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terça-feira, 17 de maio de 2011

GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2

GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
A MUDANÇA DAS DISTÂNCIAS GEOGRÁFICAS E OS
PROCESSOS MIGRATÓRIOS
Para começo de conversa
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1. Vários grupos estrangeiros vieram para o Brasil ao longo de sua história e em
diferentes condições. Foi o caso dos italianos. O período de maior imigração italiana
ocorreu entre 1880 e 1930. Outro grupo marcante que veio ao Brasil foi o de
japoneses. A imigração do distante país asiático começou no início do século XX.
Não há como esquecer os portugueses que migraram ao longo da história como
colonizadores. Depois da descolonização, somente na primeira metade do século XX
a migração portuguesa foi retomada, época em que chegavam 25 mil imigrantes
portugueses por ano.
2. No final do século XIX, os navios que traziam imigrantes da Europa faziam o
percurso em cerca de 30 dias. Já a duração da viagem para os migrantes japoneses
era quase o dobro. Por exemplo, o Kasato Maru partiu do porto de Kobe e demorou
52 dias para chegar a Santos.
3. A distância é de 18 500 km. Essa informação, porém, não deve ser pesquisada e
transformada num número que os estudantes repassem. Somente haverá valor na
produção dessa resposta se ela for obtida com os alunos fazendo medições
diretamente num mapa-múndi que possua escala. Para isso deverão calcular os
centímetros que separam Brasília e Tóquio (as capitais) e transformar os centímetros
em quilômetros por meio da aplicação de um cálculo que faz uso da escala
cartográfica. É provável que não se chegue a essa medida (18 500 km), em razão das
deformações provocadas pela projeção – a escala é apenas uma referência do índice
geral de redução do mapa, e não tem a mesma correspondência em todas as partes do
mapa (vide volume 1 do Caderno). A diferença entre a medida obtida e a medida no
terreno real é uma boa oportunidade para discutir esse problema da escala.
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Páginas 4 - 5
1. A viagem durou 52 dias. Nessa época os navios eram movidos por motores a vapor.
O Kasato Maru era um navio russo de motores bem lentos se comparados aos navios
modernos. Outros aspectos também relacionados ao seu design indicam a condição
de meio de transporte mais lento. Seria interessante comparar com uma foto de um
navio moderno.
2. Não, pois a viagem era muito demorada e cara, além de o imigrante não ter dinheiro
para o retorno. Todas as suas economias haviam sido consumidas na viagem para o
Brasil. Apesar da ajuda dos governos, tanto brasileiro como japonês, a maioria dos
imigrantes viajava com poucos recursos.
3. Atualmente, há mais de 225 mil brasileiros no Japão. A viagem é muito mais curta e
bem mais barata do que foi para o imigrante japonês que veio ao Brasil no começo
do século passado. Hoje em dia, a viagem de avião dura, em média, 23 horas.
4. Alguns tendem a ficar, mas a maioria esmagadora não foi com essa pretensão. São,
na verdade, trabalhadores temporários em empregos precários, que somente são
compensadores aos brasileiros por causa da diferença cambial (do dólar em relação
ao real). Ou seja, esses imigrantes vão voltar depois de certo tempo. O retorno é
relativamente fácil, tanto que alguns conseguem vir passar férias no Brasil e depois
voltam para mais um período de trabalho.
5. A distância geográfica é a mesma em termos de quilômetros, porém ela possui outro
valor para o ser humano. Assim, podemos dizer que, em função da mudança nos
meios de transporte, o Japão ficou “mais perto” do Brasil. Aliás, pode ser dito que o
mundo “encolheu”.
6. Sem dúvida, o fator fundamental foi o desenvolvimento das tecnologias de
transporte. As novas possibilidades aumentaram significativamente a mobilidade
humana. As viagens a grandes distâncias foram beneficiadas com a invenção da
aviação. Embora viajar de avião ainda seja para poucos (por não ser uma viagem
muito barata), as viagens de navio eram bem mais caras no começo do século XX.
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1. Trata-se da projeção Bertin (Jacques Bertin foi o grande cartógrafo do século XX).
Ela é feita de modo a eliminar uma boa parte das áreas oceânicas. Ela é muito boa
para representar as novas proximidades e a intensidade dos fluxos entre os
continentes. Representa melhor o que é o mundo marcado pelo aumento da
mobilidade do ser humano.
2. Os principais fluxos são aqueles representados pelas setas mais largas. Por exemplo:
do México para os Estados Unidos; da América Central para os EUA; da Europa para
os EUA; do subcontinente indiano para o Golfo Pérsico. Isso foi possível visualizar
sem a consulta da legenda. Os países em tons de vermelho mais escuros são aqueles
que visualmente mostram a maior manifestação do fenômeno representado, que no
caso é a maior participação de imigrantes no conjunto da população. É um mapa para
ver, pois o que gera significado é a imagem, e não o texto.
3.
a) O recurso visual utilizado para mostrar o fluxo de imigrantes entre os continentes
é a seta. Trata-se de um símbolo de entendimento bem universalizado. Praticamente
todos entendem a seta como uma indicação de direção. Esse é um recurso bastante
adequado para a cartografia, que sempre deve fazer uso de recursos visuais de
entendimento claro e generalizado. Em linguagem técnica: os símbolos devem ser
monossêmicos, quer dizer, ter um único significado.
b) A variável utilizada para mostrar que um fluxo representa mais imigrantes que
outro (maior quantidade) é a variável visual tamanho. No caso, ela está presente na
largura das setas. Quanto mais larga a seta, maior o volume de imigrantes. Quer
dizer: há uma relação direta; seta mais larga → fluxo de imigrantes maior. Por outro
lado, a variável visual utilizada para mostrar as diferentes participações de imigrantes
nas populações dos países é a variável visual valor (vide volume 1 do Caderno).
c) EUA, Golfo Pérsico e Europa Ocidental, que atraem imigrantes por diferentes
motivos:
– Os EUA são a economia mais poderosa do mundo e há um século é o maior
reduto de imigrantes, responsáveis pelo povoamento e pelo vigor do país.
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Atualmente, há um grande fluxo de imigrantes ilegais, o que é um grande problema
para o país e para os próprios trabalhadores;
– A Europa Ocidental recebe imigrantes, em especial, de suas ex-colônias (alguns
possuem dupla cidadania e muitos outros são ilegais). Eles preenchem lacunas no
mercado de trabalho em razão das quedas de natalidade dos “nativos” e aproveitam o
atual vigor econômico europeu. Há também razões ligadas às condições de seus
países;
– No Golfo Pérsico, há um grande afluxo de imigrantes do subcontinente indiano
como mão de obra diretamente empregada nos grandes empreendimentos
imobiliários da região (em especial, na cidade de Dubai e arredores). É uma
imigração mais ou menos temporária, o que gera dúvidas sobre o futuro desses
imigrantes quando a febre pelos empreendimentos terminar.
d) O principais fluxos migratórios se originam de países da América Latina, da
Europa e do subcontinente indiano, sendo que há fluxos também consideráveis
partindo da Europa Oriental, da Ásia Central, do sudeste asiático e de alguns países
africanos. Ao utilizar os pontos cardeais percebe-se um fluxo Sul-Norte, mas também
é possível observar um importante fluxo no sentido Leste-Oeste. Muitos desses
fluxos de imigrantes partem de países pobres.
Além disso, pode-se afirmar que, ao contrário do que ocorreu no início do século XX,
quando a Europa era a origem dos fluxos migratórios, agora ela é também o destino.
Constituída de países prósperos, recebe grandes fluxos migratórios da Europa do Leste
(ex-países socialistas), mas também da África (dos vários países que foram colônias),
da América do Sul etc. É importante discutir com os alunos essa questão do aumento
das áreas de saída dos imigrantes na atualidade, ou seja, que uma região não é
responsável por todo fluxo migratório mundial, como ocorreu anteriormente. Isso fica
claro com a leitura do mapa, pois, além dos fluxos ocorrerem dos países pobres para os
países ricos, percebe-se um forte fluxo migratório da Europa (região que também atrai
imigrantes) para os Estados Unidos, num movimento entre economias desenvolvidas.
A região do Oriente Médio também merece destaque, por receber grande fluxo de
imigrantes devido à demanda por mão de obra relacionada à atividade petrolífera.
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4.
a) O recurso visual empregado para mostrar a participação de imigrantes no
conjunto da população são as tonalidades de vermelho. O mais escuro mostra mais
intensidade do fenômeno. Logo, há uma relação direta e que serve para ordenar o
fenômeno visualmente (um único fenômeno, diferentes intensidades).
b) Espera-se que os alunos concluam que a escolha é correta. Em cartografia, deve
ser direta a relação entre os recursos utilizados como linguagem e os fenômenos
representados. No caso de qualquer mapa ordenado (como parte do mapa que está
sendo tratado agora), essa relação se estabelece de duas formas necessariamente: 1.
usa-se uma única cor para representar um único fenômeno; 2. as tonalidades do mais
escuro ao mais claro servem para representar a variação da intensidade do fenômeno
(da maior para a menor). Caso isso seja subvertido, perde-se essa relação direta.
c) Que os EUA, e alguns países do Golfo Pérsico, possuem uma participação
importante de imigrantes em suas populações. Em especial, imigração recente. São
duas regiões do mundo de grande dinamismo econômico e que precisam de
imigrantes para suprir carências internas de mão de obra.
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Os grandes sistemas migratórios contemporâneos Quantidades
relativas aos fluxos
migratórios (em
milhões)
1. Magreb → França 3 a 5,5
2. Antigo Império das Índias → Inglaterra 1 a 3
3. Turquia → Alemanha 3 a 5,5
4. Europa do Leste → Europa Ocidental 1 a 5,5
5. Índia e Paquistão → países petroleiros do Oriente Médio 5,5 a 7,5
6. América do Sul e América Central e Caribe → EUA 5,5 a 10,3
Fonte: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. Édition 2006. Paris: Presses de Sciences Po, 2006. p. 22-23.
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Leitura e Análise de Gráfico
Páginas 8 - 9
1. As linhas históricas de fluxos de imigrantes em relação aos EUA e à Europa
Ocidental revelam uma grande aceleração dos fluxos migratórios no mundo, embora
ainda haja uma grande dificuldade para o imigrante no mundo contemporâneo –
diferentemente da facilidade com que as mercadorias circulam nesse mesmo mundo.
2. O gráfico mostra que, na época da II Guerra Mundial, os fluxos diminuíram nos
EUA, principal reduto receptor de imigrantes no século XX, mas que, na segunda
metade do século XX, houve um grande revigoramento desses fluxos. Mostra
também que esse aumento significativo dos processos migratórios na segunda
metade do século XX é geral, à exceção da Argentina, único representante no gráfico
que não é um país desenvolvido. Isso torna evidente a nova realidade de fluidez
(capacidade de circulação) existente no mundo contemporâneo.
3. Tendo em conta esses dois casos é possível notar uma inversão. A Argentina como
destino é uma realidade até o começo do século XX, mas o efetivo de imigrantes
passa a ser menor a partir da década de 1930, tendo se reduzido praticamente à
metade até o ano 2000. Ampliando a análise do gráfico, vale considerar que, hoje em
dia, os argentinos compõem, em quantidades relativamente importantes, os fluxos de
imigrantes que saem da América do Sul para a América do Norte e para a Europa
Ocidental.
No caso da Europa Ocidental, de área emissora no começo do século XX, agora é um
dos principais destinos de imigrantes de todas as partes do mundo.
4. Certamente, a participação de imigrantes no total da população vai aumentar, visto o
tamanho dos fluxos de imigrantes que o país recebe, em especial de hispanoamericanos.
Esses já formam uma comunidade de grande peso nos EUA, e o
espanhol pode ser considerado quase uma segunda língua dos EUA.
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Cerca de três milhões de pessoas emigraram do Magreb para a Europa Ocidental no
final do século XX. O Magreb é uma região do norte da África que acumula muitos
problemas econômicos e políticos; é constituído pelo Marrocos, pelo Saara Ocidental
(região reivindicada pelo Marrocos e que vive uma disputa por sua autonomia, tendo
sua independência reconhecida por alguns países, principalmente africanos), pela
Tunísia e pela Argélia, países com fortes ligações com a França, em razão de ter sido
colônias francesas. Os imigrantes se dirigiram à França, onde marcam presença, em
especial no sul do país. A organização dos imigrantes do Magreb na França acaba
favorecendo a atração de vários outros, mesmo porque o país europeu não pode
dispensar o papel econômico que esses imigrantes desempenham. A imigração à França
(e também um pouco em direção à Itália) de habitantes do Magreb remonta a meados do
século XX e, apesar das severas restrições impostas pelos europeus nos anos 1990, essa
corrente migratória manteve sua intensidade mesmo na clandestinidade.
Um fenômeno semelhante ocorre no fluxo migratório México → EUA. São cerca de
10,3 milhões de imigrantes, muitos dos quais não são legalizados, pois atravessam a
fronteira clandestinamente. Eles não possuem passaporte, o que lhes dá uma condição
de vida bastante problemática no território norte-americano.
Os dois exemplos citados tratam de processo migratório favorecido pela proximidade
geográfica; é um fenômeno de vizinhança. No entanto, há outras correntes migratórias
que implicam grande deslocamento do migrante, como no caso de asiáticos em direção
à América do Norte, cujo fluxo é de cerca de 5 milhões de migrantes. Isso só é possível
graças à “diminuição das distâncias geográficas” produzida pelo desenvolvimento dos
meios de transportes. A mesma situação pode ser aplicada à imigração de brasileiros à
Europa e ao Japão (exemplo tratado anteriormente).
Esse é um breve modelo do tipo de arrazoado que se pode fazer a respeito dos fluxos
migratórios. Aqui foram contemplados os itens 1, 2 e 3 da Pesquisa em Grupo.
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Páginas 10 - 12
1. Espera-se que essa redação individual seja a oportunidade para a realização de uma
síntese que utilize os vários elementos que foram trabalhados na Situação de
