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terça-feira, 14 de junho de 2011

Resumo Ensino Médio
REGIÃO SUDESTE.





- B R A S I L -


Região Sudeste
Espírito Santo - Minas Gerais
Rio de Janeiro - São Paulo -
Área total: 927.286 km²
População (2000): 72.297.351 habitantes
Densidade demográfica (2000): 77,96 hab/km²


Maiores cidades (Habitantes/2000): São Paulo (10.405.867); Rio de Janeiro (5.851.914); Belo Horizonte (2.232.747); Guarulhos-SP (1.071.268); Campinas-SP (968.172); Nova Iguaçú-RJ (915.366); São Gonçalo-RJ (889.828); Duque de Caxias-RJ (770.865); São Bernardo do Campo-SP (701.289); Osasco (650.993); Santo André-SP (648.443); São José dos Campos-SP(538.909); Contagem-MG (537.806); Ribeirão Preto-SP (505.053); Uberlândia-MG (500.488); Sorocaba-SP (494.649); Niterói-RJ (458.465); Juiz de Fora-MG (456.432). Vitória, capital do Espírito Santo, possui 291.941habitantes (961.682 habitantes na área metropolitana que engloba Vila Velha e Cariacica).
Região Sudeste do Brasil é uma das regiões definidas pelo IBGE, composta pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Para se fazer essa divisão foram usados critérios como semelhanças naturais, tais como relevo, clima, vegetação e solo, bem como afinidades socioculturais.

O povoamento do Sudeste brasileiro começou em 1532, com a fundação da vila de São Vicente pelos jesuítas portugueses. A partir do século XVII, na região de São Paulo, iniciou-se o fenômeno das bandeiras, que eram expedições pelo interior do Brasil à procura de novas riquezas e de indígenas para serem escravizados. No final do século, os bandeirantes paulistas encontraram pedras preciosas na região de Minas Gerais, dando início ao ciclo do ouro.
Com a mineração, as atenções da Coroa Portuguesa se voltaram para a Região Sudeste, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar no Nordeste estavam em plena decadência. Ocorreu um grande movimento de pessoas para a região das Minas, e a capital da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763. No final do século XVIII a exploração do ouro entrou em decadência.

Em 1808, fugindo da invasão napoleônica, a Família Real Portuguesa se instalou no Rio de Janeiro. A época foi marcada por diversas mudanças econômicas na Região, com a abertura dos portos para as nações amigas no mesmo ano e a elevação do Brasil à Reino Unido de Portugal e Algarve em 1816. Com a Independência do Brasil em 1822, a Região Sudeste tornou-se o centro financeiro do País. Apoiado pela elite rural do Sudeste, D. Pedro I tornou-se o primeiro Imperador do Brasil, abdicando o trono à favor de seu filho, D. Pedro II em 1830 que, após um conturbado período regencial, assumiu o trono em 1841.

Mariana, cidade histórica do século XVIIIA partir da década de 1840, as plantações de café se espalharam por toda a região, principalmente no Oeste Paulista, tornando-se a base da economia brasileira. Usou-se, inicialmente, do trabalho escravo mas, com a abolição da escravatura em 1888, a falta de mão-de-obra foi preenchida com a vinda de uma grande massa de imigrantes europeus, principalmente italianos. Em 1889 a Monarquia é derrubada e é proclamada a República, dando início à Política do Café-com-Leite, em que as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais se revesavam no poder.


década de 1920, com a quebra da bolsa de Nova Iorque, o preço do café despencou no mercado internacional. O presidente Getúlio Vargas iniciou um processo de industrialização em São Paulo que, posteriormente, se espalhou pelos outros estados do Sudeste.


Geografia Relevo

O Sudeste é caracterizado fisicamente pela existência de montanhas antigas e arredondadas pela erosão, os chamados mares de morros, notadamente em Minas Gerais e Rio de Janeiro. No pico destas montanhas, existem cortes inclinados mais altos, que geram formações como a Serra da Mantiqueira, a Serra do Mar e a Serra do Espinhaço. O Sudeste possui a maior média de altitude do país.

Clima
Rio de JaneiroO clima da região tem como prevalência o tropical de altitude, no interior e o tropical oceânico no litoral. No sul de São Paulo e em áreas elevadas, como Campos do Jordão o clima é subtropical. O norte de Minas Gerais possui clima semi-árido e faz parte do Polígono das Secas. Nas áreas mais elevadas do planalto atlântico,ocorre o clima tropical de altitude,que tem temperaturas mais baixas que as demais áreas.


Vegetação
A vegetação predominante é a Mata Atlântica, mas novamente há exceções como a Mata de Araucária no sul de São Paulo e nas regiões serranas, e a Caatinga no norte de Minas Gerais.
O norte de Minas Gerais possui características do Nordeste, fazendo parte da bacia do Rio São Francisco e era território do Estado de Pernambuco até o inicio do século XIX.

interior de São Paulo, notadamente a região entre o Rio Tietê e o Paranapanema (região de Bauru, Marília, Itapeva, Presidente Prudente) é região de transição entre o Sudeste e o Sul, possuindo características destas duas regiões.
Hoje em dia restam pequenos trechos da Mata Atlântica porque a maioria da mata foi substituida por áreas urbanas,pastagens e plantações. No litoral,nas partes mais alagadas encontramos os manguezais.

Hidrografia
A região apresenta vários rios importantes, como o Rio Tietê, Rio Paraíba do Sul, Rio Paraná, Rio Piracicaba, Rio Doce.
A região também apresenta a nascente do rio São Francisco, na Serra da Canastra em Minas Gerais.

