes do soterramento de antigos ambientes aquáticos. Pode ser encontrado nos estados sólidos, líquidos e gasosos. É usado pelo homem desde a muito tempo. O petróleo, além de ser a principal fonte de energia do planeta, é importantíssimo e está presente em todo o nosso cotidiano. Com ele, as industrias petroquímicas fabricam o plástico, a borracha sintética, os fertilizantes e os adubos usados na agricultura. Mas, essa grande dependência gera outras questões: o petróleo é uma fonte não-renovável de energia. Algumas previsões indicam que ele se esgotará em no mínimo dois séculos. Edwin Drake encontrou petróleo em apenas 21 metros de profundidade, na Pensilvânia, Estados Unidos, e passou a comercia-lo com as cidades (em substituição ao óleo de baleia utilizado na iluminação pública). O petróleo o passo a ser consumido em quantidade crescente a cada ano. Junto com esse rápido consumo, surgiram companhias petrolíferas, atuando em todos os quatros fases econômicas de exploração: extração, transporte, refino e distribuição. A parti da década de 30, diversas empresas estatais passaram a atuar diretamente nos quatros fases econômicas do petróleo, ou pelo menos em uma delas. Alguns países fizeram concessões para que as empresas estrangeiras atuassem no setor petrolífero. Exemplo: a Pemox, no México; a Petroven, na Venezuela; a Agip, na Itália. No Brasil, com a criação da Petrobrás em 1953, estatzaram-se a extração, o refino e o transporte. Em 1995, foi extinto o monopólio da Petrobrás. Em 1960, criou-se a OPEP (Organização dos países Exportadores de Petrobrás), formada por 11 países: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Indonésia, Argélia, Nigéria, Líbia e Venezuela. Com a eclosão da guerra entre Irã e Iraque, entre 1979 e 1980, os países importadores ficaram apreensivos com a possibilidade iminente de ingresso de outras nações árabes no conflito. Se isso acontecesse, a oferta mundial do petróleo ficaria comprometida, o que levou muitos países a comprar o produto, visando aumentar os seus estoques estratégicos. Com isso, a OPEP elevou o preço do barril para 34 dólares. Com isso elevações do preço do petróleo, os países importadores ficaram ainda comprometidos, pois agravava ainda mais a crise econômica do mundo desenvolvido, que já se arrastava desde o final da década de 60. Para enfrentar a crise, estabeleceram duas estratégias: aumento da produção interna e substituição do petróleo por fontes alternativas. Essas medidas visavam diminuir a dependência energética. Em 1986, com a substituição por outras fontes e com o aumento da produção em escala mundial, a lei da oferta e da procura voltou a funcionar e, a cotação do Brasil caiu para 12 dólares. A parti de 1986, o poder da OPEP foi se fragilizando, e ficava cada vez mais complicado estabelecer um acordo de preços e cotas de produção entre os países membros. Os Estados Unidos conseguiram essa fragilização de favorecimento comerciais a Arábia Saudita e ao Kuwait. Em dezembro de 1990, o Iraque invadiu o Kuwait e ameaçou invadir a Arábia Saudita, sob o pretexto de disputa territorial, mas a verdade é que eles estavam tentando impedir que esses países extrapolassem a cota de produção de petróleo estabelecida pela OPEP, que estava causando queda no preço do barril. Os Estados Unidos, querendo defender seus interesses comerciais, interfeririam imediatamente, enviando tropas ao Oriente Médio e pondo fim a guerra em janeiro de 1991. Durante o conflito, o barril de petróleo atingiu seu preço Maximo de 40 dólares. Com o restabelecimento da normalidade no Oriente Médio, o preço no final da década de 90 em torno de 16 dólares o barril. CARVÃO MINERAL E GÁS NATURAL A participação dessas fontes de energia aumentaram significativamente a parti das crises do petróleo em 1973, 1979 e 1991, que levaram os países a substitui-los por outras fontes de energia. O carvão mineral ocupa hoje a segunda posição, e o gás natural a terceira no consumo mundial de energia. O carvão mineral é uma fonte de energia muito abundante, o que torna o substituto imediato do petróleo em situações de crise e aumento de preços. Mas, o carvão mineral acarreta prejuízos ambientais ao planeta, pois a estrutura molecular do carvão contém enorme quantidade de carbono e enxofre que, após a queima para a atmosfera na forma de gás carbônico, que agrava o efeito estufa, e o dióxido de enxofre, o grande responsável pela ocorrência da chuva ácida. O carvão mineral, também é uma importante matéria-prima da industria de produtos químicos orgânicos, que produz piche, asfalto, plásticos, etc. O gás natural, além de ser mais barato e facilmente transportável em condutores, apresenta uma queima quase limpa, que polui pouco a atmosfera se comparada a do carvão e a do petróleo. E sua queima libera uma boa quantidade de energia, que vem sendo utilizada, cada vez mais, nos transportes e na produção industrial. ENERGIA ELÉTRICA A energia elétrica é produzida principalmente em usinas, termelétricas e termonucleares. O que muda em cada uma, é a forma de girar um eixo e produzir energia mecânica, que será posteriormente transformada em eletricidade. HIDRELÉTRICA A energia hidrelétrica é gerada através de uma barragem feita em rio que apresenta, não necessariamente uma queda dágua, e sim de desníveis que possibilitem a instalação de uma barragem que forme uma represa e crie uma queda artificial. A energia potencial da barragem faz girar o eixo de uma turbina, gerando energia mecânica, que, posteriormente, é transformada em energia elétrica. Trata-se de uma forma limpa, barata e renovável de obtenção de energia, havendo imposto ambiental apenas na construção das barragens e no conseqüente represamento da água. TERMELÉTRICA Para se obter energia elétrica a partir da termeletricidade, aumenta-se os custos e o impacto ambiental, mas a construção de uma mina requer investimentos menores do que a de uma hidrelétrica. O que faz a turbina de usina termelétrica girar é a pressão do vapor de água obtido através da queima de carvão mineral ou petróleo. Sua vantagem em relação a hidrelétrica é que a localização da usina é determinada pelo homem e não pela topografia do terreno, o que possibilita sua instalação nas proximidades da área de consumo. ENERGIA ATÔMICA O que movimenta a turbina de uma usina nuclear é o vapor de água, que é gerado através da fissão de átomos de urânio em um reator. As usinas nucleares são típicas de países desenvolvidos, já que o custo da instalação é elevado e a tecnologia incorporada ao processo é avançada. Se ocorrer alguns acidentes com essas usinas, a radiatividade leva anos ou até mesmos séculos para se dissipar. Ainda outro problema, é o destino do lixo atômico. Diversa outra forma de obtenção de energia elétrica vem sendo estudada por vários países, mas a sua produção e instalação ainda dependem da redução dos custos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DISTRIBUIÇÃO DAS FORMAÇOES VEGETAIS - QUESTÃO DA BIODIVERSIDADE

VEGETAÇÃO

Resumo: as florestas são importantes para todos os seres, por isso nesta lição mostraremos as formações vegetais em todo mundo e no Brasil, bem como a biosfera e os problemas de não se cuidar do meio em que vivemos.