Aprendizagem. A ideia é que o estudante não repita simplesmente números e
informações, mas faça análises, dê opiniões, tire conclusões. São dois temas e é
importante fazer o aluno focar em um deles.
Para o tema “A mudança das distâncias geográficas”, o aluno precisará tratar do
aumento da mobilidade dos seres humanos, das informações e das mercadorias.
Deverá mostrar consciência sobre os novos meios que estruturam o espaço
encurtando as distâncias, quer dizer: alterando o valor das distâncias para os grupos
humanos do presente. O que já foi muito longe pode estar bem mais perto. No
processo de argumentação, o estudante deve ser orientado para o uso adequado de
informações que ele pode obter nos materiais fornecidos na própria Situação de
Aprendizagem (mapas, gráficos, quadros) ou em outros materiais (como em seus
livros didáticos).
Para o tema “Os processos migratórios”, os procedimentos serão os mesmos, mas o
foco deve ser dirigido às motivações dos processos migratórios, em especial aqueles
associados às novas facilidades para imigrar e as condições econômicas dos países de
origem, assim como as necessidades dos países de destino.
2. Os imigrantes do presente têm maiores facilidades, pois os meios de transporte são
mais eficientes e mais baratos. Eles podem migrar para países mais longínquos e
retornar para passar férias em seu país de origem. Assim, pode-se considerar que
houve uma expansão do mercado de trabalho, que agora ultrapassa fronteiras
nacionais. Isso é bastante comum na Europa Ocidental. O imigrante contemporâneo,
por essa razão, não perde definitivamente o contato com o país de origem, algo
bastante comum com os imigrantes do começo do século XX, que não tiveram a
oportunidade de regressar às localidades em que nasceram.
3. Os imigrantes podem ser considerados, em certas situações, como elementos
perturbadores do mercado de trabalho local, pois estariam “roubando” postos de
trabalho das populações locais. Esse tipo de sentimento é mais comum nos
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momentos de crise, tal como o que o mundo tem enfrentado no fim da primeira
década do século XXI. Com o aumento do desemprego na Europa, no Japão e nos
EUA, os imigrantes serão as primeiras vítimas. Por outro lado, por terem, em muitos
casos, características culturais distintas daquelas das comunidades de destino, eles
acabam também tendo dificuldades de inserção social nos países para onde
imigraram. Podem ser alvos de preconceito e racismo, isto é, de um processo de
rejeição. Por vezes, migram mesmo na ilegalidade, e as dificuldades que deverão ser
enfrentadas vão se ampliar. No mundo contemporâneo, as facilidades para a
imigração são maiores, mas admitir a imigração como natural e como algo não
traumático está ainda muito longe de ocorrer. O mesmo não se dá com os bens que
circulam no mundo.
4. O geógrafo Milton Santos mostra-se cético em relação às facilidades geradas pelo
aumento das velocidades. Acha um delírio nos referirmos ao encurtamento das
distâncias (com o tempo suprimindo o espaço), visto que essa realidade apenas beneficia
minorias. Não são muitos os habitantes do mundo que estão usufruindo dessas condições
e, nesse sentido, haveria desigualdade no acesso à nova mobilidade humana. Podem
surgir respostas em que os alunos discordem da posição do autor, dizendo que existe um
movimento de popularização dos meios de comunicação, por exemplo. É uma
oportunidade para discutir com eles como as condições econômicas influenciam os
fluxos.
5. Embora os países de destino não tenham disposição social para a legalização dos
imigrantes (não querem lhes dar cidadania e todos os direitos decorrentes, o que
implica na aplicação de recursos públicos), a migração clandestina aumenta porque,
do ponto de vista econômico, acaba sendo vantajosa a exploração do trabalho desses
imigrantes. Em razão de sua condição de ilegal, terminam aceitando baixos salários e
jornadas desumanas. Apesar disso, muitos admitem passar temporadas nessas
condições e depois planejam voltar a seus países de origem com novos recursos.
Tudo isso porque a atual mobilidade dá mais condições para ações dessa natureza.
6. Alternativa b. A imigração se acelerou mais devido ao aumento da mobilidade
humana e às novas condições para essa mobilidade, do que propriamente pela maior
tolerância ao imigrante como as outras alternativas sugerem. Embora seja possível
prever que essa tolerância vai terminar se impondo, visto que o processo de
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imigração permanecerá e as sociedades nacionais vão terminar se habituando, é
preciso notar que talvez ainda continuem ocorrendo conflitos.
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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
A GLOBALIZAÇÃO E AS REDES GEOGRÁFICAS
Páginas 13 - 16
1.
a) Trata-se de um mapa que pode ser designado como uma representação ordenada.
Ele faz uso da variável visual valor (diferentes tonalidades do marrom). Existe (e
deve existir) uma correspondência direta entre a variável visual valor e o fenômeno
representado. Quanto mais escura a tonalidade, maior a presença (a participação) do
fenômeno representado.
Ao lado do mapa aparece um gráfico quantitativo que faz uso da variável visual
tamanho (quanto maior o círculo, maiores são os volumes quantitativos do fenômeno
representado).
b) É fácil perceber que países como EUA, Canadá, Japão, Austrália e alguns da
Europa Ocidental têm uma participação grande do fenômeno representado.
c) No continente africano, de uma maneira geral; no subcontinente indiano (Índia,
Bangladesh etc.); no continente sul-americano (Equador, Paraguai e Bolívia).
d) Ele forma uma imagem única da geografia do fenômeno representado. Nota-se
claramente onde estão os países do mundo que têm maior participação de internautas
no conjunto da população. E onde essa participação é pequena. Percebe-se a grande
desigualdade e a lógica da distribuição do fenômeno, que também tem um padrão
que diferencia o Sul do Norte.
e) Sim, é possível afirmar que o mundo está mais presente em cada lugar. Os
usuários da internet (indivíduos e instituições) superam, por meio desse meio de
comunicação, as fronteiras e as barreiras das escalas geográficas mais restritas. Desse
modo, integram-se grupos humanos e negócios numa escala mais ampla, a chamada
escala global. Mas em termos geográficos, isso ocorre de maneira desigual, como o
mapa dos usuários demonstra.
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2.
a) Porque não são as medidas territoriais que estão sendo utilizadas, e sim a medida
de posse de computadores pessoais, ou seja, quanto mais volume de posse, maior a
extensão do país no mapa, o que vai interferir na extensão dos blocos continentais.
b) O continente africano e a América do Sul estão com suas extensões diminuídas
de forma bem evidente.
c) Os EUA (na América do Norte) estão com sua extensão ampliada em relação às
medidas originais do seu terreno, do mesmo modo que o Japão e vários países da
Europa Ocidental.
d) Com sua extensão diminuída (de um modo geral) em comparação com um mapa
territorial. Isso em razão da medida escolhida para a realização do mapa, que é a
posse de computadores pessoais. Como, de um modo geral, essa posse não é muito
expressiva, a representação visual também não o é. No entanto, quando houver dados
para atualizar esse mapa, certamente a América do Sul terá um crescimento
cartográfico, graças ao aumento do acesso aos computadores pessoais.
3.
a) No mapa ordenado (“Internautas, 2005”, acompanhado do gráfico “Evolução do
número de internautas, 1991-2006”) apresentado anteriormente a situação dos EUA
encontra-se na faixa de 87,7 internautas em cada 100 habitantes, enquanto a África
continental tem a maioria dos países com 0,19 internautas num grupo de 100
habitantes. Não chega a um computador. Na anamorfose, os EUA ficam imensos
enquanto o continente africano quase desaparece.
b) O Brasil aparece numa situação intermediária em ambos os mapas, tanto que, na
anamorfose, ele não é tão diminuído. Ainda assim, no país, a posse de computadores
e o acesso a internet não são largamente disseminados.
c) Pelo mapa “Internautas, 1991-2006” é possível perceber que a maioria dos
países desenvolvidos – como aqueles da Europa Ocidental, os EUA, o Japão e a
Austrália – apresenta as maiores incidências de internautas no mundo. Esses países
apresentam melhor estrutura de comunicação e uma população com maior poder
aquisitivo; consequentemente, mais acesso a equipamentos e serviços.
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4. Sem dúvida. Embora as ligações e as linhas sejam múltiplas quanto às suas
tecnologias (rede telefônica, rádio e redes de cabo de televisão), podemos imaginar
linhas e pontos que são áreas comuns, cujo acesso é geral. É, claramente, uma rede.
5. Sim, isso é nítido. As redes de transportes urbanos oferecem bons exemplos. No caso
dos ônibus, temos as linhas com vários pontos de paradas e pontos finais. A esses
pontos finais podem estar articuladas outras linhas de ônibus que têm diversos outros
pontos. No final, a ideia é que essas redes cubram boa parte do território de uma
cidade. O mesmo pode ser dito das redes ferroviárias (metrô, trens de superfície etc.).
Páginas 16 - 17
1. A internet é um meio de informação e de comunicação (áreas de interação, de troca
de mensagens etc.). A circulação das mensagens se dá instantaneamente. Desse
modo, uma mensagem emitida agora no Brasil será acessada quase ao mesmo tempo
no Japão. Isso muda de forma revolucionária a velocidade das relações humanas,
algo inimaginável no começo do século XX, por exemplo, embora, naquela época, já
existisse uma rede telegráfica mundial eficiente.
2. Na internet circulam informações. Mas dizer isso é muito pouco. Na verdade seria
melhor se referir a materiais digitais. Um livro pode ser digitalizado (transformado
em informação eletrônica) e circular na internet. As imagens e os sons também
podem ser digitalizados. Quer dizer: uma gama enorme de informações é a matériaprima
essencial da internet. São, sem dúvida, importantes. Estão mudando a face da
humanidade. Não apenas porque têm valor econômico (não há hipótese de empresas
de qualquer porte ficarem distantes da rede, para divulgar suas atividades e até
comercializar seus produtos e serviços), mas porque têm mudado a face da
economia. Muitos bens que antes só eram acessíveis por transação econômica,
atualmente são acessíveis por “compartilhamento” de materiais digitais, uma
transação não econômica. Muitas mudanças em andamento ainda estão por ser
entendidas.
3. Não resta dúvida. Muito do poderio e desenvolvimento econômico passa pelo acesso
e pela capacidade de expandir o acesso à rede a públicos mais amplos. Mas, também,
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muito do poderio que pode fazer frente às forças econômicas tradicionais se
organizam e se fortalecem na rede mundial de computadores.
4. Está claro que os benefícios às relações humanas trazidos pela diminuição das
distâncias se concretizam com o acesso aos meios de comunicação e transportes
contemporâneos. E isso ainda está longe de estar democratizado e, certamente, um
“mundo melhor” passa por essa democratização. Não há dúvida de que a internet é
um dos ingredientes desse processo de encurtamento das distâncias e do horizonte
interativo mais digno para o ser humano.
5. Nessa exposição necessariamente pessoal do estudante espera-se (e para isso ele deve
ser orientado – antes ou depois conforme sua avaliação) que ele consiga integrar o
conjunto de informações e raciocínios desenvolvidos na Situação de Aprendizagem
para aumentar a sua percepção de um mundo cujas relações são cada vez mais
interescalares. Isso quer dizer que nossas realidades locais estão influenciadas e
articuladas a relações de outras escalas, inclusive a mundial. Nunca o mundo esteve
tão presente em nossas vidas. O importante é estimular o aluno a usar recursos
próprios que se manifestem em seu cotidiano na argumentação. A ideia é que ele
aplique de modo próprio o que foi desenvolvido até aqui e não repita mecanicamente
os raciocínios e as informações contidas na Situação de Aprendizagem.
Leitura e Análise de Quadro e Texto
Páginas 17 - 19
1. Os alunos devem ser estimulados e provocados a buscar na memória e na vida
cotidiana os diversos termos que são utilizados para se referir às grandes instituições
econômicas privadas. O objetivo é que eles cheguem ao termo multinacional,
largamente utilizado, e se deparem com outro termo bastante utilizado atualmente:
transnacional. Agora as multinacionais estão sendo chamadas de corporações
transnacionais. Empresa não é muito diferente de corporação. Esse último termo está
na moda. Agora se fala em mundo corporativo. Talvez, possa se admitir que
corporação revele mais o que é uma empresa moderna e poderosa. Não mais
pertencente a um empresário, mas a uma corporação de acionistas. Por sua vez, os
prefixos multi- e trans- realmente têm significados diferentes: multinacional →
aquilo que está em vários países; transnacional → aquilo cuja natureza está acima
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dos países. Tanto empresa multinacional quanto corporação transnacional são termos
que expressam algo que é mais poderoso que uma empresa nacional. Essa última
possui uma área de atuação menor e mais restrita (um mercado único).
2.
a) Elas aparecem como agentes de grande importância na estruturação desse
processo de criação e ampliação da escala global, que se convencionou denominar
globalização. Aparecem, inclusive, como criadoras de configurações espaciais em
rede geográfica, que são malhas globais, ou seja, os espaços da globalização.
b) Elas aparecem no quadro como agentes importantes da globalização, além de
funcionar como estruturadoras e controladoras de configurações espaciais que
podemos chamar de espaços globais e/ou mundiais (nem todos os espaços têm essa
condição). Com sua capacidade de criar redes geográficas, de influenciar diversas
realidades nacionais, sua atuação se estende ao mundo. O mundo é sua referência, e
quando o mundo passa a ser a referência de atuação para agentes desse peso, estamos
diante de algo que está estruturando a denominada globalização.
c) Não são os espaços nacionais em si. São pontos de redes geográficas que se
organizam em escala mundial e se encontram nos territórios nacionais, mas que se
relacionam mais intensamente com outros pontos da rede do que com os territórios