Os rios da região são utilizados para navegação, mas principalmente para a produção de energia elétrica através de usinas hidrelétricas. Nessa região está localizada Furnas.


Demografia

A região sudeste é a mais populosa do país, apresentando, segundo o IBGE, no ano de 2005, pouco mais de 78 milhões de habitantes, equivalendo a quase 42% da população brasileira (população maior que países como Itália e Espanha). A região apresenta, também, os três estados mais populosos (São Paulo, com 40 milhões de habitantes; Minas Gerais, com 19 milhões de habitantes e Rio de Janeiro, com 15 milhões) e as duas maiores cidades do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro). A maior concentração populacional encontra-se no eixo Rio-São Paulo, onde estão localizadas as regiões metropolitanas da grande São Paulo, grande Rio de Janeiro e Vale do Paraíba, que equivalem a 23% da população brasileira.



São Paulo é a maior cidade do BrasilA participação política (número de eleitores) da Região Sudeste em 2002 era de 50.696.080 (IBGE/2002), a maior do país. A tabela a seguir mostra quantos eleitores tinham em cada estado da região:

IBGE/2002 Estados Nº de eleitores

São Paulo 25.655.553
Minas Gerais 12.680.584
Rio de Janeiro 10.213.518
Espírito Santo 2.146.425


Grupos étnicos
Assim como em todo o Brasil, ocorreu forte miscigenação entre os indígenas, portugueses e africanos. Os índios que habitavam a Região Sudeste possuíam distintos aspectos culturais, como é o caso dos carijós, conhecidos pelos portugueses por serem pacíficos e abertos à catequese ou os aimoré (ou botocudos), que causaram terror aos colonizadores por atacarem e destruírem vilas inteiras.
Os portugueses chegaram na forma de colonizadores a partir da fundação de São Vicente, em 1532. Com o desenvolvimento da mineração no século XVIII, o número de reinós que chegaram a Região cresceu muito e, com eles, o número de escravos africanos. Vindos sobretudo da Costa da Mina e de Angola e pertencentes ao grupo bantu, os negros representam uma grande porcentagem da população desde os primeiros anos de colonização.
Bairro da Liberdade, em São PauloNo século XIX a imigração européia e asiática passou a ser incentivada. Os alemães começaram a chegar a partir de 1818, os italianos em 1875, os espanhóis em 1880, os sírios, libaneses e japoneses no início do século XX. O Sudeste foi a região brasileira para onde se dirigiu a grande maioria do denso fluxo imigratório que chegou ao Brasil entre o final do século XIX e início do século XX. Italianos e portugueses formaram a maioria dessa massa de imigrantes, pois a escravidão estava abolida e precisava-se de trabalhadores para abraçar as plantações de café e as nascentes indústrias brasileiras.
Cor da pele e origem étnica
A população do Sudeste brasileiro é basicamente uma mistura de europeus, indígenas e negros.

Segundo o IBGE, a população sudestina é majoritariamente de cor branca (64%). Os negros e pardos compõem juntos 35,2% e os amarelos ou indígenas 0,8%.
IBGE 2000 - Sudeste brasileiro Brancos Negros Pardos Amarelos/Indígenas
64% 6,2% 29% 0,8%





Há uma grande população de origem portuguesa, espalhada pelos quatro estados. São descendentes tanto de antigos colonos portugueses, como de imigrantes que chegaram principalmente no início do século XX.

Os negros e mestiços de africanos são bastante numerosos nos quatro estados.

Vista de São PauloNa Região vivem 161,2 mil indígenas[1], espalhados pelos quatro estados.
É notável a comunidade italiana, que chegou entre o final do século XIX e início do século XX. Estão presentes em todo o estado de São Paulo, no Sul de Minas Gerais, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e nas região das serras do Espírito Santo. A Região Sudeste do Brasil abriga a maior concentração de italianos fora da Itália.
Há uma expressiva comunidade de origem suíço-alemã nas serras do Rio de Janeiro e de alemães e pomeranos nas serras do Espírito Santo. Esses imigrantes chegaram em meados do século XIX, e seus descendentes ainda preservam o idioma alemão em certas localidades.
A Região Sudeste abriga uma enorme comunidade de ascendência árabe, principalmente localizada em São Paulo e, em menor medida, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Esses imigrantes chegaram da Síria e do Líbano no início do século XX e passaram a se dedicar ao comércio. São em sua maioria árabes cristãos.
Há uma notável comunidade asiática em São Paulo. São majoritariamente japoneses e seus descendentes, que imigraram em grande número para o Brasil durante o século XX. A Região Sudeste abriga hoje a maior população japonesa fora do Japão.

Teresópolis, nas serras fluminenses


Migrações
A Região Sudeste é o principal destino dos migrantes nacionais e internacionais no Brasil. A maior parte do fluxo vem do Nordeste do Brasil.


Agropecuária
O setor agropecuário apresenta-se muito desenvolvido e extremamente diversificado. A existência de um setor agrícola forte nessa região deve-se à existência de vastos solos férteis (a terra roxa). Embora o café tenha sido a força econômica pioneira da ocupação do estado de São Paulo e de seu grande desenvolvimento econômico, o seu cultivo tem se reduzido cada vez mais (sendo atualmente a principal área produtora a região do sul de Minas) e, atualmente intercala-se com outras culturas ou foi inteiramente substituído.