O solo e um clima de um lugar, são responsáveis pelo tipo de vegetação que ocorre. Os elementos climáticos são determinantes para o tipo de vegetação em uma certa área.

O clima pode definir a sua fisionomia, e a vegetação de acordo com a sua forma pode ser classificada em:

- Xerófilas: plantas que são adaptadas a aridez, como os cactos.
- Tropófilas: são adaptadas a uma rotação seca, e outra úmida.
- Higróficas: plantas adaptáveis a muita umidade.
- Aciculifoliadas: tem folhas em forma de agulhas, como os pinheiros.
- Latifoliadas: são de regiões úmidas, com folhas largas. Permitindo intensa transpiração.
- Caducifólias: elas perdem as folhas em épocas frias ou secas do ano.

Formações vegetais

No planeta há diversas formações vegetais, tanto quanto a diversidade climática. E a situação geográfica também influencia na classificação que mostraremos a seguir.

Floresta Temperada

Ela é típica na zona climática temperada. Surge em latitudes mais baixas. São abertas, com pequena variedade de vegetais. As flores temperadas aparecem na América do Norte e Europa, como a floresta negra (Alemanha).

Floresta de Coníferas

É típica da zona temperada, ocorrendo em altas latitudes.

Abrange o norte da Eurásia. Nas regiões frias, Rússia e Sibéria, desenvolve-se a Taiga, vegetação de coníferas anãs, predominando o pinheiro. Nestas regiões são bem úteis como fonte de matéria-prima.

Floresta Tropical

É típica de climas úmidos e quentes. Surge em baixas latitudes na América, África e na Ásia. As florestas tropicais são ricas em espécies de vegetais. São fechadas e heterogênea, com uma formação vegetal higrófila e latifoliada. Nelas aparecem arvores de grande e médio porte.

Vegetação desértica

São adaptadas a falta de água, que é a situação em climas árido e semi-árido. Por isso, as espécies são xerófilas.

Aparecem em todos os continentes, com exceção da Europa.

Tundra

Vegetação rasteira, formada de liquens e musgos que aparecem na zona próxima as circulo polar Ártico. Crescem nos alagados na primavera e verão. E durante o inverno fica encoberta pelo gelo.

Vegetação Mediterrânea

Se desenvolve em regiões de clima mediterrâneo. É uma vegetação esparsa com características xerófilas e as formações dominantes são os maquis e garigues.

Pradaria

É composta basicamente de capim. Aparece em regiões de clima temperado continental. Embora muito usada como pastagem, é importante pelo solo rico em matéria orgânica. Surge na Europa na Europa Central e na Rússia, nos Pampas argentinos, e nas Grandes Planícies Americanas e na Grande Bacia Australiana.

Estepe

Vegetação herbácea, constituída por tufos ou colônias de plantas afastadas umas das outras, deixando o solo parcialmente descoberto. Surge em climas semi-áridos.

Cobre regiões na Ásia Central, oeste dos Estados Unidos e Argentina.

Savana

A vegetação é variada, com arbustos, plantas herbáceas e gramíneas.

Ocorre em regiões de clima tropical, onde existe estações bem definidas: o verão úmido e o frio seco. Aparece no Brasil, África Centro Oriental.

Nas savanas vive um grande número de herbívoros e amimais de grande porte, principalmente na África.

Em meio a outros tipos de vegetações, podemos encontrar pequenas formações florestais, como:

- mata galeria: é um tipo de mata que fica as margens do rios que cortam o cerrado e a caatinga. Isto ocorre porque às margens do rio, o solo é fértil criando condições propicias para o desenvolvimento da mata.

- capão: surge nas depressões das áreas secas, aonde o nível hidrostático chega próximo a superfície, criando boas condições para se desenvolver a mata, visto que o solo é úmido.

Vegetação no Brasil

O Brasil apresenta várias formações vegetais, devido as diversidades no clima. Temos um território extenso, por isso algumas regiões são ou próximas aos trópicos, ou a linha do Equador. E isso influi no clima, e portanto na vegetação.

No Brasil existe desde grandes florestas tropicais, até formações xerófilas, como a caatinga.

A seguir mostraremos as principais formações florestais no território nacional.

Floresta Amazônica

Possui a maior diversidade em espécies de vegetais e animais do planeta. Formada por plantas latifoliadas equatoriais, a floresta é densa.

O solo está constantemente coberto por camadas de folhas, galhos caídos, frutos apodrecidos, tudo úmido e em decomposição.

A floresta apresenta três estratos:

- Várzea: com vegetação de médio porte, uma área que está sobre inundações periodicamente.

- Caaigapó: áreas com vegetações de pequeno porte, como a vitória régia, pois fica permanentemente alagada ao longo dos rios.

- Caaetê: área que não inunda, possuindo vegetações de grande porte, como a castanheira. É a mais afetada pelo desmatamento e as queimadas.

Floresta latifoliada tropical

Foi grandemente destruída ao longo da história do Brasil. Se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Sofre ação intensa das massas de ar úmido que vem do oceano Atlântico.

Mata de araucárias ou pinhais

Nessa forma de vegetação predomina a araucária angustifólia, espécie que é adaptável ao clima subtropical ou temperado. Se encontra em várias áreas, região Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais.

No interior desse tipo de floresta pode se encontrar erva-mate, canela, cedros entre outros.

Mata dos cocais

Esta formação vegetal se situa entre a floresta amazônica, caatinga e o cerrado. É constituída por palmeiras, destaque ao babaçu, e carnaúba.

Caatinga

O nome caatinga vem do tupi-guarani e significa ‘mata branca’, que é cor predominante na época da seca. A vegetação é xerófila, na qual predomina arbusto caducifoliado e espinhoso.