nos quais estão inseridos.
3. O geógrafo Milton Santos está mencionando a importância que tem para uma
corporação transnacional a velocidade da circulação de informação e de bens. Afinal,
elas atuam na escala mundial, e para elas o mundo é (e precisa ser) pequeno, com as
distâncias encurtadas. Para atingir tal objetivo essas empresas atuam no sentido de
preparar os pontos de rede com o máximo de tecnologia para acelerar as relações.
Atuam junto aos Estados nacionais e esses, com o objetivo de atrair tais empresas,
terminam investindo nessa instrumentalização dos pontos de rede nos territórios
nacionais.
Páginas 19 - 21
1. A seta indica os fluxos e suas direções.
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2. Como as setas têm cores diferentes, elas indicam fluxos de tipos diferentes. A relação
é direta: cores diferentes → fluxos diferentes.
3. Esse mapa pode ser caracterizado como um mapa qualitativo de fluxos, isso porque
ele representa fluxos diferenciados (de objetos diferentes). Mapas que diferenciam os
fenômenos representados são mapas qualitativos.
4. Estamos diante de uma rede geográfica de uma empresa transnacional que atua no
ramo automobilístico. Distribuído em sua rede, encontra-se o seu sistema produtivo
que se organiza em vários países do Sudeste Asiático. Cada ponto de rede é
especializado, e nenhum constrói os automóveis integralmente. Na verdade, os
pontos se complementam, embora eles se encontrem em diversos países.
5. A palavra montadora designa as estratégias produtivas de várias corporações
industriais transnacionais. Organizadas em rede, cujos pontos são especializados, em
algum momento o produto final deve aparecer, deve ser montado. Um dos pontos da
rede especializa-se na montagem reunindo os componentes que vêm de vários pontos
da rede geográfica.
6. A filial montadora, o ponto de rede responsável pela montagem, complementa o
processo produtivo. Nem sempre a produção das peças se dá apenas por unidades da
empresa automobilística. Muitos dos elementos são terceirizados. No Brasil existem
de fato muitas empresas automobilísticas que aqui instalaram unidades responsáveis
pela montagem de componentes que vêm de várias partes de sua rede e também de
produtores terceiros.
7. Fica bem claro. Ela é uma transnacional, quer dizer que usa um conjunto de Estados
nacionais para instalar unidades de sua rede geográfica. Esse é o seu verdadeiro
espaço. Qual a nacionalidade de uma empresa transnacional cuja sede geográfica é
sua rede espacial? De fato, muitas dessas empresas já têm interesses e ações que
ultrapassam qualquer identidade de caráter nacional. São empresas transnacionais.
Páginas 21 - 22
Essa pesquisa apresenta um grau de dificuldade médio. A primeira a ser superada é a
do acesso a internet – e, no caso dessa pesquisa proposta, não há como substituir essa
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
17
fonte. O próximo passo é chegar a um site adequado. A sugestão é listar os nomes das
grandes transnacionais automobilísticas. Não são muitas, e todos os alunos devem
conhecê-las, pois, na pior das hipóteses, conhecem marcas (ou modelos) de automóveis.
Depois se deve escolher uma empresa e procurar seu site utilizando qualquer buscador.
Navegando na página da empresa, não será difícil desvendar sua estrutura geográfica.
Para tanto, é preciso ficar atento às seguintes informações:
– em quais países há unidades da empresa;
– que atividades essas unidades desenvolvem (ficar atento, especialmente, à distinção
entre produtoras de peças e montagem);
– informações complementares (se houver), como volumes produzidos, valores etc.
Com isso já será possível produzir o mapa. O valor dessa atividade está em exercitar
a construção autônoma dos conhecimentos. Os alunos vão recorrer a uma fonte
confiável, embora não seja a única. Vão levantar e organizar informações por meio de
uma linguagem que permite a visualização espacial da estrutura de uma empresa, de
uma instituição construtora da escala mundial. Mesmo que os resultados não sejam
totalmente precisos, que haja dificuldades de confecção do mapa, o mais importante e
valioso é a criação dessa “narrativa visual”. Chegando a algo próprio será uma
conquista mais importante do que reproduções corretas de informações padronizadas e
estereotipadas que circulam na Geografia escolar.
Páginas 23 - 24
1. Um condomínio fechado residencial, como o próprio nome diz, é uma forma coletiva
de residência (várias casas ou apartamentos) que se instala num terreno protegido,
cercado e vigiado. Desse modo, fica isolado geograficamente do seu entorno. Os
moradores desse tipo de residência em geral utilizam automóveis para se locomover,
o que os isola ainda mais do bairro onde está instalado o condomínio. Para seu
abastecimento frequentam áreas igualmente fechadas. Assim, é bom guardar essa
imagem de isolamento, de afastamento dos bairros onde estão localizados.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
18
2. Um shopping center pode ser designado como um condomínio fechado comercial. É
também uma área coletiva, com vários estabelecimentos comerciais e de serviços que
se instala num terreno protegido, cercado e vigiado. Também se isola espacialmente
do seu entorno. Não há shopping que não possua imensos estacionamentos, pois seus
principais frequentadores são proprietários de carro e, portanto, quase não usam
transportes coletivos. Do mesmo modo, há aqui a imagem de isolamento, de
afastamento dos bairros onde estão localizados (uma parte dos shoppings procura se
situar junto a vias expressas, ainda que nem sempre isso seja possível).
3. Na escala de uma cidade (no interior dela), podem ser encontradas redes geográficas
de fato. Os núcleos formados por condomínios fechados e por shopping centers
(também centros empresariais diversos), que se encontram tanto na área densa
quanto nas zonas periféricas, são os pontos de rede. As linhas são as vias cada vez
mais preparadas para o uso automobilístico intenso. Uma cidade como São Paulo
tem, de fato, redes geográficas cortando seu espaço.
Página 25
1. Certamente, uma característica das redes geográficas – tanto na escala mundial,
como a de uma corporação transnacional, quanto no interior de uma cidade – é a de
possuírem características de “negação” dos territórios do entorno. São fechadas,
relacionando-se o mínimo necessário com esse entorno.
2. Os dados mostram o volume de circulação econômica no interior das redes das
corporações, e qualquer pesquisa mostraria algo semelhante na circulação econômica no
interior de uma rede geográfica no interior de uma cidade como São Paulo, por exemplo.
3. Significa, por vezes, até o contrário. As redes no interior das cidades costumam
desagregar e enfraquecer o comércio de rua e também é comum a desvalorização dos
imóveis em razão do aumento do trânsito, do volume grande de áreas de estacionamento
etc. Do mesmo modo, uma rede de corporação não tem automaticamente efeitos
multiplicadores nas localidades onde se situam. O dado econômico mostra que não é
nessas localidades que ela vai realizar grandes investimentos.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
19
4. Faz sentido. Por vezes nega esses territórios (dos bairros, dos países onde estão
situadas) e se transforma de fato num concorrente, como no caso citado do shopping.
Páginas 26 - 27
1.
a) Organizam-se em redes mundiais, o que fica claro logo no item 1 do texto. Os
dados econômicos, presentes em vários itens, definem o perfil das transnacionais e
comprovam essa maneira pela qual se organizam. São montantes impossíveis de se
obter na escala nacional, mas somente possíveis graças à atuação transnacional
dessas organizações. A sua força é tão grande que chega a influenciar governos, que
facilitam a ação dessas corporações em seu território.
b) Elas são atores muito importantes na cena internacional e na cena nacional de
vários países. Por exemplo: muitos governos nacionais implementam políticas
econômicas visando atrair os capitais das corporações transnacionais para seus
territórios. Fazem isso promovendo isenções fiscais (não cobram impostos),
oferecendo terrenos, ajudas de infraestrutura (energia mais barata, por exemplo).
Desse modo, uma corporação transnacional ao se instalar num país passa a ter muito
poder de influência sobre os governos.
O volume de pessoas empregadas nas empresas transnacionais é bem grande (54
milhões de pessoas) e corresponde à população de países importantes. Considerando
que as transnacionais são aquelas que utilizam muita tecnologia em seus processos
produtivos, e que essas tecnologias dispensam mão de obra, dá para se ter ideia do
que são os volumes de produção e serviços gerados diretamente pelas corporações.
2. Alternativa c. O Brasil tem promovido, mais propriamente os Estados, uma série de
políticas de incentivos fiscais para atrair corporações transnacionais de vários ramos
industriais. Um caso marcante é o das automobilísticas que se espalharam por
Estados sem tradição industrial, como Goiás, por exemplo. Assim, ao contrário das
alternativas que indicam dificuldades para ações das corporações transnacionais no
Brasil, o país é um bom espaço para a ação dessas instituições.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
20
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
OS GRANDES FLUXOS DO COMÉRCIO MUNDIAL E A
CONSTRUÇÃO DE UMA MALHA GLOBAL
Para começo de conversa
Página 28
1.
a) Os fluxos de bens materiais e imateriais (mercadorias, pessoas e informações) no
mundo contemporâneo circulam em maior intensidade, com muito mais velocidade e
por isso alcançam distâncias bem maiores – que, na verdade, são “encurtadas”. Essa
situação pode ser designada como aceleração de fluxos.
b) Alguns dos serviços modernos nas diversas escalas geográficas da vida (local,
regional e mundial) se organizam em redes técnicas. Uma rede telefônica é um
conjunto de linhas e estações de comutação (os pontos) que se distribui no mundo
inteiro. Do mesmo modo, uma rede de abastecimento de água numa cidade, com as
áreas de mananciais (estoque de água), as zonas de tratamento, os depósitos regionais
(grandes caixas-d’água), que são os pontos, e toda a rede de encanamentos (as linhas)
por onde a água é bombeada.
c) Apresentam a mesma lógica de uma rede técnica, porém são espaços que se
prestam à vida humana numa outra escala. São grupos humanos de moradores,
grandes atividades comerciais, grandes corporações transnacionais que constroem
seus espaços em rede, percorrendo territórios com os quais estabelecem relações
selecionadas, por vezes, negando-os.
d) São grandes conglomerados econômicos que atuam em escala mundial. No
mundo contemporâneo adquiriram uma força descomunal. Sua atuação se estrutura
em modalidades de espaços, que são verdadeiras redes geográficas. É razoável
admitir que essas empresas não possuem mais nacionalidade alguma, pois
transcenderam os espaços nacionais.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
21
Leitura e Análise de Tabela e Mapa
Páginas 28 - 31
1. Sobre o mapa: são seis categorias de fluxos: 533 bilhões; 400 bilhões; 300 bilhões;
200 bilhões; 100 bilhões; e 50 milhões. A proposta é que se chegue inicialmente à
largura de seta de cada uma dessas categorias. É importante ressaltar que todas as
setas devem ter a mesma cor. Isso porque elas estão indicando fluxos comerciais e
não fluxos diferentes entre si.
Medida de cada seta (os valores foram arredondados para cima):
533 bilhões → 1 cm
400 bilhões → 0,8 cm
300 bilhões → 0,6 cm
200 bilhões → 0,4 cm
100 bilhões → 0,2 cm
50 bilhões → 0,1 cm
Posteriormente, nas regiões citadas deve se buscar um centro. Por exemplo: no caso
da América do Sul e Central as setas devem ser direcionadas (e sair) para a altura da
Venezuela. O ideal é fazer com lápis um círculo com traço leve no centro da região
mencionada (da Europa Ocidental, do Oriente Médio) e fazer com que todos os
fluxos indicados na tabela cheguem a esses círculos.
Mais uma vez, vale ressaltar que o resultado final não precisa ser, do ponto de vista
estético, um primor. Atualmente, um mapa como esse se faz com softwares
sofisticados, e os alunos o farão à mão. Contudo, essa experiência é de grande
relevância. Enquadra-se no conjunto das capacitações fundamentais, no qual se
enquadra o domínio das linguagens visuais. Na sequência, os estudantes vão fazer
análises a respeito do que podem ver na construção visual que realizarão. Esse
processo integral é bastante produtivo no que tange à construção do conhecimento.
2.
a) Espera-se que os estudantes sintam a intensidade dos fluxos comerciais que
percorrem a escala mundial e que notem as desigualdades, não apenas no número de
fluxos (que são mais numerosos entre Europa, América do Norte e Ásia), mas
também no volume comercializado, algo notado na largura das setas. É preciso que
os alunos compreendam e visualizem a geografia mundial desses fluxos.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
22
b) Não são esses os fluxos dominantes (países desenvolvidos → países
subdesenvolvidos). Os dominantes são aqueles entre países desenvolvidos → países
desenvolvidos, por exemplo: Europa Ocidental e América do Norte.
c) Na Ásia, destacam-se o Japão (grande potência industrial com produtos de boa
qualidade com aportes significativos de tecnologia) e a China (graças à maciça
produção derivada de transformações econômicas no regime socioeconômico
daquele país, com uso impressionante de mão de obra barata, o que torna seus
produtos muito competitivos no mundo). Além disso, outras economias poderosas
estão se desenvolvendo, como é o caso da Coreia do Sul. O Extremo Oriente está se
transformando no maior centro industrial do planeta.
Páginas 31 - 32
1. Das Américas do Sul e Central para América do Norte verifica-se um fluxo de 100
bilhões de dólares. Não está entre os maiores fluxos comerciais, e isso fica claro
visualmente. Aliás, essa região (as Américas do Sul e Central) participa pouco dos
fluxos mundiais. Mas, especificamente esse em direção à América do Norte termina
sendo maior que o inverso (da América do Norte para as Américas do Sul e Central).
A América do Norte compra muito petróleo da Venezuela e bens agrícolas do Brasil
e da Argentina, ao passo que nas Américas do Sul e Central não se importa tantos
produtos da América no Norte. Porém, é preciso notar que os fluxos comerciais não
dizem tudo sobre a dinâmica entre diferentes regiões, uma vez que há, por exemplo,
uma significativa produção de bens industriais de corporações transnacionais que