Plantação de café em São João do Manhuaçu, interior de Minas GeraisDestacam-se, na produção agrícola regional, a cana-de-açúcar, a soja e a laranja. O Sudeste é responsável pela maior parte da produção de cana-de-açúcar do país, concentrada na Baixada Fluminense, na Zona da Mata mineira e no estado de São Paulo (50% do total nacional). Já o cultivo da soja apresenta crescente avanço, pois é largamente utilizada na indústria de óleos e de rações para animais, sendo uma grande parte exportada. Em sua maior parte destinada à industrialização e exportação de suco, a produção de laranjas é realizada pricipalmente no estado de São Paulo, que responde por 80% do total nacional. Também são produtos de destaque na agricultura do Sudeste, o algodão, o milho, o arroz, a mamona e o amendoim, entre outros.

Praias em Guarapari, o turismo é muito importante na região litorânea capixaba

Pecuária
A pecuária também tem grande destaque na região, sendo o rebanho bovino o segundo maior do país. A grande produção de carne bovina (pecuária de corte) e suína permite a instalação e o desenvolvimento de frigoríficos e indústrias de laticínios (pecuária leiteira). A criação de aves (avicultura) e a produção de ovos são as maiores do país (aproximadamente 40% do total nacional), concentrando-se no estado de São Paulo.


Indústria
O Sudeste é a região mais industrializada e desenvolvida do Brasil, com a existência de cinco grandes metrópoles que são: São Paulo capital, Campinas (São Paulo), Santos (São Paulo), Rio de Janeiro capital e Belo Horizonte capital de Minas Gerais e diversos centros regionais expressivos como Ribeirão Preto (São Paulo), Uberlândia (Minas Gerais), Juiz de Fora (Minas Gerais), Campos dos Goytacazes (Rio de Janeiro) e Cachoeiro de Itapemirim (Espírito Santo). Como descritos as cidades, os estados de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro, expressando mais de 50% do PIB brasileiro.


As principais atividades industriais da região são:

Siderurgia e metalurgia: É nessa região que está localizada a primeira indústria do gênero, a CSN, na cidade de Volta Redonda, devido a proximidade com uma grande área mineralífera, o quadrilátero ferrífero, no estado de Minas Gerais. Também está instalada na região a Usiminas, em Ipatinga, e a Companhia Siderúrgica de Tubarão, em Vitória.
Petrolífera: O petróleo é explorado em plataformas continetais localizadas sobretudo na bacia de campos, no Rio de Janeiro (que produz 80% do petróleo consumido no Brasil). O estado do Rio de Janeiro apresenta grande importância na prospecção de petróleo, enquanto que o estado de São Paulo apresenta uma grande importância na atividade de refino, estando localizado nesse estado as principais refinarias do país, dentre elas, a REPLAN (refinaria do planalto), de Paulínia, a maior do país. Além do petróleo, há a extração de gás natural da bacia de Santos e há até alguns anos atrás, havia a extração de betume no vale do Paraíba.

Vista da Praça da Liberdade em Belo HorizonteAlta tecnologia: É nessa região que está localizado o "vale do Silício" brasileiro, constituído pelas cidades de São Paulo, São José dos Campos, São Carlos e Campinas. Essas quatro cidades concentram indústrias de informática, telecomunicações, eletrônica e de outras atividades que envolvam alta tecnologia; além de possuírem importantes centros de pesquisa e importantes universidades, como o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos.

Transportes

Vista da pista da Rodovia dos ImigrantesPor concentrar a metade da população brasileira e as cidades mais industralizadas e bem desenvolvidas do país, a Região Sudeste é a que apresenta a mais alta taxa de urbanização e a melhor infra-estrutura de transportes do Brasil.

Sua rede ferroviária, que se desenvolveu principalmente em função da expansão do café, representa praticamente a metade de todas as estradas de ferro do Brasil. O Sudeste conta ainda com cerca de 35% das rodovias, concentradas prinpalmente no estado de São Paulo. Algumas delas — Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Castelo Branco e outras — são comparáveis às melhores e mais seguras da América do Sul e das Américas. Nos últimos anos, entretanto, o decréscimo dos investimentos governamentais não tem permitido a ampliação da rede rodoferroviária e tem prejudicado a manutenção da já existente.


O bondinho do Pão de Açúcar no Rio de JaneiroO desenvolvimento industrial da região, associando a uma política francamente exportadora do governo federal, funcionou como alavanca da grande expansão portuária do Sudeste, onde Santos e Rio de Janeiro se projetam como os portos de maior movimento do país. A região é bem servida também por modernos e bem equipados aeroportos internacionais e por diversos aeroportos que atendem ao intenso tráfego aéreo doméstico e local. Por outro lado, a navegação fluvial é muito pouco explorada, embora haja trechos navegáveis em rios como o Tietê e o Paraná, para os quais há projetos de criação de uma hidrovia.


Energia

Vista da cidade de SantosPor estar concentrada quase metade da população nacional, além de estar concentrado o maior e mais diversificado parque industrial do país e de concentrar um amplo sistema de transportes, a região necessita de bastante energia. A maior parte da energia consumida na região (assim como acontece no país) é produzida por usinas hidrelétricas, como Furnas, Ilha Solteira, Três Marias, Marimbondo, Jupiá e outras; aproveitando-se do relevo acidentado e da presença de rios caudalosos.

Uma parte pequena da energia produzido na região vem das usinas termonucleares Angra I e Angra II.