Cerrado

Sua formação florestal é constituída por uma vegetação caducifólia. Tem uma formação adaptada ao clima tropical, com raízes profundas, casca grossa e galhos retorcidos.

Complexo do pantanal

O pantanal ele agrupa várias formações vegetais em seu interior, dentre elas está a floresta tropical, cerrado e lugares inundáveis.

Por isso o nome de complexo do pantanal, pois é uma floresta de transição, várias formações florestais juntas.

Campos naturais

Tem uma formação rasteira ou herbácea, constituída por gramíneas.

Pode se achar esse tipo de vegetação no extremo sul do país, em poucos pontos do Mato Grosso do Sul e na Amazônia.

Alguns associam a sua origem a solos rasos, temperaturas baixas, áreas sujeitas a inundações ou solos arenosos.

Vegetação Litorânea

















No litoral surge vegetação rasteira, que é responsável pela fixação da área, impedindo que seja transportada pelo vento. Os mangues também são comuns, responsáveis pela reprodução de espécies de peixes, moluscos e crustáceos. São áreas inundadas pela água do mar, quando este está em maré alta; e na maré baixa as raízes ficam expostas.



Biosfera

Nas lições anteriores falamos sobre a fisiologia da Terra, do clima, e nesta ultima sobre a vegetação. Por isso falaremos um pouco sobre a biosfera.

Biosfera é a interseção da litosfera (parte sólida da terra), hidrosfera e atmosfera (parte gasosa).

A biosfera é o conjunto dos ecossistemas.

A mudança, destruição de apenas um único elemento que constitui o ambiente ecológico pode causar um grande desequilíbrio, trazendo graves conseqüências para o planeta e é claro, o homem.

Flora e Fauna

Flora é o conjunto de plantas que se formam e cobrem quase toda superfície terrestre.

Luz, temperatura, umidade e solo fértil, são as condições necessárias para se formas as vegetações.

Fauna é o conjunto de animais que habitam certa zona geográfica.

Zoogeografia estuda a distribuição dos animais na biosfera, e explica os motivos que levam a isso.

Os animais sofrem uma distribuição geográfica determinadas por barreiras naturais, como montanhas e oceanos, apesar de eles possuírem mobilidade.

Alterações ambientais

As alterações ambientais estão ocorrendo em toda parte. São rios poluídos que estão desaparecendo, terremotos e vulcões, temporais que inundam cidades, e furacões que ocorrem em toda parte.

Mas as alterações que mais preocupam, ocorrem na atmosfera.

Buraco de ozônio

O gás de ozônio tem muita importância, visto que ele tem como função filtrar os raios ultravioletas do Sol que são nocivos a vida.

O gás de ozônio ocupa uma camada, estratosfera, e aos poucos está ocorrendo uma destruição nessa camada, principalmente na região Polar Antártica, pelo excesso de clorofluorcabono na atmosfera.

Chuva ácida

O excesso de enxofre e azoto na atmosfera se formam grandes quantidades de ácido nítrico e sulfúrico, que vão ser precipitados pelas chuvas. As chuvas ácidas que possuem um pH fora do normal que causam vários danos, principalmente para a vegetação.

Efeito estufa

O efeito estufa, é resultante da maior concentração de gás carbônico e outras substancias na atmosfera.

Uma pequena quantidade de gás carbônico na atmosfera, cerca de 0,03%, já é suficiente para absorver e reter calor, mantendo uma boa temperatura na Terra. Mas as atividades humanas vem aumentando essa concentração de gás carbônico, que vai por sua vez, provocando ema elevação na temperatura global.

As florestas absorvem boa parte desse gás, mas com a derrubada das arvores e florestas, não só sobra gás como a ele se ajuntam porções produzidas pelas queimas das florestas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gabarito do 1ª ano do Ensino Médio Volume 4