têm origem e nas Américas do Sul, Central e do Norte.
Do Oriente Médio para a Ásia registra-se um fluxo de 200 bilhões de dólares. Esse
valor é constituído fundamentalmente pelo grande bem de exportação do Oriente
Médio: o petróleo. A Ásia não é uma região em que esse meio energético natural
esteja disponível, daí sua condição de importadora de petróleo.
Qualquer um dos fluxos pode ser objeto de breves pesquisas. Esse tipo de ação vai
familiarizando o estudante com a escala mundial, uma dimensão essencial de nossas
vidas.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
23
2. Para auxiliar na análise da tabela, é importante que você leve os alunos a entender
que a maior parte dos fluxos da América do Norte refere-se aos EUA (você pode, por
exemplo, apresentar aos alunos dados sobre a balança comercial dos três países da
América da Norte).
A partir dessa observação introdutória, os alunos poderão, analisando a tabela,
depreender que os EUA ainda são protagonistas no mercado internacional, sobretudo
no papel de compradores (um pouco mais de um trilhão de dólares), ainda que se
possam destacar os volumes de importação da Ásia (sem Oriente Médio e CEI
asiática) e da Europa Ocidental. Além disso, é fundamental que os alunos percebam
que os EUA estão perdendo seu lugar como exportadores para outras economias, que
vem se destacando no cenário econômico mundial, como a China, por exemplo.
Em síntese, espera-se que os alunos concluam que, embora se possa compreender por
que os EUA têm grande peso na economia mundial, é preciso que se reconheçam os
demais atores que influenciam esse cenário.
3. Alternativa a. De fato as Américas do Sul e Central exportam bens agrícolas e outros
bens primários e os EUA são grandes consumidores desses bens vindos de todas as
partes do mundo. No interior desse fluxo inclui-se o petróleo venezuelano. A
alternativa b está errada, porque os EUA não compram petróleo brasileiro nem
somos, ainda, exportadores importantes desse recurso energético.
4. Alternativa d. O Extremo Oriente atualmente é o grande centro produtor industrial do
mundo. Seus bens são encontrados por todas as partes do planeta.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
24
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
REGULAMENTAR OS FLUXOS ECONÔMICOS NA ESCALA
MUNDIAL: É POSSÍVEL ENCONTRAR UM BEM COMUM?
Para começo de conversa
Página 33
1. Uma das forças fundamentais da denominada ordem mundial são os Estados-nação,
os países. As grandes corporações transnacionais também são forças significativas.
Sabemos que os países possuem forças diferentes para atuar no cenário mundial. Os
EUA são uma superpotência, alguns países europeus são potências, assim como
alguns outros da Ásia. Essas potências diferentes implicam em desigualdade (alguns
impõem seus interesses) nas trocas comerciais internacionais e em suas regras. Por
isso, não se pode analisar o cenário econômico internacional como uma rede de
relações harmoniosa e justa por definição. Os conflitos são vários.
2. No relacionamento entre os países, a referência fundamental que cada governo leva
em conta é o seu público interno, seus próprios interesses. O outro governante estará
fazendo o mesmo em relação ao seu país. Em outras palavras, cada nação defende
seus próprios interesses.
3. Não, os fluxos comerciais entre os países sofrem várias restrições, conforme a
situação. Se os governos querem proteger as indústrias de seu país, por exemplo, eles
“impõem taxas” aos bens vindos de outros países, o que vai torná-los mais caros.
Essas medidas são conhecidas como protecionismo e já geraram enormes conflitos,
que chegaram até à situação de confrontos bélicos.
4. Alfândega é a figura institucional da fronteira legal de um país. Nela, há a
fiscalização das mercadorias estrangeiras que chegam ao país: se elas estão em
situação legal, se estão sendo pagos os devidos impostos e taxas etc. Todos os países
têm alfândegas instaladas nos aeroportos, nos portos e em certas regiões de fronteira.
Mesmo as bagagens dos indivíduos são examinadas para ver se eles trazem
mercadorias não permitidas. O ingresso ilegal de mercadorias num país é o que se
chama de contrabando.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
25
5. Os fluxos comerciais já geraram grandes conflitos entre países. Discordâncias
relacionadas a preços, concorrência desleal, uso de mão de obra barata são alguns
exemplos. Em reação, muitos países adotam medidas protecionistas que, por sua vez,
geram novos conflitos. No Brasil, os fluxos comerciais estrangeiros já foram (e são)
alvos constantes de discussão. Períodos importantes do século XX foram marcados
por uma restrição muito grande aos bens industriais estrangeiros; mais recentemente,
as restrições se abrandaram. Há muitos que pensam que isso fez mal ao Brasil;
outros, que isso foi um bem. É uma discussão complexa.
Páginas 34 - 37
1.
Banco
Mundial
Congrega recursos de várias partes do mundo e eles são utilizados para
financiar programas de importância social em países que apresentam
carências em setores básicos (educação, saúde, promoção social e
profissional etc.).
Fundo
Monetário
Internacional
Procura socorrer crises econômicas, situações de descontrole inflacionário
(de desvalorização das moedas) etc. Recomenda para tais crises, ações
governamentais que devem seguir suas orientações.
Organização
Mundial do
Comércio
Atua para que o fluxo comercial entre os países seja regulado por acordos
e regras gerais. Esses pretendem eliminar barreiras alfandegárias impostas
isoladamente pelos países, que, sem coordenação e negociação mais
amplas, são geradoras de conflitos. Isso ocorre a partir de rodadas de
negociação entre os países-membros.
2.
a) As negociações são difíceis em razão de interesses comerciais conflitantes entre
os país, intensificados pelas medidas protecionistas. Esse conflito de base se agrava
quando se considera a desigualdade existente na força econômica dos países. Os mais
poderosos tendem a impor mais facilmente seus interesses.
b) Parte importante da ação dos países na cena internacional ainda é movida pela
lógica geopolítica. Isso significa dizer que, na defesa dos interesses de cada país,
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
26
vale, se for preciso, chegar à guerra. Os interesses dos países são soberanos e sempre
superiores aos dos outros países. Com algo assim prevalecendo, chegar aos conflitos,
inclusive à guerra, é uma decorrência lógica. No entanto, pode-se identificar no
horizonte a construção de novas possibilidades de relações internacionais, mais
baseadas na política, nas decisões democráticas, nos tratados etc. De certo modo, está
se construindo uma alternativa à geopolítica.
c) Sem dúvida, é necessária a construção de fóruns democráticos para que se
busquem soluções (acordos, tratados, regras etc.) no comércio internacional. É
preciso lembrar que as guerras mundiais também foram motivadas por conflitos
comerciais entre os países. Os avanços já obtidos demonstram a eficácia (ainda bem
longe do desejável) dessas ações coletivas.
3.
a) Barreiras alfandegárias são as restrições e taxas que um país impõe para receber
mercadorias importadas. Por exemplo: elevando a taxação de mercadorias que
podem afetar a indústria nacional; fixando restrições (ou proibições) contra a entrada
de mercadorias que usaram mão de obra infantil etc.
Protecionismo é um termo mais amplo (barreiras alfandegárias fazem parte de
políticas de protecionismo), que indica políticas de proteção ao mercado interno, em
especial à produção nacional. A ideia é que essa produção fique o menos exposta
possível à concorrência internacional.
b) Porque os conflitos comerciais estão entre as causas mais evidentes das guerras e
das ameaças à paz em geral. Acordos nessa área tendem a aumentar as boas relações
entre os países.
c) No mundo contemporâneo, as relações entre os países são cada vez mais
interdependentes. Mesmo com medidas protecionistas de vários países, conseguir
acessar o mercado internacional significa aumento da capacidade econômica de cada
país, visto que a dependência apenas do mercado interno é impossível para satisfazer
as necessidades de uma sociedade moderna.
4. Os EUA e a UE são os principais centros produtores e consumidores da economia
contemporânea. Isso faz com que, por um lado, disputem mais acirradamente os
mercados externos (o que inclui os fluxos entre ambos). Seus interesses na arena
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
27
internacional estão sempre se confrontando. Por outro, são forças que, de certo
modo, equivalem-se, exercendo poder e pressão em suas relações comerciais.
5. As queixas fundamentais se referem à condição de desigualdade existente no interior
de OMC. Os países mais pobres terminam ficando marginalizados nas discussões e nas
decisões. Assim, algo que deveria ser multilateral permanece sendo controlado por
apenas algumas potências. Outra queixa ligada também à desigualdade refere-se ao
processo de globalização que estaria ampliando ainda a desigualdade nesse cenário.
Desafio!
Páginas 37 - 38
1.
a) Não costumam aceitar. Eles veem a lógica de mercado apenas na escala
nacional. Quando ela extrapola essa escala e se impõe contra os seus interesses, há
reação, inclusive em potências econômicas – como as reunidas na UE e também nos
EUA –, que dão subsídios aos seus produtores agrícolas para que eles consigam
“barrar” os produtos agrícolas mais baratos de outros países.
b) A resposta é pessoal, mas se espera que o estudante veja a complexidade da
situação. Não basta apenas rechaçar o concorrente externo, porque ele também, na
primeira oportunidade, vai criar problemas para nossas exportações.
2.
a) A resposta é pessoal, mas é preciso estimular o estudante a refletir sobre os
pontos de vista envolvidos na questão. O que é óbvio para um ponto de vista não será
para o outro.
b) Combater o protecionismo dos outros parece certo, afinal isso aumenta o acesso
aos mercados externos e pode significar a sobrevivência de vários negócios. Mas é
preciso saber que os outros países querem o mesmo e isso gera conflito de interesses.
Por isso, o melhor é negociar em fóruns coletivos, fortalecê-los, criar outra ordem
comercial no mundo.
3. A resposta é pessoal, mas se espera que os alunos percebam que essa incoerência tem
sido resolvida à força (quem pode mais, se impõe). É possível superar isso com a
consideração mais abrangente de todos os interesses (dos ricos e dos pobres) e com o
fortalecimento dos fóruns que podem levar isso a cabo.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
28
4. É importante que você chame a atenção dos alunos para que esse momento opinativo
seja exercido com a certeza do máximo de controle sobre o cenário internacional das
relações econômicas, de suas complexidades e contradições. Não se deve opinar sem
segurança, quer dizer, sem ter um controle razoável sobre o que se opina. É muito
comum as pessoas opinarem sobre diversas questões com uma carga de informações
e de reflexões muito baixa. Na escola, os estudantes devem ser orientados para a
impertinência dessa postura.
Páginas 39 - 40
1. O tema de redação proposto inverte uma lógica, que sempre admite que os conflitos
são gerados por lados “certos” e por lados “errados”. Nada é tão óbvio assim. Em
especial, no conjunto das relações econômicas do mundo contemporâneo. Os
estudantes não são obrigados a concordar com essa afirmação, mas fazer uma
redação com esse tema implica em dialogar com esse posicionamento, mesmo que
seja para desmenti-lo. Seja qual for a posição assumida pelo estudante, é importante
que ele seja orientado a argumentar e a defender com dados e informações seus
pontos de vista. Esse exercício é fundamental (e deve ser realizado sempre) para que
as reflexões e o discurso do estudante se ampliem, para que ele se interesse em
continuar se desenvolvendo e buscando novas informações.
2. Vivemos um mundo que, com o avanço das relações na escala global, cada vez mais
se torna necessário estruturar instâncias, fóruns e outras instituições para procurar as
relações econômicas e de outros tipos. Além das já discutidas, como a OMC, o
Banco Mundial, o FMI, existem outras:
G8 – Grupo informal constituído pelos sete países mais ricos do mundo e a Rússia,
que negociam regularmente – utilizando seu poder – os rumos da economia mundial.
São eles: EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia. É
positivo que esses países dividam responsabilidades, procurem acordos, mesmo que
ainda não consigam olhar para os interesses de todos.
G20 – O Brasil é um dos líderes desse grupo, que vem se estruturando nas
assembleias internacionais, como uma força que pretende dar voz a interesses que
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
29
nem sempre o G8 ouve. Os membros são os países emergentes, alguns com bom
nível de desenvolvimento, como a Austrália, e outros de economia poderosa, como a
China e o próprio Brasil. A Argentina, a Índia e vários outros países em
desenvolvimento pertencem a esse grupo.
Fórum Social Mundial – Reunião de várias instituições governamentais e não
governamentais que se apresenta como alternativa ao Fórum Econômico Mundial que,
em tese, é menos crítico aos rumos da globalização. As reuniões do Fórum Social têm
gerado manifestos críticos a favor de outras formas de globalização. O Brasil tem tido
papel importante nessas reuniões. Várias delas foram realizadas em nosso território,
nas cidades de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e de Belém, no Pará.
3. O principal sucesso dessas instituições está no fato de elas existirem e de se
apresentarem como espaços para resolução mais civilizada de conflitos gerados nas
relações econômicas internacionais e também de relações de outros tipos. Sem
dúvida, há progressos nas negociações, mas há também obstáculos e impasses. Esses
últimos têm sido enormes, mas mesmo assim são mais fáceis de serem enfrentados
do que as guerras que marcaram a história da humanidade.
4. Esses organismos são: o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a
Organização Mundial do Comércio (OMC). Há conflitos no interior da OMC, por
exemplo, entre os países ricos que compõem o G8 e os países que compõem o G20.
Há também conflitos entre os mais ricos (a União Europeia e os EUA).
5. Alternativa e. Infelizmente, a OMC não tem conseguido evitar os choques entre as
grandes potências nem dar vazão a todos os interesses dos outros países. Mas ela
existe para isso e tem um importante papel na busca da negociação, que certamente
no futuro será mais eficaz.