Turismo


Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, um dos pontos turísticos mais visitados do MundoUma outra atividade econômica importante na região é o turismo. É nessa região que se localiza vários dos pontos turísticos mais visitados do país. O Rio de Janeiro é mundialmente conhecido por suas belas praias e o carnaval. São Paulo é o centro financeiro do Brasil com diversos centros culturais e de entretenimento. Em Minas Gerais localizam-se as mais importantes cidades históricas do Brasil, como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. O Espírito Santo atrai milhares de turistas todos os anos devido à suas praias.
Cultura

MASP, o Museu de Arte de São Paulo, na Avenida PaulistaNa Região Sudeste não existe uma cultura uniforme, devido à sua grande população e extensão territorial. Os tipos regionais incluem o mineiro, tradicional e reservado, o paulista, trabalhador e apressado, o fluminense, descontraído, o capixaba, comunicativo e o caipira, simples e camponês.

Artes populares incluem as congadas, a festa do Divino Espírito Santo, reisados, cantadores de viola caipira, lundus, sambas etc. A culinária é muito rica, sobretudo pela comida mineira e em pratos como a feijoada.
A maior parte da população professa a fé católica, embora há crescentes aderentes do protestantismo e seguidores do judaísmo, budismo, islamismo, candomblé, umbanda, etc.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

AVALIAÇÃO DO ENSINO MEDIO

TESTE ALUNOS DO ENSINO MEDIO
01)Em 2008 comemorou-se 100 anos da imigração japonesa no Brasil.
Sobre a história da migração japonesa no Brasil, assinale V (Verdadeiro) para as afirmações verdadeiras e F (Falso) paras as afirmações falsas.
( ) Grande parte dos imigrantes japoneses que imigrou para o Brasil, no início do século XX, era formada por camponeses de regiões pobres do Norte e Sul do Japão, que veio trabalhar nas fazendas de café do Oeste do Estado de São Paulo.
( ) O acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês foi feito para suprir as necessidades de ambos os países. No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão passava por um período de grande crescimento populacional.
( ) A maioria dos imigrantes japoneses fixou-se no Estado de São Paulo, nessa região formaram-se bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias de japoneses espalharam-se para outros lugares do Brasil.
( ) Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. A imigração de japoneses para o Brasil foi proibida e vários atos do governo brasileiro prejudicaram os japoneses e seus descendentes.
( ) Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil, número que aumentou com o início da Primeira Guerra Mundial. Hoje, o Brasil é o país com a maior quantidade de japoneses fora do Japão.
02) Sobre as redes geográficas das corporações transnacionais no Brasil e correto afirmar que:
a) Os pontos dessas redes em especial das transnacionais automobilísticas, encontram-se somente no sudeste desenvolvido.
b) As transnacionais estão desmontando suas instalações no pais, como acontece no Rio Grande do Sul a Ford.
c) Atualmente as transnacionais-se instalam no pais com o apoio financeiro (isenções fiscais) de governos regionais, interessados em industrializar seus estados.
d) As transnacionais tem muitas dificuldades de fazer circular equipamentos entre outros pontos de sua rede em outros países, em razão da rigidez das leis brasileiras.
03) Qual e a distancia geografia entre o Brasil e o Japão?
04) O que circula pela internet?
05) Em que ano chegaram os primeiros imigrantes japoneses no Brasil
06). Dos imigrantes que vieram para o Brasil, a maior contribuição populacional populacional foi dada pelos:

a) portugueses e japoneses b) italianos e alemães c) alemães e espanhóis
d) japoneses e espanhóis e) portugueses e italianos

quinta-feira, 9 de junho de 2011

EXERCICIOS DE GEOGRAFIA 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL II

Vegetações Brasileiras
MAPA DO BRASIL









Floresta Amazônica: A Floresta Equatorial Amazônica é densa, latifoliada, higrófila, perene e está dividida em caa-igapó, mata de várzea e caa-etê.
Caatinga: A caatinga, vegetação típica de clima semi-árido, é formada por cactáceas, bromeliáceas e árvores, destacando-se pelo extrativismo de fibras vegetais, como o caroá e a piaçava.
Cerrado: O cerrado constitui uma vegetação arbustiva, com troncos retorcidos e recobertos de casca grossa. É domínio típico do clima tropical semi-úmido do Planalto Central. Os solos são pobres e ácidos, mas, com o método de calagem (adição de calcário ao solo), estão sendo aproveitados.
Mata de Araucárias: A Mata dos Pinhais ou de Araucária é subtropical, homogênea, aciculifoliada, com grande aproveitamento de madeira e erva-mate. A ocupação humana tem sido intensa nesse domínio, restando menos de 20% dessa floresta.
Campos ou Pradarias: O domínio das pradarias apresenta o relevo baixo e ondulado das coxilhas é coberto por vegetação herbácea (campos). A ocupação econômica nesse domínio tem-se efetuado pela pecuária extensiva e pela rizicultura irrigada.
Mata dos Cocais: A Mata dos Cocais ou Babaçuais é uma vegetação de transição no Maranhão, Piauí e norte de Tocantins, destacando-se o aproveitamento do coquinho babaçu.
Mata Atlântica: A Mata Atlântica ou floresta latifoliada tropical úmida de encosta ocupa as escarpas dos planaltos voltadas para o oceano. Essa floresta sofreu grandes devastações devido à agroindústria da cana-de-açúcar e do cacau, da expansão urbana, industrial, agrícola e até da poluição.