Geografia 1° EM Vol 4
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
VERSÃO PRELIMINAR
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
A VINCULAÇÃO ENTRE CLIMA E VEGETAÇÃO NO MEIO AMBIENTE
Para começo de conversa
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1. A condição necessária na litosfera para a ocorrência da vida vegetal é que haja solos formados – e existe uma relação entre a formação dos solos e as formas de relevo; nas áreas planas e de baixa altitude a vida vegetal é, a princípio, mais favorecida. 2. A água, elemento constituinte da hidrosfera, é essencial para a vida em geral, e para a vida vegetal. As áreas mais úmidas da superfície terrestre têm potencial para fazer florescer grandes florestas e, ao contrário, nas áreas secas a vida vegetal é limitada e são poucas as plantas que conseguem se adaptar. 3. A vida vegetal, como a vida em geral, manifesta-se no fino invólucro gasoso que envolve a Terra: a atmosfera. Essa é uma condição indispensável para o crescimento das plantas. Em locais de grande altitude, onde a atmosfera fica mais rarefeita, as espécies de plantas sofrem mais e a vida vegetal é menos viçosa. Por outro lado, as condições climáticas (fenômeno interno da atmosfera) são de fundamental importância para a vida vegetal – em áreas muito frias e secas a vegetação pode até não existir. 4. A vida vegetal (aliás, toda forma de vida) não é um fenômeno isolado, pois ela provém de domínios naturais que combinam a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera. Desse modo, a vida depende das condições dessa combinação para proliferar com mais eficiência ou não. Leitura e análise de Texto e Esquema
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1. A vida vegetal é evidentemente um fenômeno complexo. Não se manifesta por si só e também não depende de um único fator. Na verdade, trata-se do resultado biológico GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
de uma interação complexa de um conjunto de fatores e condições vinculadas aos domínios naturais: litosfera (os tipos de relevo); hidrosfera (as diversas formas de presença da água); atmosfera (as condições climáticas). Dependendo dessas condições, a vida vegetal é mais pujante ou não.
2. a) Domínio natural é a combinação das esferas inorgânicas (sem vida) da natureza: litosfera, hidrosfera e atmosfera. Podemos também chamar domínios abióticos (sem vida). b) Biosfera é a “soma” dos domínios naturais (abióticos), na verdade uma combinação deles, mais a vida que nasce da formação de solos, uma espécie de transição das realidades abióticas para o ambiente biótico: a biosfera. 3. a) O solo resulta da degradação da litosfera (das rochas que se desagregam), algo que acontece devido à ação do clima (atmosfera) e das águas (hidrosfera). É nessa fina camada degradada da litosfera que prospera a vida, logo o solo é o elo entre os domínios abióticos e a biosfera. b) A frase que afirma que o solo é a transição do abiótico para o mundo da vida faz todo o sentido, pois ele tem origem no mundo inorgânico e permite (é a base para) o surgimento do mundo orgânico. LIÇÃO DE CASA Página 6
1. A vida é um acontecimento extraordinário da natureza terrestre muito forte e diversificado, que é capaz de ocorrer nas condições mais diferentes, algumas bem difíceis. Por essa razão, pode-se afirmar que praticamente há vida em toda a extensão do planeta, embora sob certas condições ela seja bastante rara (como naqueles lugares onde os domínios inorgânicos são “quase puros”) e em outras se manifeste de forma exuberante e volumosa. 2. Existem, sim. As áreas de relevo de baixa altitude, planas, com temperatura elevada e de muita umidade comportam as condições ideais para a vida se manifestar de modo volumoso. Esse é o caso da Amazônia. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
3. Também existem, sim. Exemplo disso são as áreas de relevo muito irregular, com altas altitudes, temperaturas muito baixas, secas, cujas características tornaram difíceis a proliferação da vida. Nelas a vida vegetal e a animal são raras e somente poucas espécies conseguem se adaptar e sobreviver. 4. Alternativa d. Nessas condições descritas a vida é bastante favorecida, pois muita água e as temperaturas elevadas a beneficiam. 5. Nessas condições pode haver florestas, mesmo com precipitação de neve. Esse é o caso das florestas coníferas na faixa que vai das zonas climáticas temperadas às zonas frias. No entanto, tais florestas têm poucas espécies de árvores, que são as que se adaptaram a essa situação. Por isso a denominação “florestas homogêneas”. 6. Alternativa c. Sob essas condições descritas, não só a vida é favorecida, como o é para várias espécies, o que resulta em muita biodiversidade (diversidade biológica) e possibilita a formação de florestas heterogêneas. Leitura e Análise de Imagem e Quadro
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1. Aguarde para breve. 2. a) O elemento-chave é o estrato, que é um conceito que se constrói com base na classificação dos tipos de plantas: árvores, arbustos e gramíneas. Segundo essa ideia, as formações vegetais podem ser classificadas com um critério que faz sentido e é facilmente observável em todas as circunstâncias em que a vida vegetal floresce. b) Florestas: formações vegetais nas quais o estrato arbóreo é o dominante. Savanas: formações vegetais nas quais o estrato arbustivo é dominante, mas que possui áreas e condições em que os estratos diferentes não têm um domínio claro. Estepes: formações vegetais nas quais o estrato dominante é o herbáceo. 3. a) Há um padrão, sim; na verdade há uma lógica natural. Nas altas altitudes as formações vegetais sofrem e nas baixas altitudes eles vicejam. O fator altitude é importante e pertence a uma rede complexa de condições: nas baixas altitudes as condições climáticas são mais úmidas com temperaturas mais elevadas. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
b) O porte das formações vegetais diminui significativamente. Se estivermos numa zona climática temperada, nas altas altitudes a vida desaparece quase que por completo. c) Acima dos 3 000 metros nas zonas temperadas a vida desaparece sob o peso das geleiras; nas zonas tropicais ainda podem aparecer algumas estepes, mas à medida que as altitudes aumentam a vida vegetal vai diminuindo e termina por não se ocorrer mais. d) Sempre que as altitudes aumentam as temperaturas caem. É até possível saber em que proporção elas caem: 0,6º C a cada 100 metros. Assim, com cálculos simples é possível saber as diferenças de temperatura entre uma base de montanha e seu topo. e) Se a temperatura está a 30º C no nível zero de altitude, será de 12º C a 3 000 metros de altitude. Caiu 0,6º C a cada 100 metros.
LIÇÃO DE CASA Página 10
Fazer o glossário seguindo esse exemplo:
• Estrato: ideia conceitual que funciona como critério para classificar as formações vegetais. Os estratos têm como base os tipos de plantas. • Savana: formação vegetal em geral com domínio do estrato arbustivo, mas não em todas as situações. • Floresta: formação vegetal em que o estrato arbóreo exerce o domínio. • Herbáceo: estrato composto de gramíneas e ervas, plantas formadas somente de folhas. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
A DISTRIBUIÇÃO DAS FORMAÇÕES VEGETAIS: A QUESTÃO DA BIODIVERSIDADE