Caderno do Aluno de Geografia – 6ª série/7º ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
AGRUPAMENTO REGIONAL DAS UNIDADES FEDERADAS
Caderno do Aluno de Geografia – 6ª série/7º ano – Volume 2
Páginas 3 - 5
1.
a) Monocromático é aquilo que apresenta uma só cor. Assim, a escala
monocromática é aquela que apresenta diferentes tons de uma mesma cor. Na
imagem são apresentados, por exemplo, sete tons de uma única cor, organizados em
uma gradação do mais escuro (esquerda) ao mais claro (direita). No caso específico
do mapa, a escala monocromática foi escolhida porque se trata da representação de
uma única variável: o IDH. Nesse caso, as tonalidades mais claras estão associadas
aos menores índices e as mais escuras, aos maiores.
Como já apontado no Caderno do Professor, a escolha intencional da escala
monocromática em tons de azul para a elaboração dos mapas pode ser aproveitada
para salientar junto aos alunos o fato de que nem sempre, na cartografia, essa cor é
utilizada para a representação de superfícies aquáticas. No entanto, em função de
variações na impressão, é possível que alguns dos mapas do Caderno do Aluno não
saiam exatamente em tons de azul. Assim, professor, esteja atento à escala cromática
dos mapas presentes nos Cadernos da sua turma para fazer a exploração adequada a
respeito do papel da cor na cartografia.
b) Com exceção do Distrito Federal, os melhores índices estão concentrados no Sul
e Sudeste; os piores índices estão no Nordeste, especialmente no Maranhão, no Piauí,
na Paraíba, em Sergipe e em Alagoas. Os Estados situados nas regiões Norte e
Centro-Oeste, assim como Minas Gerais e Espírito Santo, apresentam índices
intermediários.
c) Com base no mapa, podemos agrupar os Estados brasileiros em quatro grandes
grupos. O primeiro, com índices relativamente mais elevados, é composto por Rio
3
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Em um segundo grupo, entram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas
Gerais e Espírito Santo. No terceiro, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e
Tocantins. Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Acre também podem
ser agrupados. Finalmente, Maranhão, Piauí, Paraíba, Sergipe e Alagoas compõem o
grupo dos Estados que apresentam os piores índices de IDH.
2. Espera-se que os alunos percebam o contraste existente em Minas Gerais. Enquanto
os municípios do Triângulo Mineiro e do sul de Minas Gerais estão mais próximos
da realidade paulista em termos de desenvolvimento humano, os municípios do norte
estão mais próximos da realidade nordestina.
Página 6
1. Em relação aos municípios de Pernambuco, os municípios de Minas Gerais,
especialmente aqueles localizados na porção central e sul, apresentam índices mais
elevados de IDH.
2. No mapa de Pernambuco, a situação do Recife é uma das melhores do Estado.
Porém, no mapa do Recife, observa-se que a desigualdade em termos de
desenvolvimento humano também ocorre no interior desse município.
Dessa forma, espera-se que os alunos percebam que, de acordo com a escala utilizada
na representação cartográfica, podemos visualizar aspectos diferentes de um mesmo
fenômeno. Seria interessante retomar o mapa “Índice de Desenvolvimento Humano
dos Estados Brasileiros, 2000” e analisar a situação de Pernambuco, que apresenta
nível relativamente baixo de IDH. No mapa de Pernambuco, Recife integra o grupo
de municípios de maior IDH. Finalmente, no mapa do Recife, percebe-se que
existem um forte contraste intraurbano em termos de desenvolvimento humano.
4
Leitura e Análise de Tabela e Mapa
Páginas 7 - 15
1.
a) Essa questão é importante para que os alunos comecem a perceber que os
coeficientes com os quais vão trabalhar indicam situações melhores quanto menores
forem os valores desses coeficientes. Assim, espera-se que os alunos notem que a
situação da unidade federada é melhor quanto menor for o seu coeficiente. No caso
em questão, um coeficiente baixo indica que há menos mulheres de 15 a 17 anos que
tiveram filhos considerando o total da população feminina na mesma faixa etária.
Para que eles entendam melhor tal relação, aproveite para explicar que, na maior
parte dos casos, a gravidez na adolescência está associada à pobreza e à exclusão
social e cultural, já que uma parcela significativa das jovens grávidas abandona a
escola e perde a oportunidade de se qualificar para o mercado de trabalho.
b) Esse exercício pressupõe que os alunos identifiquem no mapa cada uma das
unidades federadas e pintem-na de acordo com a situação que apresenta, já indicada
na tabela. Para isso, talvez seja importante que você os ajude a montar a legenda do
mapa, escolhendo quatro tons de uma única cor, do mais claro (situação boa) ao mais
escuro (situação péssima).
O título escolhido pelos alunos pode ser algo similar a “Brasil: mulheres de 15 a 17
anos que tiveram filhos (por mil), 2006”.
c) Espera-se que os alunos, ao formarem os agrupamentos das unidades federadas,
percebam a existência de intervalos entre os dados. É importante que eles constatem
que os maiores índices de gravidez na adolescência em 2006 ocorrem no Maranhão,
no Acre, no Pará e em Tocantins. É importante que eles percebam também que todos
os Estados das regiões Sul e Sudeste, mais Goiás e o Distrito Federal, apresentam as
melhores situações.
2.
a) Santa Catarina apresenta o melhor coeficiente, pois em cada mil pessoas com mais
de 10 anos no Estado, 45 não têm instrução. Já Alagoas apresenta a pior situação, pois
em cada mil pessoas com mais de 10 anos no Estado, 230 não possuem instrução.
b) Nesse exercício, é importante que os alunos consigam discriminar as unidades
federadas pertencentes a cada um dos intervalos de dados determinados para a
5
composição de cada uma das situações e preencham a tabela adequadamente, o que
irá ajudá-los na elaboração no mapa temático solicitado no próximo exercício. A
divisão das unidades federadas em cada uma das situações é a seguinte:
Péssima: Alagoas, Piauí, Paraíba e Maranhão.
Ruim: Acre, Bahia, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia e
Tocantins.
Regular: Pará, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Roraima, Minas
Gerais e Espírito Santo.
Boa: Paraná, Amapá, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal
e Santa Catarina.
c) Exercício cartográfico similar ao da atividade anterior. Talvez ainda seja
importante que você os ajude a montar a legenda do mapa, escolhendo quatro tons de
uma única cor, do mais claro (situação boa) ao mais escuro (situação péssima).
O título escolhido pelos alunos pode ser algo similar a “Brasil: pessoas de 10 anos ou
mais sem instrução (por mil), 2006”.
d) Espera-se que os alunos destaquem a diferença entre os coeficientes das
unidades federadas consideradas em boa situação e aqueles das consideradas em
péssima situação. Nesse caso, vale salientar que todos os Estados em situação
péssima situam-se na Região Nordeste. Seria importante também que os alunos
observassem que o conjunto dos Estados da Região Sul encontra-se em situação
classificada como boa.
3.
a) Resposta aberta, mas se espera que os alunos percebam que há uma grande
distância entre o coeficiente do Piauí e o de Tocantins, o que permite que esses sejam
os limites dos dois grupos. Assim, sugerimos que as unidades federadas com
coeficiente entre 44 e 100 por mil sejam consideradas em situação regular e que as
que apresentam coeficiente entre 100 e 202 sejam consideradas em situação péssima.
b) Nesse exercício cartográfico, similar aos anteriores, espera-se que os alunos já
consigam elaborar a legenda adequadamente e que a partir dela possam elaborar o
mapa temático com mais autonomia.
O título escolhido pelos alunos pode ser algo similar a “Brasil: domicílios com
problemas de insuficiência alimentar grave (por mil), 2006”.
6
c) A resposta é não, pois esse coeficiente apresenta incidência elevada em mais da
metade das unidades federadas brasileiras, sendo que apenas Santa Catarina
apresenta uma situação considerada boa.
4. Essa discussão para comparação das situações das unidades federadas nos diferentes
coeficientes é fundamental para que os alunos elaborem hipóteses mais generalizadas
com relação à qualidade de vida nas unidades federadas/regiões, que será novamente
focada na atividade subsequente. Não se espera, nesse momento da escolarização,
que os alunos já sejam capazes de realizar análises tão complexas com autonomia,
motivo pelo qual é imprescindível que você medeie a conversa com os alunos,
encaminhando determinadas observações e comparações. Partir dos mapas
elaborados pelos alunos pode ser de grande ajuda, pois eles permitem uma análise
visual mais imediata.
Em síntese, dois aspectos precisam surgir da discussão:
• elevada incidência de maternidade precoce, baixo grau de instrução e população
com insuficiência alimentar nas unidades federadas das regiões Norte e Nordeste do
país;
• em contrapartida, os coeficientes que indicam melhores situações concentram-se
especialmente nos Estados da região e Sul e, secundariamente, nos da região Sudeste.
Desafio!
Página 16
Resposta pessoal, que deverá ser debatida com os colegas. O mais importante
nesse momento é que os alunos se sintam motivados para apresentar seus próprios
procedimentos de agrupamento, exercitando seu poder de argumentação. Sugerimos que
o agrupamento seja feito entre os Estados vizinhos, formando um espaço regional
contíguo, tal como ocorre na proposta de regionalização apresentada no Caderno do
Professor.
7
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
REGIONALIZAÇÃO NO TEMPO E NO ESPAÇO
Páginas 17 - 20
Divisão
regional
Semelhanças com a atual Diferenças em relação à atual
Élisée Reclus
(1893)
Estabelece como limite das regiões
as fronteiras dos Estados.
Apresenta um número maior de
regiões.
Insere São Paulo na região Sul.
Critério de divisão com base na
geografia física.
Delgado de
Carvalho
(1913)
Estabelece como limite das regiões
as fronteiras dos Estados.
Mesmo número de regiões.
Critério de divisão com base na
geografia física.
Insere São Paulo na região Sul e cria a
região Leste com Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e
Sergipe.
Conselho
Técnico de
Economia e
Finanças
(1939)
Estabelece como limite das regiões
as fronteiras dos Estados.
Mesmo número de regiões.
Critério de divisão com base na
geografia humana.
Estabelece uma região Sudeste e
uma região Sul iguais aos limites
atuais.
Insere Maranhão e Piauí na região
Norte.
Conselho
Nacional de
Geografia
(1941)
Estabelece como limite das regiões
as fronteiras dos Estados.
Mesmo número de regiões.
São Paulo faz parte da região Sul.
Estabelece uma região Leste com
Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de
Janeiro e Espírito Santo.
8
Desafio!
Página 21
• Espera-se que os alunos identifiquem alguns aspectos ambientais semelhantes entre
São Paulo e as unidades federadas do Sul, como uma pequena faixa do território com
clima subtropical, predomínio de formas planálticas e da bacia hidrográfica do Rio
Paraná.
• A formação da região Leste com Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia
e Sergipe, com base no conceito de região natural, poderá ser relacionada com as
bacias de drenagem secundárias do litoral brasileiro e com a Bacia do São Francisco.
Página 22
1. Do ponto de vista das características da vegetação e da hidrografia, o Tocantins é
mais parecido com Goiás do que com o Pará. Tanto Tocantins como Goiás são
predominantemente recobertos por cerrados e ambos são drenados pela Bacia do Rio
Tocantins.
2. Tocantins está conectado por meio de rodovias a Goiás e ao Pará, mas o acesso mais
fácil é a partir de Goiás.
3. A hidrografia é essencial para o Estado, devido ao elevado potencial hidrelétrico da
bacia Tocantins – Araguaia e à utilização dos rios como meio de transporte.
9
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
OUTRAS FORMAS DE REGIONALIZAÇÃO
Página 24
Com base nos dados levantados nas entrevistas, os alunos poderiam apresentar os
resultados em sala de aula. A discussão sobre esses relatos pretende chamar a atenção
dos estudantes para as causas e consequências dos fluxos migratórios para São Paulo
que ocorreram nas últimas décadas. Pretende também recuperar os conhecimentos dos
alunos sobre sistemas de transportes, além de analisar as possíveis dificuldades
enfrentadas pelas famílias migrantes.
Página 25
Para se imaginar na posição de um migrante, os alunos deverão se inspirar nas
entrevistas e aprofundar suas reflexões sobre o significado social, econômico e afetivo
das migrações internas. Além disso, espera-se que as dificuldades inerentes à adaptação
em um novo meio geográfico estejam presentes na carta.
Página 25
Os alunos devem ser orientados sobre os sistemas de transportes utilizados nos
percursos indicados. Provavelmente, o transporte rodoviário vai ser o mais citado, mas
espera-se que os alunos identifiquem as diferenças entre os meios de transporte
utilizados (ônibus, caminhões, trens ou automóveis).
10
Página 26
1.
a) Os dois portos marítimos mais importantes para exportação de mercadorias do
Brasil são os portos de Santos (SP) e de Tubarão (ES), localizados na chamada
Região Concentrada. Pelo porto de Santos são exportados, principalmente produtos
agrícolas e industriais e, pelo de Tubarão, minérios.
b) Os dois maiores aeroportos do país são o Aeroporto André Franco Montoro, em
Guarulhos (SP), e Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), localizados na
chamada Região Concentrada.
c) São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os três Estados brasileiros que
apresentam as maiores concentrações industriais. Eles estão localizados na chamada
Região Concentrada.
d) Nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, ambos localizados na chamada
Região Concentrada.
2. Espera-se que alunos percebam que essa região reúne as principais cidades, as
principais concentrações industriais e as mais importantes infraestruturas de
transportes.
11
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
VISÃO REGIONAL
Leitura e Análise de Texto e Mapa
Páginas 27 - 28
1. Porque o autor acredita no valor do caráter e da sabedoria do povo brasileiro, muitas
vezes desconsiderado pelos governantes.
2. Para ele, o Brasil não é apenas o que acontece no litoral e nos Estados do Sul e
Sudeste do país. É preciso valorizar os brasileiros de todas as regiões, inclusive
aqueles que vivem em áreas economicamente menos prósperas. Espera-se que os
alunos interpretem a letra considerando seus conhecimentos a respeito da formação
territorial do país – organizado para atender os interesses da metrópole portuguesa e
que, por isso, concentrou as principais atividades econômicas na zona litorânea –,
“de costas” para o interior. Alguns alunos poderão fazer referência a isso a partir da
metáfora utilizada pelo autor do encontro das águas do rio com o mar.
3. Os alunos deverão pintar Maranhão, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará,
Amazonas, Paraíba, Piauí, Sergipe e Minas Gerais, ainda que apenas as capitais de
alguns desses Estados tenham sido citadas. Deverão também ser identificadas as
regiões Norte, Nordeste e Sudeste.
Página 29
1. A cidade de Sobral está localizada no noroeste do Estado do Ceará.
2. Sobral está relativamente próxima às cidades de Tianguá e Massapê, e nas margens
da Rodovia BR-222, que liga a capital do Estado, Fortaleza, com a capital do Piauí,
Teresina.
3. Em Sobral, a pecuária extensiva e as práticas extrativistas destacam-se como
atividades predominantes.
4. Resposta Pessoal, mas seria interessante que os alunos abordassem as possíveis
diferenças entre o seu cotidiano e o cotidiano dos estudantes de Sobral.
12
Página 30
1.
a) Maranhão.
b) Tocantins.
c) Minas Gerais.
d) Distrito Federal.
2. Porque nessa região estão concentradas as atividades produtivas mais dinâmicas, os
principais aeroportos e as cidades que exercem influência no conjunto do território
nacional.
AJUSTES
Caderno do Professor de Química – 6ª série/7º ano – Volume 2
Professor, a seguir você poderá conferir alguns ajustes. Eles estão sinalizados a cada
página.
27
Geografia - 6a série - Volume 2
Figura 16 – Proposta de divisão regional por contiguidade. Fonte: Elaborado por Raul Borges Guimarães especialmente para o São Paulo
faz escola.
Proposta de divisão regional por contiguidade
ff a terceira região (Centro-Norte) seria formada
pelos Estados em que predominam
indicadores em situação regular – salvo o
Acre, cuja diferença foi comentada acima,
e que também seria incluído nesta região
pelo critério da contiguidade.
Enquanto os alunos procuram formular
suas propostas, o professor terá oportunidade
de observar a capacidade da turma de enfrentar
o desafio da divisão regional. Evidentemente,
trata-se apenas de um exercício com base em
três indicadores, o que não seria suficiente para
o estabelecimento de um juízo mais conclusivo.
De qualquer modo, com a situação proposta,
os alunos estarão aprimorando o uso da linguagem
cartográfica e desenvolvendo suas habilidades
de análise de dados e informações a
respeito da condição de vida dos brasileiros residentes
em diferentes unidades da federação.
DF
Situação boa
Situação regular
Situação ruim
Situação péssima
O
Classificação pelos
indicadores
320
I – Meio-norte/Nordeste
II – Centro-Sul
III – Centro-Norte
Proposta de divisão regional
Regiões
III I
II
por contiguidade

GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2

GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
1
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
O MUNDO E SUAS REPRESENTAÇÕES
Para começo de conversa
Páginas 3 - 4
1. Resposta pessoal. Porém, para um bom aproveitamento do exercício proposto, é
preciso uma ação sua junto aos alunos, visto que é incomum o uso de mapas fora do
espaço escolar. É muito provável que muitas pessoas passem a vida inteira numa
cidade sem conhecer o mapa desse espaço. Além disso, não há mapas nos espaços
públicos nem nos sistemas de transportes para orientar os percursos, tampouco para
localizar pontos importantes. Sendo assim, dependendo do que acontecer com a
proposição inicial, talvez seja necessário que você pense em formas de apresentação
desse mapa da cidade e proponha alguns exercícios de localização para que os
estudantes se familiarizem com ele.
2. O interessante nesse exercício que o aluno vai realizar (desenhar um mapa, na verdade
um croqui, pois não é necessário fazer escala, que mostre o percurso da escola até sua
residência) é você: examinar se o mapa desenhado indica alguma familiaridade com o
mapa da cidade ou se é alheio a isso; verificar se há noção de escala (se ele não dá
distâncias maiores para percursos mais curtos e distâncias menores no mapa para ruas
e avenidas mais longas); averiguar que referências ele indica para facilitar a locomoção
(se são edifícios marcantes para todos, avenidas importantes ou, então, referências
muito subjetivas, somente perceptíveis para o autor do mapa). Tudo isso são elementos
reveladores da percepção de espaço do estudante, que terminam sendo referências para
a continuidade do seu trabalho com os alunos.
3. Aeroportos, estações de trem e estações rodoviárias costumam exibir mapas de suas
localidades. Nesses locais há balcões de informações turísticas que fornecem mapas
e outros materiais informativos sobre o lugar onde estão situados. Isso porque quem
chega pode estar vindo pela primeira vez e precisa saber se locomover o mais breve
possível. Os mapas são compreensíveis por todos, mais do que textos, e é uma
obrigação das cidades orientar e receber bem seus visitantes.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
2
4. Um dos elementos importantes da qualidade de uma residência é sua localização.
Bairros com boa infraestrutura valorizam as moradias. Os vendedores de imóveis
fazem mapas nas propagandas para valorizar as localizações dos bens que estão
vendendo. Além disso, é preciso que o interessado saiba chegar ao imóvel.
Se os alunos não se lembrarem desse tipo de anúncio, é importante que você
disponibilize alguns exemplos na sala de aula. Jornais costumam inserir mapas em
seus anúncios de imóveis e, muitas vezes, esses anúncios são distribuídos em locais
de grande circulação de pessoas.
Desafio!
Página 4
Após mostrar um exemplo de mapa de um grupo social distante, muito diferente dos
mapas que nos são familiares, pede-se para que os alunos, em grupo, façam mapas usando
recursos semelhantes. Esse exercício tem como objetivo levar os alunos a vivenciar a
experiência da representação sem exigências formais. É um trabalho criativo e nele os
estudantes vão representar realidades geográficas com materiais inusitados, mas terão de se
empenhar na comunicabilidade dessa representação. É interessante ressaltar que foi
improvisando e usando o que era possível que ao longo da história o ser humano foi
registrando e controlando suas realidades espaciais. No exemplo do mapa de moradores das
Ilhas Marshall é importante destacar que esse mapa ajudava-os na navegação, por mais que
atualmente olhemos e digamos que não é um “mapa bom” ou um “mapa correto”.
Os livros didáticos de Geografia que já traziam mapas multiplicam em suas páginas a
presença de mapas. Não é incomum, inclusive, apresentar a história da Cartografia,
mostrando mapas de povos antigos, de culturas isoladas etc. Por isso, usar livros didáticos é
uma boa medida para fazer a breve pesquisa proposta. Se o acesso à internet for possível, aí
então as referências vão se multiplicar muito. A internet está inundada de mapas, há sites e
sites especializados desde em mapas atuais até em mapas antigos e exóticos.
Durante a criação dos mapas pelos grupos, você pode enfatizar a importância da
legibilidade dos símbolos escolhidos, ou seja, se as informações selecionadas para a
representação do entorno da escola serão compreendidas pelos demais alunos.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
3
Leitura e Análise de Imagem e Mapa
Páginas 5 - 7
1. Representam a mesma área com recursos diferentes. Inclusive a escala de ambas as
representações é idêntica.
2. São visíveis as cidades representadas por diversos símbolos conforme seu tamanho.
As menores são bolinhas pretas, as maiores, duas grandes metrópoles, são quadrados
pretos. Também são visíveis as redes de transportes, em especial rodovias. Isso é o
principal.
3. As duas maiores regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) estão
representadas no mapa por quadrados pretos, bem visíveis. Na imagem de satélite as
duas metrópoles aparecem em áreas bem marcadas por uma tonalidade do roxo. São
Paulo é maior que o Rio de Janeiro, segundo a imagem.
4. Dá para notar, além das metrópoles, um rio (Rio Paraíba do Sul) e diferentes
situações espaciais, alternando formações naturais e realidades geográficas
construídas pelo ser humano, como represas (ao norte de Caraguatatuba, por
exemplo).
5. Espera-se que os alunos percebam que no mapa estão selecionados alguns elementos
que se quer mostrar: as cidades (segundo seus diversos tamanhos), as rodovias etc.
Para mostrar esses elementos são utilizados símbolos que, como tal, são mais visíveis
no mapa.
A imagem de satélite, por sua vez, não tem símbolos; é como uma fotografia da
Terra. É mais difícil de interpretar, mas a dimensão geográfica dos fenômenos está
mais próxima da realidade.
As imagens de satélite servem (entre outros usos) para que, a partir delas,
confeccionem-se mapas. Esses usam linguagem apropriada, destacam fenômenos
específicos, segundo o seu autor. Assim, mapas e imagens de satélite não têm a
mesma função e, por isso, uns não podem ser substituídos pelos outros.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
4
Página 8
O estudante deve fazer uma lista dos mapas encontrados e descrever que função o
mapa exercia na publicação em que foi encontrado. O contexto em que o mapa estava
exposto vai ajudar a definir que funções ele possuía. Ele pode, por exemplo, estar
apenas localizando um lugar mencionado numa reportagem; mas pode também estar
indicando dados populacionais de um lugar etc.
Página 8
Para demonstrar que essa afirmação faz sentido vale a pena voltar ao exemplo de
comparação entre a imagem de satélite e o mapa “Eixo Rio de Janeiro – São Paulo”. No
mapa escolheu-se representar as estradas, mas decidiu-se não representar, por exemplo,
as redes de fios de eletricidade nem o volume de população que habita essa localidade
coberta pelo mapa. Todo mapa é assim. Sempre uma seleção de fenômenos. Mesmo
aqueles mapas que parecem representar tudo não conseguem essa façanha. Esse é o caso
da denominada carta topográfica.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
5
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
ORIENTAÇÃO RELATIVA: A ROSA DOS VENTOS
Para começo de conversa
Página 9
1. De fato, a impressão que temos, em função das grandezas e da velocidade dos
movimentos terrestres, é a de que realmente a Terra está parada, de que ela é estática.
Por isso, o arco que vemos do Sol – primeiro a Leste, depois sobre nossas cabeças e
então desaparecendo a Oeste – nos dá a impressão de movimento do Sol, quando na
verdade é a Terra que está se movimentando.
2. O movimento aparente do Sol é uma referência que permite identificarmos os pontos
cardeais. Se a janela do lado direito da classe, na posição do aluno, estiver voltada
para onde nasce o Sol esse lado será o Leste; o lado contrário o Oeste; à frente o
Norte; e atrás o Sul.
3. A resposta deve estar vinculada à localidade da escola. É preferível que haja
referência às cidades próximas. Não há problema que os alunos consultem mapas.
Pode parecer um exercício muito fácil, mas surpresas podem aparecer. O objetivo é
sedimentar a familiaridade com os pontos cardeais, para que o aluno efetivamente
apreenda o conceito.
Páginas 10 - 12
1.
a) Espera-se que o aluno responda positivamente, pois como esse movimento é
aparente, o Sol parece estar em diversas posições durante o dia. O aluno precisa
assimilar essa percepção, que nem sempre é óbvia.
b) É interessante que você estimule essa observação e que o aluno, ao notar onde o
Sol nasce e onde desaparece, indique uma referência que possa ser reconhecida por
todos. Por exemplo: o Sol nasce do lado direito da escola, na direção do morro tal; o
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
6
Sol desaparece do lado esquerdo da escola, na direção do rio tal. Isso vai permitir
verificar se todos da classe estão percebendo da mesma maneira.
c) É um movimento aparente. Não é possível demonstrar se o aluno não perceber
que o Sol muda de posição no decorrer do dia. A discussão sobre o que se
movimenta para essa mudança de posição vem em segundo lugar.
2.
a) Trata-se do movimento da Terra em torno de seu próprio eixo, conhecido como
movimento de rotação.
b) Sem dúvida há uma relação direta. Durante o período de 24 horas (23h56min),
que dura o movimento de rotação, parte da Terra fica exposta ao Sol (dia), enquanto
a parte oposta do planeta não é iluminada pelo Sol (noite).
c) Os polos Sul e Norte e as posições Leste e Oeste.
3. Professor, chame a atenção dos alunos para o fato de que esse esquema foi feito para
fins didáticos. A proporção entre o Sol e a Terra e a distância entre eles não são
essas.
a) Trata-se do movimento da Terra em torno do Sol. O movimento de translação
que leva 365 dias e 6 horas.
b) A translação é um movimento anti-horário (ao contrário do movimento dos
ponteiros de um relógio), o que é perceptível pelas setinhas desenhadas no percurso
da Terra. A figura mostra também que a Terra se movimenta em torno do Sol, com
seu eixo inclinado em relação ao plano de translação. Assim, nas diversas posições,
num momento o Hemisfério Sul é que está mais exposto ao Sol e, noutro, o
Hemisfério Norte. As datas de máxima desigualdade de iluminação nos hemisférios
Norte e Sul (22 ou 23 de junho e 22 ou 23 de dezembro) são chamadas de solstício,
enquanto as datas de máxima igualdade de iluminação nos hemisférios Norte e Sul
(20 ou 21 de março e 22 ou 23 de setembro) são chamadas de equinócio.
c) Essas diversas posições da Terra em relação ao Sol no decorrer do ano explicam
as diferentes intensidades da chegada de energia calorífera nos dois hemisférios
latitudinais da Terra (o Sul e o Norte). A distribuição diferenciada dessa energia
implicará no que chamamos estações do ano. Na figura, na posição dos dias 22 ou 23
de junho, a Terra está com o Hemisfério Norte projetado em direção ao Sol, o que
vai fazer com que os ângulos dos raios solares estejam mais próximos de 90º na
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
7
latitude do Trópico de Câncer, o que significa mais energia calorífera. Essa maior
exposição deve-se, como mostrado na figura, à inclinação do eixo da Terra em
relação ao plano da órbita. Por isso é verão naquele hemisfério e inverno no
Hemisfério Sul, que, nesse momento, está menos projetado em relação ao Sol, e os
raios solares chegam num ângulo mais inclinado. Isso vai significar menos energia
calorífera. Com essa mesma lógica explica-se as outras estações do ano.
Página 13
Esse exercício do presente para o passado é muito interessante. É um exercício de
reconhecimento do outro que contribui para o desenvolvimento de uma competência
muito importante: o compreender. O que se sabia na Antiguidade, o que se interpretava
dependia de observação direta, de olhar a natureza. É essa criança que receberá a carta.
Logo, para convencê-la sobre o fato de que o movimento do Sol é apenas aparente é
preciso empregar estratégias próprias. Somente de o estudante ter isso em mente, e ser
obrigado a fazer raciocínios específicos para a situação, já é de extrema valia e justifica
o exercício.
Incentive os alunos a elaborar ilustrações que auxiliem na sua explicação, exercício
esse que auxiliará na compreensão do conceito trabalhado.
Páginas 13 - 14
1. O nome da figura que representa os pontos colaterais é Rosa dos Ventos. Nela se
representam os pontos cardeais (principais) e os pontos colaterais (intermediários
entre os cardeais).
2. Com o braço direito estendido em direção à nascente do Sol chega-se ao Leste, logo
o braço esquerdo indica o Oeste.
3. Com o braço esquerdo voltado para o Oeste e o direito para o Leste, o menino tem a
sua frente o Norte e atrás o Sul.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
8
4.
Entre o Norte (N) e o Leste (E) Nordeste (NE)
Entre o Sul (S) e o Oeste (O) Sudoeste (SO)
Entre o Norte (N) e o Oeste (O) Noroeste (NO)
Entre o Sul (S) e o Leste (E) Sudeste (SE)
5. Esse aparelho é a bússola. Ele está para o espaço assim como o relógio está para o
tempo.
Página 14
É relativamente simples construir uma bússola em casa. A maior dificuldade está em
encontrar um ímã. São pequenos objetos naturais ou artificiais que têm a propriedade de
magnetismo, quer dizer, de atrair materiais ferrosos. Alerte os estudantes sobre o
manuseio da agulha para evitar que eles se firam. O professor de Ciências pode ajudar a
localizar, pois é comum nessa disciplina se propor experiências com o magnetismo.
O interessante é que, ao esfregar uma agulha no ímã, as propriedades magnéticas
passarão para a agulha, elemento-chave para a construção da bússola.
Na Terra há um acúmulo de materiais magnéticos próximo ao Norte magnético, e
uma agulha imantada sempre se deslocará para essa direção.
Página 15
Até agora os pontos cardeais foram encontrados, nas proposições anteriores,
utilizando a posição onde o Sol nasce (Leste) e daí deduziu-se o Oeste, o Norte e o Sul.
Agora essa localização será feita com um aparelho. Ela poderá ser feita à noite, por
exemplo. Este momento aplicativo é chave para a concretização desse conteúdo.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
9
Desafio!
Página 15
Caro professor, dependendo do mapa utilizado, as respostas podem ser um pouco
diferentes. Se o mapa tiver os limites municipais representados, os alunos terão outra
visualização da que terão se o mapa apenas indicar, com símbolos (bolas, por exemplo),
o centro dos municípios do Estado. Por este motivo, você precisa estar atento ao mapa
selecionado e acompanhar a realização da atividade, a fim de verificar se os alunos
sabem lidar corretamente com os pontos cardeais e colaterais.
1. Iguape está a(o) Nordeste de Cananeia e a(o) Leste de Registro.