Bacias Hidrográficas Brasileiras
Eu fiz várias pesquisas na internet para encontrar mapas e textos sobre o relevo, clima, vegetação e bacias hidrográficas do Brasil. Observem como ficou:

MAPA DO BRASIL - HIDROGRÁFIA BRASILEIRAS







Existem sete bacias hidrográficas no Brasil. Quatro delas destacam-se pela extensão e pela importância de seus rios principais: a Amazônica, a Platina, a do São Francisco e a do Tocantins-Araguaia. As demais (bacias do Nordeste, do Leste, do Sudeste e Sul) são formadas por rios menores, agrupados por sua localização. São as chamadas Bacias Secundárias.
Bacia Amazônica: É a nossa maior bacia hidrográfica. Seu principal rio, o Amazonas que nasce na cordilheira dos Andes, no Peru, entra no território brasileiro, com o nome de Solimões e, após receber as águas do rio Negro, passa a chamar-se Amazonas.
Bacia Platina: Os três principais rios dessa bacia - Paraná, Paraguai e Uruguai - nascem em território brasileiro e drenam terras do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. A bacia Platina, portanto, é constituída de três bacias secundárias.
Bacia do Paraná: É a segunda maior bacia e a de maior aproveitamento hidrelétrico do país. Isso porque, além de atravessar uma área de planalto, banha as mais importantes regiões industriais do Brasil: o Sudeste e o Sul.
Bacia do Paraguai: É a nossa maior bacia genuinamente de planície. Seu rio principal, o Paraguai, nasce no Brasil e atravessa terras paraguaias e argentinas. Suas cheias são responsáveis pela paisagem do Pantanal Mato-Grossense.
Bacia do Uruguai: O rio Uruguai é o menor dos formadores da bacia Platina. Nasce no Brasil e drena terras brasileiras, uruguaias e argentinas. Após 1 400 km de percurso, desemboca no estuário do Prata.
Bacia do Tocantins-Araguaia: Localizada na parte central do país, é a maior bacia inteiramente brasileira. Os dois rios formadores dessa bacia nascem no estado de Goiás. Depois de receber o Araguaia, o Tocantins segue rumo à sua foz no estado do Pará.
Bacia do São Francisco: O rio São Francisco nasce na serra da Canastra, em Minas Gerais. Depois de atravessar terras de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, deságua no oceano Atlântico, na divisa desses dois últimos estados. Atravessa áreas de clima semi-árido (o Polígono das Secas), tornando-se fundamental para as populações que residem ao longo de seu percurso. O rio São Francisco, tipicamente de planalto, tem alto potencial hidrelétrico, com usinas que abastecem cidades, tanto da região Sudeste como da região Nordeste.

O Relevo Brasileiro MAPA







Introdução: O território brasileiro pode ser dividido em grandes unidades e classificado a partir de diversos critérios. Uma das primeiras classificações do relevo brasileiro, identificou oito unidades e foi elaborada na década de 1940 pelo geógrafo Aroldo de Azevedo. No ano de 1958, essa classificação tradicional foi substituída pela tipologia do geógrafo Aziz Ab’Saber, que acrescentou duas novas unidades de relevo. Uma das classificações mais atuais é do ano de 1995, de autoria do geógrafo e pesquisador Jurandyr Ross, que estabelece 28 unidades de relevo, que podem ser divididas em planaltos, planícies e depressões.
Características do relevo brasileiro segundo Jurandyr Ross:
Planalto: É uma superfície irregular com altitude acima de 200m.
Planície: Superfície mais ou menos plana de formação sedimentar.
Depressão: È uma superfície que sofreu processo erosivo e possui altitudes abaixo das áreas ao redor.

Climas Brasileiros MAPA






Clima Subtropical: presente na região sul dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por verões quentes e úmidos e invernos frios e secos. Chove muito nos meses de novembro à março. O índice pluviométrico anual é de, aproximadamente, 2000 mm. As temperaturas médias ficam em torno de 20º C. Recebe influência, principalmente no inverno, das massas de ar frias vindas da Antártida.
Clima Semi-árido: presente, principalmente, no sertão nordestino, caracteriza-se pela baixa umidade e pouquíssima quantidade de chuvas. As temperaturas são altas durante quase todo o ano.
Clima Equatorial: encontra-se na região da Amazônia. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano. Chuvas em grande quantidade, com índice pluviométrico acima de 2500 mm anuais.
Clima Tropical: temperaturas elevadas (média anual por volta de 20°C), presença de umidade e índice de chuvas de médio a elevado.
Clima Tropical de Altitude: ocorre principalmente nas regiões serranas do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Serra da Mantiqueira. As temperatura médias variam de 15 a 21º C. As chuvas de verão são intensas e no inverno sofre a influência das massas de ar frias vindas pela Oceano Atlântico. Pode apresentar geadas no inverno.
Clima Tropical Atlântico (Tropical Úmido): presente, principalmente, nas regiões litorâneas do Sudeste, apresenta grande influência da umidade vinda do Oceano Atlântico. As temperaturas são elevadas no verão (podendo atingir até 40°C) e amenas no inverno (média de 20º C). Em função da umidade trazida pelo oceano, costuma chover muito nestas áreas.