Para começo de conversa
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1. Sem dúvida o que mais influencia é o clima. Os fenômenos climáticos são os responsáveis pela distribuição desigual de umidade e temperaturas. Em altitudes diferentes a vida se manifesta de modo diverso em razão das condições climáticas, que também mudam. 2. Nas altitudes mais elevadas as condições climáticas se caracterizam pela baixa umidade e por temperaturas também baixas; esse cenário é ruim para a manifestação de formações vegetais vigorosas, em especial as florestas. 3. Nas diferentes latitudes do planeta Terra podemos encontrar (nessa escala planetária) as denominadas zonas climáticas. À medida que nos aproximamos das regiões polares, as condições climáticas vão se assemelhando àquelas das altitudes elevadas. A lógica da distribuição vegetal segue, nesse caso, portanto, a mesma lógica da distribuição em altitude. 4. As formações florestais, embora tenham no arbóreo seu estrato dominante, possui os outros dois estratos também: o arbustivo e o herbáceo. Isso favorece a variedade de espécies (a diversidade biológica). 5. Nas savanas pode-se notar a ocorrência dos três estratos, mas sem o domínio claro de nenhum deles. Isso também favorece a diversidade de espécies, e por essa razão hoje as savanas são bastante valorizadas em virtude dessa condição. 6. Nas tundras e estepes a diversidade biológica é baixa, o que decorre da não existência de outros estratos. 7. Por princípio, os biomas de maior diversidade são aqueles que possuem os três estratos e que estão em áreas propicias à adaptação de um maior número de espécies, algo que muita umidade e temperaturas elevadas ajudam a explicar. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
PESQUISA EM GRUPO
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a) Somente encaminhamento b)
Localidades megadiversas Local/Região Colômbia Continente América do Sul Hemisfério Hemisfério Sul Latitude (intervalo) Entre 0o e 20º (faixa Indonésia Ásia (Sudeste Hemisférios Sul-intertropical) Entre 0o e 20º (faixa Asiático) Norte (parte) intertropical)
c) Que uma boa parte deles está localizada na zona intertropical; eles são arquipélagos ou têm grande extensão territorial; possuem diversos ambientes que se diferenciam por altitude, como a Colômbia...
d) Se a relação fundamental que se estabelece na distribuição da vegetação ocorre segundo as condições climáticas, as mudanças climáticas que estariam sendo provocadas pelo aquecimento global terminariam por interferir nessa distribuição. Por exemplo: áreas que passam parte do ano congeladas e que somente no verão dão espaço para o surgimento de uma tundra (vegetação herbácea de pequeno porte), com
o aquecimento poderão ser palco do crescimento em extensão de outras formações vegetais. Leitura e Análise de Texto
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1. Denominamos glaciação períodos na história do planeta (na escala de tempo da natureza) em que a Terra ficou mais fria. A razão das alterações está na menor disponibilidade de energia solar nesses períodos e a diminuição deve-se, entre outros motivos, às diferentes inclinações do eixo da Terra em relação ao Sol. Tal glaciação GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
ocorreu 12 mil anos atrás e, portanto, há muito pouco tempo uma dessas situações interferiu no volume da radiação solar em nosso planeta: a Terra esfriou. Depois disso, voltou a se aquecer, quer dizer, viveu-se um período de aquecimento global, por conta da dinâmica da natureza.
2. Item 1 do texto (ampliação da análise) – Se o clima era diferente (mais frio) no auge da glaciação Würm-Wisconsin, a distribuição da vegetação era outra. Então, áreas muito quentes e de baixa umidade (desertos quentes) ficaram um pouco mais frias e com alguma umidade e puderam abrigar formações vegetais. A glaciação mudou as condições de distribuição de calor e umidade, favorecendo algumas regiões e prejudicando outras. Item 2 do texto (ampliação da análise) – Houve um esfriamento da Terra com a glaciação. As zonas polares cresceram, as zonas temperadas também, e as zonas intertropicais encolheram (a Terra permanecia com o mesmo tamanho). Uma área como São Paulo, situada nos limites da zona tropical, ficou com um clima temperado e isso fez com que formas de vegetação mais adaptadas a ambientes mais secos e um pouco mais frios ganhassem espaço com a diminuição das florestas. Item 3 do texto (ampliação da análise) – As florestas reduziram-se, com o esfriamento da Terra, às zonas equatoriais. Por isso, alguns pesquisadores se referem a refúgios. As florestas se refugiaram nas poucas áreas onde ainda havia índices elevados de temperatura e umidade. É muito interessante tentar visualizar como ficou a distribuição da vegetação nesse período, cerca de 12 mil, 10 mil anos atrás. Item 4 do texto (ampliação da análise) – Várias espécies, que rapidamente se viram habitando áreas frias que antes eram quentes, não puderam resistir a essas alterações climáticas e, por isso, desapareceram. Com o retorno da tropicalidade (devido a um novo aquecimento), elas não mais cresceram, pois nem sementes haviam sobrevivido. Esse período de esfriamento da Terra significou, portanto, uma perda de diversidade biológica que não mais se repôs, por alguns motivos: não houve tempo para isso (para o surgimento de novas espécies em quantidade); as formações que substituíram as florestas durante as temperaturas mais frias da glaciação, com a volta do aquecimento, ficaram mais vigorosas ainda; nesse período de glaciação a espécie GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
humana cresceu e aumentou seu domínio sobre o planeta e veio a se transformar em um importante elemento de remoção da biodiversidade do planeta.
3. O aumento do frio no planeta levou à diminuição da tropicalidade. Então, como a tropicalidade ocorre em virtude do nível de umidade e do nível das temperaturas (elevadas nos dois casos), ela é um “paraíso” para a multiplicação de espécies. Logo, perder a tropicalidade é diminuir o tamanho desse paraíso e o número das espécies, pois fora (“fora do paraíso”) dessas condições nem todas elas conseguem sobreviver. 4. A Terra voltou a aquecer com o aumento dos estoques de energia solar diária que incide sobre o planeta e novas alterações na biosfera se deram, como o retorno da tropicalidade para áreas das quais ela havia sido expulsa. Isso quer dizer que aqueles ambientes propícios para a proliferação de novas espécies voltaram a ser significativos em termos de extensão, só que esse “trabalho” de “produção” de novas espécies teve que se reiniciar. 5. Pode-se fazer uma comparação com o que ocorreu na fase de aquecimento global com a retomada da tropicalidade após o período da glaciação há 12 mil anos com o aquecimento global que estaríamos vivendo agora. Sabemos que no passado isso permitiu que houvesse uma retomada da tropicalidade para o ponto em que ela está agora e, com mais um incremento no aquecimento, a tropicalidade poderia avançar mais ainda para zonas temperadas, mas também o excesso de calor poderia elevar o nível dos oceanos, diminuir as áreas continentais, ampliar a extensão de desertos quentes e secos etc. Estamos, no momento, sob um nível intenso de especulações sobre o que poderia resultar desse aquecimento global atual. 6. Sim, pode-se afirmar, afinal houve perda de tropicalidade, isto é, das condições ambientais mais propícias para a multiplicação da vida e do número de espécies. 7. Não se recompôs por dois motivos: primeiro, não havia sobrado sequer sementes e, segundo, as espécies que se adaptaram às condições mais frias da glaciação não deixaram o terreno que ocupavam com o retorno da tropicalidade, mas, ao contrário, ficaram mais fortes (mais competitivas) com a maior disponibilidade de água. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
Leitura e Análise de Mapa
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1. Trata-se de um mapa qualitativo, pois ele distingue dois fenômenos: desertificação e desflorestamento, e é também um mapa ordenado, porque no interior desses dois fenômenos ele cria uma ordem de moderado para elevado. 2. Os índices estão ordenados de moderados a elevados, por meio das tonalidades das cores verde e alaranjado (escolhidas para representar desflorestamento e desertificação, respectivamente). 3. O uso da cor verde é polêmico, afinal, por costume, um dos significados espontâneos que se atribuem ao verde é o de representar vegetação. Logo, usar o verde-escuro para mostrar as áreas onde há mais remoção de floresta é discutível. 4. Aguarde para breve. 5. A desertificação é o avanço de ambientes em que a vida se torna muito difícil em razão principalmente da perda da umidade (isso pode se dar em condições de temperaturas muito frias ou então muito quentes). Tal avanço é em geral provocado por causas naturais, mas atualmente quem contribui para isso é o ser humano, que está acelerando esse processo em determinadas áreas. 6. De certo modo é. Afinal, trata-se de uma área semiárida (baixo teor de umidade e muito quente) que é excessivamente povoada para as suas condições. Há uma sobrecarga de ocupação num ambiente frágil que pode desequilibrar-se e tornar-se desértico. PESQUISA EM GRUPO
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Seguindo o roteiro de análise do mapa:
• Trata-se de um mapa atual, logo o desflorestamento é mais grave em áreas em que ainda existem florestas. O mapa trabalha com dados relativos e, nas áreas de grandes florestas, como na Amazônia, mesmo que haja grande desflorestamento em termos relativos isso não significa tanto, diferentemente do que ocorre nas áreas em que as florestas não são tão vastas, a exemplo dos casos assinalados na Europa, na costa GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
ocidental da África ou na costa oriental da China. Por outro lado, a desertificação é grave nas proximidades das zonas onde as condições climáticas já são difíceis e já há deserto, como se pode observar ao sul do Saara.
• Há desflorestamento tanto nas zonas temperadas quanto nas tropicais, mas perde-se mais biodiversidade quando o desmatamento ocorre em zonas tropicais, uma vez que as florestas de ambos os domínios são distintas. • As florestas temperadas encontram-se na Europa do Leste, especialmente, nos EUA (América do Norte) e na China. As tropicais estão principalmente no Brasil (no norte da América do Sul) e na América Central. • As zonas de desflorestamento mais acelerado são de fato áreas bastante povoadas, mas isso não é condição necessária para o desflorestamento que pode dar-se sem um povoamento que o justifique. Esse é o caso a que estamos assistindo na Amazônia, onde o desmatamento está associado à venda da madeira, por exemplo. • O desmatamento da Amazônia aparece como moderado em razão da imensidão da floresta. Desmata-se muito, mas em virtude da sua escala geográfica isso ainda não pesa tanto, mas passará a pesar se o ritmo atual se mantiver. Por isso, a necessidade de combater o desflorestamento. • A princípio trata-se de uma região que apresenta dificuldades naturais para a manifestação da vida vegetal, uma área identificada como um ambiente frágil. Nesse caso, a desertificação possivelmente se dá em decorrência de motivos naturais, mas nas áreas povoadas e utilizadas pelos grupos humanos esse processo pode se acelerar e, então, pode-se referir à desertificação provocada também pela ação humana. • Há, sim, e isso é nítido na região do Nordeste brasileiro. Nessa a área a parte oriental (no litoral e um pouco mais para o interior) sofre intenso desmatamento – tanto da Mata Atlântica quanto das matas mais interiores, até chegar à borda da Caatinga, que é uma savana, o que certamente repercute no Semiárido, domínio das caatingas. Na verdade, certo modelo de descuido com as condições da biosfera caracteriza essa região, como de resto o país todo. • Levando-se em conta a escala planetária, o mapa nos apresenta uma situação grave. São várias e extensas as zonas críticas que atingem a maioria das terras emersas, dado que as áreas assinaladas como as de pouca degradação são justamente aquelas GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
nas quais a densidade demográfica é sempre baixa (caso do Canadá, do interior norte da Rússia, da região do Deserto do Saara).
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
AS VARIAÇÕES DE ESCALA GEOGRÁFICA DOS IMPACTOS AMBIENTAIS