2. Marília está a(o) Nordeste de Assis e a(o) Sudoeste de São José do Rio Preto.
3. São José dos Campos está a Nordeste de São Paulo e a(o) Sudeste de Moji-Mirim.
4. Fernandópolis e Ituverava estão situadas no Norte do Estado de São Paulo.
5. Teodoro Sampaio situa-se no Oeste do Estado de São Paulo.
Página 16
1. Alternativa e. Espera-se que o aluno compreenda que o movimento do Sol na
abóbada celeste é aparente e que resulta do giro da Terra em torno de si mesma.
2. Rotação: duração 24 horas (23h56min). Movimento da Terra em torno de seu próprio
eixo, é responsável pelos dias e pelas noites. Todos os outros planetas do Sistema
Solar estão em rotação; as velocidades são diferentes, mas é esse movimento o
responsável pela forma arredondada dos planetas, inclusive da Terra.
Translação: duração 365 dias (365 e 6 horas). É uma trajetória da Terra em torno do
Sol, e nesse percurso a Terra expõe diferentemente seus hemisférios em relação ao
Sol (em razão da inclinação do eixo da Terra). É um dos responsáveis pela
ocorrência das diferentes estações do ano.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
10
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
AS COORDENADAS GEOGRÁFICAS
Para começo de conversa
Página 17
1. Não, essa informação não é suficiente porque quando se indica um ponto cardeal ou
um colateral é preciso dar uma referência. Norte em relação a que ponto, a que
cidade? Uma mesma cidade pode estar ao Norte de uma cidade qualquer e ao Sul de
outra.
2. Norte em relação a quê? Que pontos de referência existem?
3. É sempre necessário usar outros pontos de referência para melhor localizar um ponto
num espaço. Nenhum ponto é o Norte absoluto (a não ser o núcleo do Polo Norte).
Todo Norte será Norte em relação a outro ponto que estará ao Sul.
Páginas 17 - 18
A figura é clara. A Terra é esférica e o navio no horizonte de um oceano vai
parecendo cada vez mais próximo em razão da curvatura do planeta. Aliás, essa é uma
das formas indiretas que nos faz perceber a curvatura da Terra.
Páginas 18 - 21
1.
a) Essa linha é o Equador. A palavra vem de equalis, que quer dizer igual. O
Equador corta a Terra em duas metades iguais.
b) A metade “de cima” é o Hemisfério Norte, e a metade “de baixo” é o Hemisfério
Sul.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
11
c) O exercício de colorir é um recurso com o objetivo de familiarização com o
Hemisfério Norte e com o Hemisfério Sul.
2.
a) Neste globo não estão todas as coordenadas geográficas. Estão apenas alguns
paralelos. O Equador é um dos paralelos, aliás, o paralelo 0º, que serve de referência
para a medida dos demais paralelos.
b) Esses números indicam a posição do paralelo no interior da circunferência que
representa a Terra. Uma circunferência possui 360º (esse “o” pequeno representa a
medida em grau). Porém, para efeitos de medida das latitudes, que são linhas paralelas
na circunferência, optou-se em se medir as latitudes a partir do Equador contando de 0o
a 90º Sul e de 0o a 90º Norte. Isso dá 180º. Acontece que as duas extremidades do
paralelo estão contempladas; logo, se somássemos, chegaríamos aos 360º.
c) Para posicionar corretamente os paralelos indicados será útil o estudante usar um
transferidor.
3.
a) Em relação à primeira figura, a diferença deste globo é que a grade de
coordenadas não está completa: só estão representados os meridianos.
b) Diferentemente da marcação dos paralelos, que se dá numa figura geométrica
que é a circunferência, os meridianos são estabelecidos numa esfera. São meio
círculos de polo a polo e um conjunto de dois meridianos opostos que constituem um
círculo inteiro. Qualquer meridiano divide a esfera em duas partes iguais, mas um
deles foi escolhido para ser o meridiano de referência, o meridiano 0º. Trata-se do
Meridiano de Greenwich, que corta a Inglaterra. Ao Leste (à direita) tem 180º e a
Oeste (à esquerda) tem mais 180º. Isso explica os números e o uso das iniciais dos
pontos cardeais.
c) Para acrescentar mais duas linhas de meridiano na posição correta pode-se usar
também o transferidor.
d) Essa área é chamada de Hemisfério Oeste ou Ocidental (tecnicamente), e
popularmente de Ocidente.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
12
4. Preenchendo os vazios do quadro:
Característica Coordenada
geográfica
Permite situar
Demarca as metades leste e oeste Greenwich Hemisférios Oriental e
Ocidental
Demarca as metades norte e sul Equador Hemisférios Sul e Norte
Perpendiculares a Greenwich Paralelos Latitudes
Perpendiculares ao Equador Meridianos Longitudes
Páginas 21 - 22
1. Palmas (TO).
2. Macapá (AP) ou São Gabriel da Cachoeira (AM).
3. Rio Branco (AC).
Página 23
1. A latitude é uma medida em graus obtida por paralelos traçados numa circunferência
que representa a Terra. Os paralelos vão de 0o a 90º em direção ao Sul e de 0o a 90º
em direção ao Norte. Cada paralelo é uma latitude Sul ou Norte.
2.
a) O movimento de rotação permite determinar as longitudes, que são medidas em
tempo, antes de tudo. Se soubermos a hora na longitude 0o e ao mesmo tempo a hora
em outra longitude a Oeste, dá para saber que longitude é essa.
b) Para que a Terra complete o movimento de rotação são necessárias 24 horas
(duração do dia), ou exatas 23h56min.
3. Para girar 15º a Terra leva uma hora em seu movimento de rotação, a 15º de um
ponto qualquer a Leste será uma hora mais. Por exemplo, se forem 8 horas nesse
ponto, em 15º a Leste já serão 9 horas e em 15º a Oeste serão 7 horas.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
13
4. Decidiu-se por um ponto para ser a referência para a medição das diversas horas da
Terra num mesmo momento e também para a medida das longitudes. Esse ponto de
referência é o Meridiano de Greenwich na Inglaterra. O meridiano 0o, a longitude 0o.
A partir desse ponto se estabelece os fusos horários.
Páginas 24 - 25
1. Em direção ao Leste as horas estão adiantadas em relação a Greenwich.
2. Em direção ao Oeste as horas estão atrasadas em relação a Greenwich.
3. Se a diferença em relação a Greenwich for de uma hora, isso corresponde a 15º de
diferença de longitude.
4. Cálculo das horas da Copa do Mundo.
a) Em Londres, na Inglaterra o jogo será assistido às 17 horas do dia 20 de junho.
b) Em Nairobi, no Quênia, às 20 horas do dia 20 de junho.
c) Na Cidade do México será às 11 horas do dia 20 de junho.
d) Em Sidney, na Austrália, será às 3 horas da manhã do dia seguinte, 21 de junho.
e) Em Los Angeles, nos EUA, será às 9 horas do dia 20 de junho.
Observação: De acordo com a Lei nº 11.662, de 24 de abril de 2008, a partir da zero
hora de 24 de junho de 2008 vigoram no Brasil três fusos horários.
Página 26
Para se determinar a posição exata de um ponto qualquer do globo é preciso definir a
longitude e a latitude desse ponto. Cruzando esses dois elementos chega-se à posição
exata de um ponto qualquer.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
14
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
OS ATRIBUTOS DOS MAPAS
Para começo de conversa
Página 27
1. Não é sempre assim. Essas cores (o azul e o verde) são usadas em mapas para várias
finalidades e não são exclusivas para representar as águas e a vegetação.
2. Os mapas políticos representam, especialmente, fenômenos humanos como cidades,
estradas etc. Enquanto isso, os mapas físicos representam fenômenos naturais como
rede de rios, altitudes dos terrenos, distribuição das formações vegetais etc.
3. Com uma escala de cores. Cada cor representa uma altitude e isso pode ser
consultado na legenda.
4. Um mapa de São Paulo dentro do mapa do Brasil pode ter menos detalhes que um
mapa isolado de São Paulo. Existem mapas maiores e mapas menores de um mesmo
local, e essa variação chama-se escala cartográfica.
Páginas 28 - 31
1.
a) Estão representados os Estados brasileiros. Isso é perceptível porque para cada
Estado há uma cor e traços que delimitam um Estado do outro. Essa delimitação e o
fato de existirem Estados é um fenômeno humano. Os alunos podem também
identificar os rios e alguns países da América do Sul.
b) Por intermédio de cores.
c) Os principais elementos representados são fenômenos humanos: divisão dos
Estados e das principais cidades do Brasil.
d) Mapa político do Brasil.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
15
2.
a) Não há mais divisão marcando a existência de Estados nem indicação de
cidades. As cores assinalam os terrenos segundo as altitudes, o que pode ser
observado na legenda. É importante notar que as zonas verdes correspondem a certa
altitude (entre as mais baixas) e não a zonas de florestas. Do amarelo para o marrom
são terrenos altos e não terras sem vegetação. Aparece também uma densa malha de
rios: a rede hidrográfica.
b) Por cores diferentes se destacaram os terrenos de diversas altitudes médias. Mas
só é possível identificar quais as áreas mais altas e as mais baixas observando a
legenda, o que é um problema nesse mapa.
c) A cor verde não representa florestas, e sim uma determinada altitude (que está
entre as mais baixas). Isso demonstra que nos mapas existentes as cores têm um uso
diverso e nenhuma cor tem um uso exclusivo, nem mesmo o azul para a água.
d) São elementos da natureza: altitude e malha de rios. Logo, nesse mapa
predominam fenômenos naturais.
e) Mapa físico do Brasil.
3.
a) No primeiro mapa foram utilizados símbolos para representar as cidades. Na
legenda é possível ver que a bolinha com um ponto preto e um círculo representa as
capitais e a bolinha preta, outras cidades. Além disso, também são utilizados
símbolos para diferentes vias de acesso e limites territoriais.
b) Rio Branco, identificável no mapa pelo símbolo de Capital de Estado.
c) Foram utilizados os recursos da cor. A escala de cor empregada vai de um verde
escuro (altitude mais baixa) até um marrom escuro (a altitude mais elevada). Essa
escala compõe a linguagem do mapa.
d) Com esse recurso ficamos sabendo onde as terras são mais altas (altitude média).
Elas ficam em todas as áreas assinaladas com marrom escuro. Mas o mapa faz uso
também de pequenos símbolos que não aparecem na legenda que indicam os picos
mais altos: o mais alto fica ao Norte do Brasil e é conhecido como Pico da Neblina,
com 2 994 metros, na fronteira com a Venezuela.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
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Páginas 32 - 34
1. Sim, a região metropolitana de São Paulo está representada nos dois mapas, mas
apenas no “Região metropolitana de São Paulo” constam os municípios que a
compõem.
2. O mapa “Região metropolitana de São Paulo”, pois nesse o território da área em
questão foi menos reduzido.
3. O mapa “Brasil: regiões metropolitanas, 2005” seria o mais adequado. Ele possui
escala menor, e isso permite visualizar as regiões metropolitanas na extensão do
Brasil.
4. Não, não seria possível. A escala do mapa “Brasil: regiões metropolitanas, 2005” é
pequena demais para representar esse tipo de detalhe.
Página 35
1. A resposta vai depender da escala gráfica do mapa escolhido.
2. Alternativa e. 6 centímetros x 50 quilômetros, que é o valor de cada intervalo da
escala gráfica.
3.
a) O título nos indica o tema que será tratado no mapa. Por exemplo: Distribuição
da população do Brasil; Rede hidrográfica do Brasil etc.
b) A legenda apoia a linguagem do mapa. Ela traduz o que os símbolos e as cores
utilizados significam.
Embora necessários, não são os elementos mais importantes dos mapas. O mais
importante é o mapa em si, que é o visual propriamente dito.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
A CARTOGRAFIA TEMÁTICA
Para começo de conversa
Página 36
1. A resposta é pessoal e depende do material pesquisado. Porém, é provável que se
encontrem mapas nas duas situações.
2. Os mapas que pretendem representar tudo o que existe na superfície terrestre (o que
não se consegue) são os mapas de base.
3. Os que representam apenas um ou dois fenômenos são os temáticos. Cada fenômeno
é um tema.
4. Atualmente, é cada vez mais comum mapas que mostrem fluxos. Por exemplo, onde
se produz petróleo e onde ele vai ser processado e consumido (e também em que
quantidade). Esse é um tipo de mapa temático e a representação é chamada
representação dinâmica (mostra movimentos).
5. Depende dos mapas encontrados. Em geral se representa os locais de produção com
símbolos que remetem a fábricas, usinas, centros de extração etc. A legenda nesse
caso indica e traduz a simbologia.
Página 37
É provável que a esta altura os estudantes não tenham dificuldades para identificar e
selecionar esses mapas temáticos e classificá-los segundo os grupos de fenômenos
naturais e humanos.
1. Em geral, os mapas têm indicação da escala cartográfica, mas nem sempre ela é
necessária, em função de uma série de detalhes técnicos da cartografia, área que
estuda e produz mapas.
2. Depende dos mapas pesquisados.
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
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3. Varia de acordo com o que foi pesquisado, mas, de um modo geral, os mapas são
muito reduzidos, visto que predominam mapas do mundo, mapas do Brasil e dos
Estados em nossa cultura escolar. E, para representar vastos territórios, os mapas
devem ser muito reduzidos.
4. Depende do material pesquisado. É importante exercitar esse olhar para a qualidade
das representações e isso deve começar cedo.
5. Encontrados os mapas que representam fenômenos naturais é importante o aluno
listar os recursos de linguagem que foram empregados para a representação: cores,
símbolos etc. Mas é melhor fazer a observação antes de olhar as legendas.
6. Depende dos mapas pesquisados. No mais, os mesmos comentários da proposta
anterior se aplicam aqui.
Páginas 38 - 39
1.
a) Representa a situação dos países em relação ao poderio nuclear militar e aos
tratados e convenções internacionais que visam a impedir a proliferação de armas de
destruição massiva. Nota-se que apenas alguns países possuem armamentos nucleares.
b) Sim, esse é um mapa qualitativo, pois representa ocorrências de fenômenos
diversos: 1. Posições diferentes de alguns países em relação às armas nucleares de
destruição massiva; 2. Localidades não signatárias de tratados e convenções
internacionais contra a proliferação de armas de destruição massiva.
2.
a) Trata-se um mapa-múndi sobre o qual foram aplicados círculos de diversos
tamanhos. Nota-se uma maior concentração desses círculos em certas áreas,
enquanto em outras há maior dispersão, por exemplo, na América do Sul. Fica muito
evidente onde se compra mais armas. Os círculos maiores representam compradores
maiores de armas. A relação é direta.
b) Sem dúvida, esse é um mapa quantitativo, visto que mostra, por intermédio dos
círculos proporcionais (que podem ser quantificados exatamente recorrendo-se ao
GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 5a série/6º ano – Volume 2
19
ábaco – legenda de mapa quantitativo), as quantidades de armas que estão sendo
compradas e por quais países estão sendo adquiridas