Pontos de Orientação






Questões sobre os Movimentos de Rotação e Translação da Terra





Questão de Fusos Horários envolvendo a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul


domingo, 5 de junho de 2011

RESUMO REGIAO NORTE. 2 ANO ENSINO MEDIO 2 BIMESTRE

RESUMO DAS PRINCIPAIS CARACTERISCAS DA REGIAO NORTE

ENSINO MEDIO 2ª SÉRIE A 01/06/2011
Informações e dados da região Norte do Brasil
- População: 15.865.678 (Censo IBGE 2010)
• Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

• Vegetação: Floresta Amazônica (quase todo território da região norte), vegetação de mangue (litoral do Amapá e Pará) e Cerrado (extremo sul do Amazonas, Pará, Tocantins e Rondônia).
• Clima: prevalece na região o clima equatorial, com temperaturas elevadas e índice pluviométrico (de chuvas) elevado.

• Rios Principais: rio Amazonas, rio Negro, rio Solimões, rio Xingú, rio Tocantins, rio Madeira, rio Juruá, rio branco, rio Tapajós, rio Paru e rio Uamutã.
• Usinas Hidrelétricas: Usina Hidrelétrica de Balbinos, de Samuel, Santarém, Tucuruí e São Felix.

• Agricultura (principais produtos agrícolas): soja (crescimento expressivo nos últimos anos), guaraná, arroz, mandioca, cacau, maracujá e cupuaçú.

• Economia: Baseada no extrativismo vegetal e na agricultura. Pecuária bufalina em Roraima e na Ilha de Marajó. No setor industrial destaca-se o Pólo Industrial de Manaus, na cidade de Manaus-AM. Nesta região há grande produção de eletrônicos, relógios, eletrodomésticos e suprimentos de informática.
• Turismo: A beleza natural da Floresta Amazônica (fauna, flora, cachoeiras, corredeiras, rios) tem atraído cada vez mais turistas do Brasil e de vários países do mundo. Além do ecoturismo, existem festas e pontos turísticos importantes: Mercado Ver-o-Peso (Belém), Museu Paraense Emilio Goeldi, Teatro da Paz (Belém), Teatro Amazonas (Manaus).
• Cultura: Danças típicas (marujada, carimbó, cirandas), Festival Folclórico de Parintins, festa religiosa do Cirio de Nazaré (Belém). Na culinária é forte a influência indígena. Os pratos típicos que se destacam são: pirarucu de casaca, tacaca, açai, pato no tucupi e maniçoba.
• Principais Cidades da Região Norte:

- Estado do Amazonas: Manaus (capital), Coari, Manacapuru, Tefé, Parintins, Tabatinga e Itacoatiara.

- Estado do Pará: Belém (capital), Santarém, Altamira, Marabá e Bragantina.

- Estado de Tocantins: Palmas (capital), Araguaína, Porto Nacional, Gurupi e Paraíso do Tocantins.
- Estado de Rondônia: Porto Velho (capital), Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena e Cacoal.
- Estado de Roraima: Boa Vista (capital), Amajari, Alto Alegre, Rorainópolis, Mucajaí e Caracaraí.
- Estado do Acre: Rio Branco (capital), Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira, Tarauacá.
- Estado do Amapá: Macapá (capital) e Santana.
Principais características da economia do Norte

A economia do norte destaca-se na ee vegetal. Também é importante a produção de alimentos.

Nos últimos anos, houve um grande crescimento da produção de soja e criação de gado bovino no sul da região. Além da soja há produção de outros gêneros agrícolas como, por exemplo: cacau, guaraná, arroz, mandioca, coco e cupuaçu.


Grande parte da indústria da região está instalada na Zona Franca de Manaus. O Pólo Industrial de Manaus reúne mais de 500 indústrias.

Destaque para a exploração de minério de ferro, ouro e cobre na Serra dos Carajás no Estado do Pará. Na Serra do Navio (Amapá) há grande exploração de manganês.
OUTROS DADOS DA ECONOMIA DA REGIÃO NORTE

PIB DA REGIÃO: R$ 133 BILHÓES (2007)

PIB PER CAPITA: R$ 9.135,00
PONTOS TURÍSTICOS E CULTURAIS
- Teatro Amazonas
- Encontro das águas
- Praia da Ponta Negra
- Parque do Mindú
- Cachoeira do Passarinho
- Zoológico do Exército
- Porto Flutuante (Roadway)
- Bosque da Ciência do INPA
- Museu de Ciências Naturais (Colônia Agrícola Japonesa)
- Palácio Rio Negro
- Mercado Municipal Adolpho Lisboa
- Biblioteca Pública Estadual
- Catedral de N. S. da Conceição - Igreja da Matriz
- Central de Artesanato Branco e Silva
- Monumento à Abertura dos Portos
- Museu do Seringal "Vila Paraíso"
- Memorial dos povos da Amazônia.
- Museu do Indio
- Largo de São Sebastião

sábado, 4 de junho de 2011

Os grandes fluxos do comércio mundial e a construção de uma malha global 3 _2 bimestre

PENSAMENTO VIVO
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.
03 de JUNHO de 2011
Os grandes fluxos do comércio mundial e a construção de uma malha global
O comércio é por definição uma forma de relação humana que implica colocar em contato grupos sociais diferentes. Na origem da história humana para um grupo A interessava obter de outros grupos aquilo que não se con¬seguia produzir, aquilo que somente outros grupos possuíam. Esse gênero de relação exigia estender relações sobre espaços mais amplos, obrigava a abrir caminhos, rotas e construir portos, estimulava a criação de novos meios de transporte e impunha a criação de estruturas para os comerciantes. Como se vê, o comércio é uma atividade humana produtora de novos es¬paços humanos e uma atividade que ensinou o ser humano a lidar com a distância geográfica.