Para começo de conversa
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1. O sistema produtivo do ser humano é ao mesmo tempo um sistema predador, devido ao fato de que, após o uso de recursos naturais (matérias-primas, solo, água, vegetação etc.), as condições originais dos ambientes naturais não são repostas. A essa diferença entre as condições originais e o quadro que ficou após a presença e a produção humana chamamos de “impacto ambiental”. 2. Uma ação humana, como o desmatamento de uma grande floresta ou, então, a poluição de um rio, gera impacto ambiental para além da área onde foi realizada a intervenção. A escala geográfica dos impactos não é a mesma da ação. Por exemplo: a emissão de CO2 na atmosfera feita num país pode afetar o clima do planeta inteiro. 3. Os eventos catastróficos naturais também podem ter seus impactos ampliados para além dos pontos onde ocorrem. Esse é o caso de uma erupção vulcânica, cujos efeitos podem chegar à escala continental, ou mesmo planetária (emissão de CO2, de outros gases e vapor d’água na atmosfera). Mas, em geral, as catástrofes naturais não têm um alcance escalar muito amplo. 4. Um terremoto pode “impactar” uma vasta região no entorno do seu epicentro. Por exemplo, nalguma medida pode-se sentir no Brasil um terremoto que ocorre na Cordilheira dos Andes. No entanto, esses impactos vão se enfraquecendo à medida que aumenta a distância do epicentro. O furacão, por sua vez, é um fenômeno móvel e, portanto, sua área de impacto pode ser muito grande. Por outro lado, as tempestades que ele provoca podem produzir enchentes nas terras emersas em áreas por onde o furacão não passou. Do mesmo modo que os terremotos, os furacões diminuem seus impactos conforme aumenta a distância. No caso de uma erupção de vulcão, seus impactos mais importantes ficam circunscritos a uma escala regional, mas, dependendo do volume de material expelido (e do modo como foi expelido), ele pode gerar impactos no sistema atmosférico global. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
5. Via de regra, terremotos, vulcanismo e furacões não ocorrem no Brasil (terremotos, sim, embora poucos e de baixo impacto), mas acontecem no oeste da América do Sul com grande intensidade (terremotos e vulcanismo) e isso pode causar alguns impactos no Brasil, embora leves, o que mostra como esses eventos não geram impactos de escala geográfica muito ampla. Leitura e Análise de Quadro
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1. Um terremoto que ocorre no Peru será notado em São Paulo, mas apenas por medições em aparelhos. Dificilmente será notado pela população, pois os seus impactos perceptíveis não chegam a tão longe. 2. As erupções vulcânicas, porque estas podem despejar material na atmosfera, que é um sistema em grande movimento e pode espalhar esses materiais e produzir alterações climáticas em áreas muito distantes. 3. É certo, sim. Para nós, embora tenhamos por aqui pequenos e raros terremotos, os eventos catastróficos citados são sempre fenômenos de outras zonas distantes do território brasileiro. Eles são de fato externos. 4. As ações de um grupo social, de uma sociedade, em especial as maiores e mais poderosas, têm força, sim, para atingir a escala mundial. É só observar como o poder financeiro dos EUA interfere na economia de todos os países do planeta. Esse é apenas um exemplo entre muitos outros possíveis. 5. Não necessariamente, porque determinadas sociedades possuem forças distintas. Os países denominados, segundo certo ponto de vista, potências são justamente aqueles que têm maior capacidade de fazer suas ações e interesses repercutirem em escala mundial. Outros países, de menor poder econômico, no entanto, já não possuem tanta força. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
6. Comparando a escala geográfica das ações humanas
Agrupamentos humanos Escala Transformações no espaço Grupo indígena Local Pequenas
Regional e Global
Muitas, com a construção de novos espaços
Sociedade moderna
7. Sem dúvida as ações com origem na sociedade estadunidense chegam ao Brasil. Suas indústrias e bens estão por aqui em grande quantidade; e sua “indústria cultural” também, por intermédio do cinema, dos programas de televisão. Para alguns segmentos sociais no Brasil fica difícil, até mesmo, separar onde termina a cultura americana e onde começa a nossa. PESQUISA INDIVIDUAL
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A ideia aqui é refletir sobre as Situações de Aprendizagem, acrescentar mais informações, por meio de pesquisas breves (os estudantes podem utilizar os livros didáticos a que tiverem acesso), e, na sequência, produzir um texto que deve organizar-se em torno destas questões propostas: integração dos impactos das ações humanas com fenômenos naturais; e o papel do clima como amplificador escalar dos impactos de eventos catastróficos em outras esferas.
Um modelo de texto pode abordar a grande emissão de CO2 na atmosfera, promovida pelo ser humano, que tem seus efeitos amplificados pelo sistema atmosférico (dinâmica climática), e, por meio desse exemplo, podemos enxergar: 1. A integração de fenômenos humanos e seus impactos com sistemas naturais que vão modificar tais impactos; 2. Ampliação dos impactos promovida pelo sistema atmosférico. Outros casos podem ser lembrados: o desmatamento feito pelo ser humano que também causa
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
impacto nas condições climáticas; a emissão de material nocivo na atmosfera que é feita num determinado ponto e pode atingir a vida em lugares distantes etc.
Leitura e Análise de Texto
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1. O sistema atmosférico é um amplificador da escala geográfica dos impactos de certos eventos naturais e humanos por tratar-se de um sistema móvel capaz de transportar material gasoso e particulado de uma localidade para outras bastante distantes. 2. Não possuem, não. São fenômenos de ordem e qualidade diferentes, e obedecem a outras lógicas. Assim, existem ações humanas que chegam facilmente à escala mundial, o que é raro para eventos naturais. Outro aspecto interessante: o ser humano foi mudando a escala de suas ações, ao passo que os eventos naturais mantêm sua escala (a natureza não muda). Leitura e Análise de Mapa