segunda-feira, 9 de maio de 2011

RESPEITO MÚTUO

RESPEITO MÚTUO

Maria Radespiel

“O tema ‘respeito’ é central na moralidade. E também é complexo, pois remete a várias dimensões de relações entre os homens, todas “respeitosas”, mas em sentidos muito diferentes. Pode-se associar respeito à idéia de submissão. É o caso quando se fala que alguma pessoa obedece, incondicionalmente, a outra. Tal submissão pode vir do medo: respeita-se o mais forte, não porque mereça algum reconhecimento de ordem moral, mas simplesmente porque detém o poder. Porém, também pode vir da admiração, da veneração (porque é mais velho ou mais sábio, por exemplo), ou da importância atribuída a quem se obedece ou escuta (diz-se "respeito muito as opiniões de fulano”). Nesses exemplos, o respeito é compreendido de forma unilateral: consideração, obediência, veneração de um pelo outro, sem que a recíproca seja verdadeira ou necessária.
Um intelectual observou bem a presença desse respeito unilateral na sociedade brasileira, por meio de uma expressão popularmente freqüente: “Sabe com quem está falando?”. Essa expressão traduz uma exigência de respeito unilateral: “Eu sou mais que você, portanto, respeite-me”. É a frase que muitas “autoridades” gostam de empregar quando se sentem de alguma forma, desacatadas no exercício de seu poder.
Porém, outra expressão popular também conhecida apresenta uma dimensão diferente do respeito: “Quem você pensa que é?”. Tal pergunta traduz a destituição de um lugar imaginariamente superior que o interlocutor pensa ocupar. Essa expressão é a afirmação de um ideal de igualdade, ou melhor, de reciprocidade: se devo respeitá-lo, você também deve me respeitar; não é a falta de respeito, mas sim a negação de sua associação com submissão. Trata-se de respeito mútuo. E o predicado “mútuo” faz toda a diferença.
Ora, é claro que tanto a dignidade do ser humano quanto o ideal democrático de convívio social pressupõem o respeito mútuo, e não o respeito unilateral.
(...) respeitar e ser respeitado: ao dever de respeitar o outro, articula-se o direito (e a exigência) de ser respeitado. Considerar o respeito mútuo como dever e direito é de suma importância, pois, ao permanecer apenas um dos termos, volta-se ao respeito unilateral: “devo respeitar, mas não tenho direito de exigir o mesmo” ou “tenho o direito de ser respeitado, mas não o dever de respeitar os outros”.
O respeito pelos lugares públicos, como ruas e praças, também deriva do respeito mútuo. Como tais espaços pertencem a todos, preservá-los, não sujá-los ou depredá-los é dever de cada um, porque também é direito de cada um poder desfrutá-los.” (RADESPIEL, Maria. Alfabetização sem Segredos (temas transversais). Ética. Belo Horizonte : Editora IEMAR, s/d. p. 11 e 12.)
Com base no texto acima, responda, conforme se pede, às questões Um e Dois.

1ª Questão: O tema “respeito” é central na moralidade. Podemos associá-lo à idéia de submissão quando é unilateral ou a um ideal de igualdade e reciprocidade , quando o respeito é mútuo.
Assinale xis na alternativa abaixo que pressuponha o respeito em seu ideal de igualdade e reciprocidade:

A – “Tenho o direito de ser respeitado, mas não o dever de respeitar os outros”.
B – Tenho o dever de respeitar os outros, mas não tenho o direito de ser respeitado.
C – Tenho o direito de ser respeitado, assim como eu respeito a mim mesmo.
D – Tenho o dever de respeitar o outro, e o direito de ser respeitado.

2ª Questão: “Respeitar e ser respeitado: ao dever de respeitar o outro, articula-se o direito (e a exigência) de ser respeitado...”.
Diante dessa premissa podemos afirmar que:

A – O respeito é mútuo e unilateral.
B – Ao dever de desrespeitar o outro, articula-se o direito de ser respeitado.
C – Considerar o respeito mútuo como dever e direito é de suma importância.
D – Ao dever de respeitar o outro, articula-se o direito de ser desrespeitado.

3ª Questão: Você respeita seus pais? Por quê? De que forma eles se fazem respeitar? Esse respeito é mútuo ou é unilateral?

4ª Questão: Você respeita seus professores? Por quê? De que forma eles se fazem respeitar? Esse respeito é mútuo ou é unilateral?

5ª Questão: Por que você é agressivo? Assinale xis na alternativa abaixo que mais se aproxima de você.

A – Eu me considero menos que as outras pessoas.
B – Eu me acho o máximo. Simplesmente demais!
C – Eu aprendi a ser agressivo com a minha família.
D – Eu não me acho agressivo. Acredito no respeito mútuo.
Justifique sua resposta.

6ª Questão: Determinados professores não são respeitados por que “não põe moral na turma”. O que isso significa?

7ª Questão: Escreva um texto explicando a importância de se respeitar as pessoas.