No mundo contemporâneo tudo isso in¬tensificou extraordinariamente. Com os no¬vos meios disponíveis, as atividades comer¬ciais aumentaram o poder de uma das forças propulsoras da "fabricação" de novos espa¬ços e do aperfeiçoamento dos meios de supe¬ração da distância entre as realidades geográ¬ficas. Vamos pensar nas marcas de produtos comerciais que frequentam nosso dia-a-dia. Qual a origem nacional da marca? Numa série de produtos (roupas, calçados e eletrônicos, por exemplo) onde é a localidade da fabrica¬ção? São duas coisas diferentes: um produto pode ter uma marca de origem americana e ser produzido na China. Uma marca pode ser francesa e seu produto pode ser, ao menos em parte, produzido no Brasil.
Isso revela a complexidade das relações atuais, num mundo globaliza¬do, embora uma relação comercial, ao pé da letra, resuma-se à saída do local de pro¬dução (ou ponto de venda) até o ponto do consumo.
Os fluxos de produtos que chegam até nós vêm do mundo, de um sistema produtivo e comercial que se organiza na escala mundial, não somente dos nossos vizinhos, do mundo ocidental ou do extremo oriente.
O comércio como acelerador dos fluxos; aceleração dos fluxos intensificando o comércio
O mundo contemporâneo é complexo. Isso não quer dizer complicado, como é comum se pensar. Complexo significa que cada realidade isolada é sempre produto do conjunto da realidade total, ou das diversas realidades em relação. Durante os últimos 50 anos as exportações mundiais aumentaram em volume, nove vezes mais rápido que a produção mundial. Produz-se mais, mas se comercializa entre países muito mais ainda. Quer dizer que boa parte da produção antigamente circulava mais no interior dos pró¬prios países onde eram produzidas; hoje a produção circula muito mais numa escala geográfica mais ampla: circula o mundo.
O comércio não cresceu por si só, porque tem mais gente com¬prando bens. O comércio cresceu porque uma série de eventos e transformações cruzadas nes¬se nosso mundo propiciaram essa condição (e que já estudamos): a aceleração dos fluxos, as redes técnicas, a força das transnacionais e suas redes geográficas, a geopolítica, a ordem mundial e a ação das potências, que permitiram nesses últimos 50 anos que os mercados nacionais nada mais fossem que "seções" de um único e imenso mercado mundial. Outros exemplos de eventos que propiciaram o crescimento do comércio: desenvolvimentos tecnológicos, a multiplicação dos meios de compra e informação sobre os produtos, o afrouxamento das fronteiras dos Estados nacionais territoriais etc. A imagem dos fluxos comerciais no mundo contemporâneo é forte. Nunca o planeta pareceu tão pequeno, tal a dimensão dos fluxos e as distâncias que eles percorrem. Longos trajetos, outrora feitos apenas por aventureiros, atualmente são as principais rotas comerciais do mundo. Rotas oceânicas percorridas por navios que ancoram em portos, abarrotados e congestionados de mercadorias, e rotas aéreas que chegam em pontos antes inalcançáveis resultam da busca desenfreada por novos mercados, por novos consumidores.
O comércio, obviamente, não ocorre somente na escala mundial, isto é, na relação entre continentes e países diferentes. Os fluxos ocorrem internamente dentro de uma região, numa escala inferior: produção no país/continente e consumo no país/continente.O grande desafio da cartografia contemporânea não é localizar com precisão fenômenos geográficos, pois isso já está pronto e atualizado pelas imagens de satélite; o grande desafio está em conseguir expressar visualmente as relações espaciais que se desenvolvem num mundo cada vez mais complexo, ou seja, a utilização da linguagem. Para se produzir um mapa, antes de tudo, é preciso ter acesso às informações, à base de dados que será objeto da representação. Na cartografia temática contemporânea, há uma tendência em se preferir as projeções do tipo da de Buckminster Fuller ou a de Bertin para a representação de fluxos comerciais (lembre-se do mapa do tema 5, dos fluxos migratórios). Elas aproximam os blocos continentais, eliminam as imensas distâncias oceânicas e dão uma idéia mais expressiva e real do que são os fluxos no mundo contemporâneo. Projeções como a de Peters ou a de Mercator têm uma proeminência muito grande dos oceanos e expressam visualmente distâncias longuíssimas entre o extremo da Ásia e as Américas, por exemplo. A seta é compreendida, universalmente, como símbolo gráfico adequado para representara direção dos fluxos, pois permite expressar quantidade com a manipulação de seu tamanho (largura). Setas largas estarão representando fluxos de maior quantidade; mais estreitas, o contrário. Definir símbolos de comunicação não dá margem a diferentes interpretações. O que se vê tem sempre que ter sempre um único significado. Os blocos continentais no fundo do mapa devem ter uma única cor para todos. Uma cor leve e neutra para não ofuscar as setas. Define-se uma única cor para as setas e elas não podem se sobrepor umas às outras. Se fossemos montar um mapa com o tema “Comércio mundial de mercadorias”, constariam dados do comércio que poderiam ser representados cartograficamente em quadrados ou círculos (quanto maior, significa maior o volume negociado) ou por setas, e os números poderiamos colocar em uma legenda (resultando em uma representação quantitativa, pois apresenta números).
Hoje, os fluxos mais importantes no comércio mundial de mercadorias estão entre a Ásia e a América do Norte, entre a Ásia e a Europa Ocidental e entre a América do Norte e a Europa Ocidental. O fluxo da Ásia para a América do Norte é maior, mesmo com a imensa distância oceânica (que foi superada por conta da globalização, que encurtou as distâncias, realidade no mundo contemporâneo). O fluxo gira em torno da América do Norte, Europa e Ásia, mas os maiores fluxos ocorrem entre os países desenvolvidos para os subdesenvolvidos (tanto saída como entrada de mercadorias). Já os menores fluxos estão entre os próprios países subdesenvolvidos (tanto saída como entrada de mercadorias). A Ásia aumentou significamente suas exportações, principalmente para os EUA e Europa e se consolidou como um grande pólo exportador. Muitas transnacionais, que normalmente tem sede nos EUA e Europa, começaram a produzir nos países deste continente (China, por exemplo), para baratear a produção. E a mão-de-obra é farta e barata, aumentando a produção em grande escala e negociação de seus produtos por preços mais baixos. Os EUA são o maior comprador nesse tipo de relação e isso é uma participação fundamental, pois esse país é um grande mercado. Seu papel, como exportador, é um pouco menor, o que contraria uma visão de país forte (aquele que mais vende e que menos compra). Mas essa visão não corresponde ao modo como a economia global se organiza atualmente. Nesse modelo, importação e exportação não têm o mesmo peso de épocas anteriores. Por isso, os EUA não perderam sua importância no comércio internacional. O peso do comércio em escala regional (no mesmo continente, país ou região) ainda é grande, mas o comércio entre os continentes, ou seja, escala global (inter-região) está crescendo cada vez mais.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COORDENADAS GEOGRÁFICAS 5ª SÉRIE FUNDAMENTAL