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1. Esse é um mapa quantitativo e ordenado. Mostra quantidades e ordena um processo específico – do mais intenso para o menos intenso. 2. O recurso visual utilizado para ordenar o fenômeno do consumo de energia foi uma gradação das tonalidades do laranja (do laranja-escuro até um laranja-amarelo). Nos pontos em que o laranja tiver mais pigmentação, estiver mais escuro, é porque é mais intenso o fenômeno e, para um tipo de fenômeno, uma cor (uma gradação de tonalidades). 3. Com círculos proporcionais ao tamanho do consumo. Essa é a dimensão quantitativa do mapa. Quanto maior o círculo sobre o país, maior o consumo de energia. Em cartografia, trata-se da variável visual-tamanho. 4. É correto, sim. O Brasil tem um consumo absoluto superior a vários dos países europeus, em razão de seu tamanho e do tamanho da população, mas em termos relativos a realidade é outra. É só verificar a dimensão ordenada do mapa para ver que praticamente todos os países europeus consomem mais energia por pessoa do GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
que o mesmo índice para o Brasil. Chama atenção o caso dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia), que têm um consumo per capita e absoluto elevado de energia. São países de zonas frias e a falta de energia calorífera tem que ser compensada com o engenho humano.
5. Pelos dados do mapa, espera-se que os alunos percebam que, em termos absolutos impressiona o consumo dos EUA, que é superior ao da China, um país que tem uma população mais de quatro vezes maior. Vários países europeus, bem pequenos, com populações que não chegam aos 100 milhões, quase se equiparam ao consumo da Índia, que tem mais de 1 bilhão de habitantes. Em termos relativos, além dos já citados países nórdicos, também os EUA, o Canadá e a Austrália se destacam como áreas grandes consumidoras de energia por pessoa. Desafio!
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A atividade propõe que os grupos analisem os diversos materiais e as reflexões das Situações de Aprendizagem. A reflexão é comparativa. O mapa mostra o consumo de energia. Esse consumo pressupõe geração de energia e sabemos que, nesse caso, as fontes mais utilizadas são as fósseis (petróleo, carvão). Quem consome muito obriga a muita geração e termina por ser responsável por elevadas emissões de CO2. Existe essa relação e ela é bem direta: os EUA são o maior consumidor de energia em termos absolutos e em termos relativos, tornando-os os maiores emissores de CO2 no sistema atmosférico. Ao se fazer uma comparação com as emissões naturais, algo já chama atenção: as emissões de materiais particulados e de CO2 em razão de uma erupção vulcânica são eventuais, embora em bastante quantidade. Enquanto isso, a emissão por parte do ser humano é constante. O mapa mostra o ano de 2004 e, anteriormente, a emissão era menor, em termos (os avanços tecnológicos, mesmo com o aumento da produção e do consumo de energéticos fósseis, diminuíram relativamente as emissões). Agora, ela tende a crescer, por um lado, e pelo lado dos avanços tecnológicos deve ser relativamente mais baixa. Então, é bem diferente o caso das emissões naturais, que são repentinas e logo se interrompem. Porém, essas emissões eventuais da natureza ocorrem numa escala de tempo muito mais ampla, pois são constituidoras da própria “forma
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
atual” da atmosfera. A intenção, nesse desafio, é realmente de fazer o estudante ficar comparando e percebendo as diferenças de ritmo, de tempo e de volume das emissões humanas e da natureza. Isso é bom para mostrar a diferença entre a natureza e a ação do humano.
LIÇÃO DE CASA Página 30
Na proposta deste texto organizou-se o tema em forma de dois esquemas que procuram sintetizar as lógicas que percorrem a natureza e a ação do humano nos sistemas naturais, que foram reproduzidas nas Situações de Aprendizagem.
O modo como os esquemas estão construídos podem funcionar como um plano de redação, o que é necessário preservar, tendo em vista a importância de manter as ideias organizadas. Assim, o primeiro propósito é fazer o estudante compreender que consumir energia é indispensável, mas que isso resulta em impactos ambientais e que esses impactos podem ser medidos segundo suas escalas geográficas de abrangência e segundo suas chances de serem amplificados pelo sistema atmosférico (condições climáticas). O segundo esquema trata-se de apenas uma variação do primeiro, com a atenção voltada para as escalas (nos impactos), mas propondo-se uma abertura da discussão sobre o tema do aquecimento global. Nesse momento o importante é o aluno estabelecer as relações. Se ele acertar, melhor, mas não há grandes problemas se errar. O grave mesmo é não perceber nem conseguir fazer relações de qualquer tipo.
Leitura e Análise de Texto
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1. Os fenômenos climáticos resultam de múltiplas interações. Pode-se dizer que eles pertencem a um sistema aberto: o sistema atmosférico que recebe um grau elevado de influências, e que, portanto, é suscetível a variadas influências em diversas escalas. As influências podem vir do relevo, do nível de radiação solar, da ação humana etc. Tudo isso justifica afirmar que eles são fenômenos complexos. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
2. Há controvérsia, sim, embora essa tese seja tão repetida que parece não restar dúvidas, mas restam, seguramente. Um dos motivos é que não se sabe bem se a escala de intervenção humana no sistema atmosférico seria suficiente para promover mudanças do quilate que se apregoa. Se as medições atuais estão no quadro “normal” de variações climáticas ou se trata realmente de outro evento (a ação humana). Por outro lado, os especialistas não estão de acordo e há muitos fatores de ordem não científica interferindo nas discussões. De todo modo, o indiscutível é que é necessário verificar a hipótese do aquecimento global e saber também o quanto o ser humano e suas emissões estariam implicados nessa questão. 3. O nível de emissão de CO2 tem-se elevado muito (e o ser humano teria responsabilidade nisso) e, com isso, o sistema atmosférico estaria retendo mais calor da radiação solar, o que provocaria a elevação das temperaturas, até mesmo em áreas como as regiões polares. Em decorrência disso o derretimento de geleiras e a elevação do nível dos oceanos, o que poderá resultar em inundações de áreas litorâneas e um conjunto de outros desdobramentos. Enfim qualquer relato que consiga relacionar a hipótese do aquecimento às suas consequências será valioso. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
A DEFESA DE PONTOS SENSÍVEIS DO MEIO AMBIENTE: OS TRATADOS SOBRE O CLIMA E A BIODIVERSIDADE