As linhas, os círculos terrestres e as coordenadas geográficas
As coordenadas geográficas são um conjunto de linhas imaginárias traçadas sobre a superfície terrestre que têm por finalidade a orientação e localização.
Paralelamente ao Equador foram traçados os paralelos e perpendicularmente os meridianos.
Paralelos e Meridianos
a) Paralelos - equidistante dos pólos foi traçada uma linha imaginária: o Equador, que divide a Terra horizontalmente em duas partes iguais: os hemisférios (hemi = metade) . Acima do Equador, o hemisfério Norte e abaixo do Equador o hemisfério Sul.
Foram traçadas também várias linhas paralelas ao Equador, denominadas paralelos.
Quatro são os paralelos que receberam denominações especiais - os dois trópicos: de Câncer (ao Norte) e de Capricórnio (ao Sul) e os círculos polares: o Ártico (ao norte) e o Antártico (ao Sul).













b) Meridianos - são círculos que cortam a Terra no sentido Norte-Sul e passam pelos dois pólos, formando à direita o hemisfério Oriental (Leste) e à esquerda o hemisfério Ocidental (Oeste).
Assim como o Equador serve de origem para contagem dos paralelos, os geógrafos resolveram adotar como origem para contagem dos meridianos, o meridiano inicial, também chamado de meridiano de Greenwich, que recebeu esse nome pelo fato de passar perto do observatório de Greenwich, situado nos arredores de Londres (Inglaterra)
1 - Com base no texto, complete as lacunas:
a) Os ........................ são círculos imaginários traçados paralelamente à linha do Equador.b) O Equador é o círculo máximo ou maio, ele divide a Terra em dois hemisférios ...................... e sul.
c) Os ..................................... são linhas imaginárias verticais que passam pelos dois pólos.
d) O meridiano inicial, ou meridiano de Greenwich passa nas proximidades da cidade de Londres na ..........................................
e) O meridiano de Greenwich divide a Terra em dois hemisférios: .......................... (Leste) e ................................................... (Oeste).
2 - Escreva em seu caderno a definição de coordenadas geográficas.
3 - Exercício de aplicação.
Trace um círculo em seu caderno.
Localize o Pólo Norte e o Pólo Sul.
Trace o meridiano inicial ou Meridiano de Greenwich de um pólo ao outro.
Pinte de amarelo o hemisfério Oriental (Leste) e de verde o hemisfério Ocidental (Oeste)




Atividade para verificação do entendimento do texto.
Assinale V ( verdadeiro ) ou F ( falso ):
1 - ( ) Os paralelos são linhas imaginárias traçadas paralelamente à Linha do Equador.
2 - ( ) A Linha do Equador divide a Terra em dois hemisférios, norte e sul.
3 - ( ) Os meridianos são linhas imaginárias traçadas de um pólo ao outro.
4 - ( ) A latitude é a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre à linha do Equador.
5 - ( ) A longitude é a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre ao Meridiano de Greenwich.
6 - ( ) Por meio das coordenadas geográficas, não é possível a localização exata de qualquer ponto na superfície terrestre.

(UNESP) Verificando o mapa e considerando o Equador e Greenwich, é possível afirmar que o Brasil tem a maioria de suas terras nos hemisférios:
a) norte e sul.
b) sul e ocidental.
c)sul e oriental.
d) oriental e ocidental.
e) ocidental e norte.
(MACKENZIE-SP) Preencha o espaço em branco com a alternativa que convém:
O Brasil localiza-se a oeste do meridiano inicial ou de Greenwich, situando-se, portanto, inteiramente no hemisfério ocidental. Sendo cortado ao norte , pela linha .................., apresenta 7% de suas terras no hemisfério ................. e 93% no hemisfério................., ao sul é cortado pelo trópico de......................(.)
a)do Equador - setentrional - meridional - Capricórnio
b) do meridiano de Greenwich - meridional - setentrional - Câncer
c) inicial - oriental - ocidental - Câncer
d) do Equador - ocidental - oriental - Câncer
e)do meridiano de Greenwich - setentrional - meridional - Câncer.