Para começo de conversa
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1. As questões ambientais não são tratadas como assuntos internos dos países, ao contrário, são consideradas temas de interesse internacional. Isso porque a falta de cuidados com o ambiente em um país afeta outras escalas. Por exemplo: a emissão de CO2 de um país afeta o sistema atmosférico como um todo e prejudica a esfera internacional. 2. Sim, há vários protestos contra os países amazônicos, por estes permitirem seu desmatamento acelerado. Esses protestos se justificam, pois o desmatamento da floresta trará prejuízos a todos e não só aos países ditos amazônicos. 3. O governo brasileiro pode reagir negativamente, mas sente-se obrigado a explicar-se, visto que a mera reação negativa pode implicar prejuízos maiores, pois financiamentos internacionais e relações comerciais podem sofrer retaliações. Leitura e Análise de Texto
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1. O desmatamento não se coaduna com a Convenção sobre Diversidade Biológica, que é um tratado internacional assinado pelo Brasil, em 1992, no Rio de Janeiro. O tratado foi transformado em lei brasileira, a qual enquadra várias situações de desmatamento que ocorrem no Brasil como ilegais e, caso tais situações estiverem sendo negligenciadas pelo governo brasileiro, ele próprio estaria desrespeitando uma lei tão importante. 2. Alternativa b. Há avanços na produção de tratados internacionais, o que faz da questão ambiental algo que está sob o compromisso de uma esfera internacional, o que é sem dúvida um avanço. GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
PESQUISA EM GRUPO
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Pesquisa 1
A proposta dessa pesquisa aborda alguns exemplos de institucionalização (uma solidificação em prol da questão ambiental) da defesa do meio ambiente. Em especial, neste caso, aquelas ligadas a um dos temas mais importantes na questão ambiental global: a diversidade biológica. Ainda mais, conferências ocorreram, acordos e tratados foram assinados, e criaram-se entidades . Em decorrência de tudo isso, é preciso dessa cultura para saber quais os atores envolvidos na questão ambiental e também é importante distinguir as instituições cuja ação se dá na escala nacional e/ou regional daquelas que se organizaram para atuar na escala global; além disso, é necessário mostrar as diferenças entre as instituições (e os tratados e acordos) segundo as funções e os temas de que tratam. Somando-se as pesquisas realizadas pelos diversos grupos, pode-se chegar a um bom painel desse quadro, agora global, de defesa do meio ambiente.
Pesquisa 2
Do mesmo modo que a pesquisa proposta anteriormente, é importante conhecer como está se dando a organização na esfera internacional do combate às mudanças climáticas, que derivariam do aquecimento global (este por sua vez ocorreria em razão principalmente do aumento do nível de emissão de CO2 provocado pelo ser humano). A ideia é pesquisar tudo o que se fez nesse campo até chegar ao Protocolo de Quioto. Cada grupo pode se encarregar de um encontro internacional, de uma instituição, e assim por diante. Atualmente existe material farto a respeito, até mesmo nos livros didáticos e nos atlas a que os estudantes têm acesso. O importante é que as pesquisas organizem as informações e sirvam para identificar os problemas existentes.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4
LIÇÃO DE CASA Página 37
1. É importante estimular os estudantes para que prossigam construindo um glossário (algo que foi sugerido lá na primeira Situação de Aprendizagem). Essa prática tem grande eficiência no processo de construção da aprendizagem. 2. Alternativa e. Na Rio-92, a questão das mudanças climáticas já sensibilizava muita gente e várias instituições. Ela é um marco nessa área de ação em defesa do meio